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Marqueteiros querem campanha mais propositiva, mas Iris e Braga querem mais pancadaria

Paulo Faria, marqueteiro, psicólogo e ator, e Pedro Novaes, geógrafo, conseguiram um feito: Iris Rezende perdeu, ao menos parcialmente, aquela cara de Urtigão do Cerrado e está com o rosto mais ameno e menos carrancudo. Mas a pancadaria excessiva, sem fatos comprovados, continua. Neste sentido, Iris, com o apoio de Jorcelino Braga — os dois disputam qual odeia mais o governador Marconi Perillo (um psicanalista diria que isto é amor, e até profundo) —, não ouve os marqueteiros que cobram moderação e uma campanha propositiva.

Iris Rezende avalia que a vaca foi para o brejo e vai atacar ainda mais o governador Marconi

A tese de Iris Rezende é que, como a vaca já foi para o brejo, vai aproveitar para atacar o governador Marconi, gratuitamente, única e exclusivamente para provocá-lo e irritá-lo. Fica-se com a impressão de que o peemedebista-chefe está brincando de fazer política. Iris Rezende e Jorcelino Braga querem morrer abraçados, como em 2010. É o velho e indesejável abraço dos afogados.

O Brasil é um país homofóbico?

cartas.qxdA matéria “O Brasil já vive sob a ditadura das minorias” (Jornal Opção 2048), do jornalista José Maria e Silva gerou um extenso debate na rede social Facebook na última semana. Por isso, reproduzimos uma parte da longa discussão: Rodrigo César Dias: Engraça­do, eu achava que o ditador era aquele que mandava e desmandava, o que impunha sua vontade a todos. Mas veja que ditadura curiosa essa dos gays e das feministas: os gays não conseguem criminalizar a homofobia, nem garantir por lei o casamento civil, nem doar sangue. As mulheres não conseguem receber o mesmo salário dos homens pra desempenhar a mesma função, nem realizar abortos que são permitidos por lei. O Zé Maria me apresentou a um novo conceito de ditador: é aquele que não manda, mas se submete à vontade alheia. Wenceslau Miro Cezne: Um dos aspectos que não entendo nesses movimentos é por que as pessoas fazem questão de, a toda hora, quererem dizer e mostrar às demais pessoas que têm uma cor de pele negra e que tem uma preferência sexual diferente. Em vez disso, por que não tentam mostrar às outras pessoas seu valor e competência como pessoa? Significa dizer: “Não gosto que vocês olhem para a minha cor da pele ou queiram saber a minha preferência sexual, mas percebam o meu valor como pessoa humana”. João Paulo Lopes Tito: Hoje em dia, a força que uma minoria faz para ser valorizada e respeitada enquanto ser humano, e para fazer valer seus direitos e liberdades vem sendo chamada de “ditadura”. Qualquer mudança de status quo incomoda mesmo. Que chiem os conservadores, mas estamos testemunhando mudanças históricas. Por outro lado, não vejo, de modo algum, como censura o que fizeram com Levy Fidelix. Porque não fizeram a mesma coisa com o Pastor Everaldo e com Aécio Neves, que também são defensores “da família”. A crítica ao Fidelix não foi por expressar sua opinião: foi por incitar o ódio. Fidelix não discorda dos homossexuais - ele incita a maioria a lutar contra a minoria. Defende que homossexuais sejam tratados longe de nós, “normais”, “homens de família”. Dar opinião é uma coisa, incitar o ódio, a discriminação e a segregação social sempre foram, e continuarão, sendo coisas de covardes e hipócritas. Maria Reis: E não tem coisa menor e medíocre do que discutir cor e opção sexual das pessoas. Emille Lemes: Por que será que esse povo fica desfilando com bandeiras coloridas e/ou cobrando o respeito à cor da pele? Nunca vi heterossexuais desfilarem e nem brancos cobrarem respeito à sua cor. Dar o melhor de nós é o bastante para que as pessoas nos valorizem. João Paulo Lopes Tito: A meu ver, a questão que você propõe foi invertida antes, Emille. O preconceito às diversas minorias surge justamente porque a questão que você apresenta não foi feita lá atrás. A discriminação por classe social, cor, religião e sexualidade adveio inicialmente porque, mesmo dando o melhor de si, alguns grupos não foram devidamente valorizados – antes, foram marginalizados. Brancos nunca foram discriminados apenas por terem essa cor de pele, nem heterossexuais por sua sexualidade. Por que eles sairiam às ruas? Por que discursariam sobre o orgulho em pertencer a essa classe? Não há motivo. Infelizmente, dar o melhor de nós não é suficiente para que nos valorizem enquanto seres humanos. Aliás, cuidado! O simples fato de te incomodar que pessoas saiam às ruas se expressando livremente (seja lá em que sentido for) pode ser sintomático. A cura para o preconceito começa com a análise e aceitação de nossos próprios defeitos, internamente. Wenceslau Miro Cezne: Vejo incoerência nesses movimentos porque promovem as características da cor da pele ou preferência sexual e outras questões. Quanto mais as pessoas queiram que eu as veja como negras ou gays, estas tenderão a serem as suas características pessoais principais para mim e para muita gente. Mas, no entanto, eu gostaria que a sua cor de pele ou preferência sexual não tivesse importância para mim, mas sim a suas características pessoais como competência, personalidade, etc. Seria desejável a maior integração possível e não o separatismo ou compartimentação das pessoas na sociedade. Thiago Burigato: Denise Var­gas, se a pessoa que foi assassinada não era negra e nem gay, então certamente o motivo de sua morte não foi a sua cor de pele ou sua orien­tação sexual, já que simplesmente não se matam brancos por serem brancos ou héteros por serem héteros. Wenceslau Miro Cezne, ninguém quer ser visto por sua cor de pele ou por sua orientação sexual. Aliás, é justamente o oposto disso. Mas, infelizmente, até hoje são apenas por essas características que boa parcela da população é caracterizada, estereotipada e julgada pelo restante da sociedade. Emille Lemes, brancos e héteros não fazem desfiles carregando bandeiras por sua cor de pele ou orientação sexual simplesmente porque não há direitos a reivindicar que os outros não tenham e nem lutas a serem travadas para não serem discriminados. Denise Vargas: É mesmo? Onde está a homofobia que as pessoas tanto pregam? Cerca de 200 homossexuais são mortos todos os anos e 70% das mortes acontecem porque gays matam outros gays, seu parceiros (como o caso Donati). Portanto, cadê os cristãos que saem das igrejas do Malafaia e matam gays nas ruas? Onde estão estas pessoas? Vocês querem criminalizar qualquer senhora de 80 anos que torce o nariz ao ver dois homens se beijando? A verdade é que o movimento gay quer privilégios e não direitos iguais, aí promovem um discurso de ódio que simplesmente não existe. Eles é que são heterofóbicos, cristaofóbicos e outrosfóbicos. Com certeza. Aliás, Thiago, está cheio de gays criticando os fundamentalistas LGBT e falando as verdades na Internet. Thiago Burigato: Acontece que os discursos religiosos servem de combustível para atitudes de ódio e preconceito, que então ficam travestidos de uma aura de moralidade. Esses discursos, inclusive, geram o fenômeno que provoca o assassinato de gays por outros gays: a homofobia internalizada. Ensinado a vida toda que seu desejo é errado e pecaminoso, o pensamento é mais ou menos o seguinte: “Meu Deus, pequei! Cedi aos meus desejos 'impróprios' e ninguém pode saber disso.” Ensinado que o desejo dele - e a própria identidade dele - é suja e errada, o que ele faz? Mata seu objeto de desejo, que por sua simples existência o lembra de quem ele é, como se estivesse matando seu próprio desejo. Pergunte a qualquer psicanalista e ele vai confirmar o que digo. Repare que o assassino de Donati se recusa a se assumir como homossexual. João Paulo Lopes Tito: A questão para mim é simples: a pessoa que ouve as palavras do Levy Fidelix e diz que não existe homofobia, não existe preconceito e, pelo contrário, o movimento LGBT é que cria um discurso de ódio deve viver em outro mundo. Um mundo onde “homofobia” só acontece quando um heterossexual mata um homossexual. Não tem nenhuma lógica.

“E a política não é uma competição moral. É uma disputa pelo poder”
[caption id="attachment_17815" align="alignleft" width="620"]Arnaldo Neto: “Vejo que o PT está buscando o apoio da Marina nas eleições. E daí, meus jovens? Qual a novidade? Isto é política, tão somente. E política não é uma competição moral” / Foto: Reuters Arnaldo Neto: “Vejo que o PT está buscando o apoio da Marina nas eleições. E daí, meus jovens? Qual a novidade? Isto é política, tão somente. E política não é uma competição moral” / Foto: Reuters[/caption] Arnaldo B. S. Neto No meu tempo de movimento estudantil, na Goiânia da segunda metade dos anos 1980, nós, os “reformistas”, éramos rivais dos “trotskistas” e dos “stalinistas” (isto foi em outra vida, tenho certeza!). Nosso principal esporte consistia em nos atacarmos mutuamente, com uma fúria verbal absoluta. Mas, vez ou outra, entre uma assembleia, eleição ou manifestação, terminávamos no boteco, tomando cerveja e rindo das atitudes uns dos outros. Vez por outra as alianças mudavam, e os espinafrados de ontem viravam os aliados do dia seguinte. Sem saber, eu estava aprendendo ali algo muito importante sobre a política: a de que ela não pode ser tida como um subproduto da moral. Aliás, quando verdadeiramente é pensada assim, você termina sendo proibido de beber e sua namorada é obrigada a usar burca para ir à escola (se puder ir à escola...). Pois bem, vejo aqui a notícia de que o PT está buscando o apoio da Marina nas eleições. E daí, meus jovens? Qual a novidade? Isto é política, tão somente. E a política não é uma competição moral. É uma disputa pelo poder. E escrevo isto por uma razão. Há quem confunda o âmbito da moral e o da política. Só isto explica que alguém cancele a amizade, mesmo que virtual, com outra pessoa, por conta de uma opinião política ou de uma escolha eleitoral. Quem age assim está fazendo um juízo de inteiro desapreço sobre uma pessoa (ela não presta! é um babaca!) com base tão somente num aspecto limitado de sua individualidade. Nesta armadilha não escorrego. Votar no Pastor Everaldo não faz de ninguém um canalha e nem votar no Eduardo Jorge faz de alguém um poço de virtudes. O mesmo vale para as escolhas de Dilma e Aécio. Somente no relato bíblico do apocalipse, o bem e o mal se enfrentam frente a frente. Mas, como sabem, Goiânia sequer tem estrutura para este tipo de evento como o fim do mundo... O âmbito da política, mesmo que permeado por questões morais, tem a sua autonomia (relativa, obviamente). Finalmente (texto de internet não pode ser longo demais), mesmo que projetos distintos estejam em disputas e os conceitos de direita e esquerda ainda façam sentido, não confundam política com moral. Você estará cobrando algo que o político (ou o partido) que você acredita lhe representar não irá lhe dar nunca, caso realmente possua um projeto de chegar e ficar no poder. Seus adversários de hoje são os aliados de amanhã e todos irão comemorar a vitória (o que interessa!) num restaurante chique. Você, pobre sujeito, que achou que tudo era uma questão puramente moral, tão somente ficou sem amigos... Valerá a pena? Arnaldo B. S. Neto é doutor em Direito Público pela Universidade Vale dos Sinos (Unisinos-RS) e professor da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Goiás (UFG).

Político que roubou a Caixego era do PMDB ou de outro partido?

Perguntinha solerte: o político que roubou 5 milhões de reais da Caixego era do PMDB ou de outro partido? Um livro que está sendo escrito por um jornalista vai contar toda a história da Caixego, dando nomes aos bois, sem dó nem piedade. Um peemedebista-sênior vai dizer: “A Justiça absolveu o acusado”. Vale acrescentar que às vezes culpados são inocentados — desde que se tenham bons advogados.

Saudade, palavra única da Língua Portuguesa, gera sensação de estranhamento e encantamento

[caption id="attachment_17807" align="alignright" width="620"]Mário Palmério, escritor mineiro, cansado de explicar o significado da palavra saudade  para estrangeiros, decidiu compor uma canção para torná-la patrimônio da humanidade Mário Palmério, escritor mineiro, cansado de explicar o significado da palavra saudade
para estrangeiros, decidiu compor uma canção para torná-la patrimônio da humanidade[/caption] Saudade: é sabido que não há em outra língua, que não a portuguesa, vocábulo que traduza esse substantivo abstrato. Para vertê-lo para outro idioma, só através de uma locução. Mas — pergunta-se — de onde veio essa jabuticaba sentimental, quais as suas raízes, e que etimologia a explica? Um livro de crônicas de Julio Dantas — “Abelhas Doiradas” —, publicado em 1925, nos dá uma lição sobre o surgimento dessa palavra tão cara aos enamorados e aos poetas. Uma das melhores crônicas do livro chama-se precisamente: “A Saudade”. Vejamos o que diz a respeito o ilustre escritor, historiador e dramaturgo português: saudade (palavra que parece que canta, que palpita, que estremece e que chora, diz Dantas) aparece pela primeira vez no “Cancioneiro da Vaticana”, que, para quem não sabe, é uma coleção que reúne mais de mil canções dos trovadores galego-portugueses, que nos séculos XIII e XIV faziam suas apresentações para os reis, para os nobres ou para o simples populacho. Essa coletânea, recopiada no século XV, encontra-se hoje na biblioteca do Vaticano — daí seu nome. Ali aparece pela primeira vez nossa palavra, sob as formas arcaicas de “soydade” e “suydade”, mas já com seu sentido atual — e permanente — de sentimento de si (certa pessoa), ou melhor, sentimento de sua ausência (da ausência daquela pessoa). Mais precisamente, quem pela primeira vez a deixa registrada, é um trovador da corte de D. Afonso III (quinto rei de Portugal, cujo reinado durou de 1248 a 1279), chamado Fernão Fernandes Cogominho, que se dirige a uma dama, cuja ausência lhe oprime o peito: “Non queredes viver migo, e moiro de soydade”. Também de saudade padece o rei poeta e trovador português D. Dinis, (sexto rei de Portugal, de 1279 a 1325), que chora a ausência da rainha: “Que soydade de minha senhora ey”. E no reinado seguinte, de Afonso IV (que durou de 1325 a 1357), quando embarcados os soldados portugueses para a Batalha do Salado, contra os mouros, choram na voz do poeta da corte João Zorro, as mulheres que ficam, angustiadas, à espera dos maridos: “Mete El-rei barcas no rio forte; Quem amigo há, que Deus lho amostre; A La vai madre; Oj’ey suydade”. Vê-se que nossa palavra convive com os pobres e com a realeza, pois a ela e seus efeitos nem reis estão imunes. Tanto que outro rei — D. Duarte, que também foi escritor — irmão do mais importante dos portugueses, o Infante D. Henrique, comenta: “Suydade he sentida mais com prazer do que com tristeza”. Este rei filósofo é o primeiro a notar que não existe palavra equivalente fora da língua de Portugal. É seu o comentário: “Pa­rece-me este nome de suydade tam próprio que o latym, nem outra linguagem que eu saiba, nom he para tal sentido semelhante”. D. Duarte, que deixou escritos, separa os sentimentos da dor, da tristeza, do aborrecimento e da saudade, e define este último: “suydade propriamente eh sentido que o coraçom filha por se achar partydo da presença d’alguma pessoa que muito por afeiçom ama, ou o espera cedo de seer; e isso medes dos tempos e lugares em que por deleytaçom muito folgou; digo afeiçom e deleytaçom porque sem sentimentos que ao coraçom pertencem, donde verdadeiramente nace a suydade”. É D. Francisco Manoel de Melo (1608-1666), o turbulento mas talentoso fidalgo, escritor, dramaturgo, militar e namorador português que define a saudade como “essa paixão que só nós sabemos o nome, chamando-lhe saudade, filha do amor e da ausência”. E que arremata: “He a saudade huma mimosa paixão d’alma, e por isso tão subtil, que equivocamente se experimenta, deixando-nos indistinta a dor, da satisfação. He um mal de que se gosta e um bem que se padece...”. É natural que quem não tenha o português como língua materna se intrigue com o vocábulo. No final dos anos 1960, trabalhei por uma temporada no Paraguai. Muitas vezes perguntaram-me por Mário Palmério. É que o escritor mineiro havia sido nosso embaixador em Assunção, em 1961, quando Jânio Quadros, em sua breve passagem pela Presidência da República, resolveu nomear intelectuais como chefes de representações diplomáticas brasileiras mundo afora. Mário Palmério, que eu conhecia, fora para o Paraguai nessa leva. Mário era extremamente social e um boêmio refinado, pois ligava a boemia à cultura. Fizera inúmeras amizades no Paraguai, e eram esses seus amigos que pediam notícias. Sentimental, poeta, permanente enamorado, o embaixador suspirava de saudades do Brasil, e não escondia o fato. Cansado de explicar o que era saudade para os paraguaios, acabou compondo em letra e música uma bela guarânia, que gravou primeiramente em espanhol, para esclarecer seus amigos em Assunção. Depois a traduziu, e foi muito gravada e tocada no Brasil. É uma terna canção, que faz sucesso até hoje. O leitor por certo a conhece, mas vale lembrar a bela letra: “Se queres compreender o que é saudade Terás que antes de tudo conhecer Sentir o que é querer, o que é ternura E ter por bem um grande amor, viver Então compreenderás o que é saudade Depois de ter vivido um grande amor Saudade é solidão, melancolia É nostalgia, é recordar, viver”  

A bola fora da OAB de Brasília

O obscuro presidente da OAB-Brasília, Ibaneis Rocha, talvez nem sequer saiba quem foi Andy Warhol, mas já conquistou seus 15 minutos de fama, de que falava o pop artista americano. Só que não foi de boa fama. Ele impugnou o registro do ex-ministro e ex-presidente do STF Joaquim Barbosa, na OAB, sob a alegação de falta moral no tratar com a classe. Deve estar se referindo à retirada do advogado de José Genoino, à força, do plenário do STJ, quando desrespeitava a autoridade do presidente. A mesquinharia só pode ser entendida como retaliação política. Ibaneis ou será petista ou deseja agradar os petistas no poder. O ex-ministro, sabemos, não prima pela delicadeza ou comedimento no trato. Mas é um dos homens mais corretos e valorosos da República. Dizer que desrespeitou advogados, por ter sido duro com eles no exercício de sua função, não justifica a cassação de seu direito de exercer a advocacia, para a qual se qualificou infinitamente mais que o inexpressivo presidente da OAB. O fato é inusitado. Marcio Thomaz Bastos, quando ministro da Justiça, mandou invadir escritórios de advogados em São Paulo, em ações até discutíveis do ponto de vista legal. Bastos não detém a mesma alvura moral que detém Joaquim Barbosa. No exercício da profissão, sempre primou por não ser seletivo quanto às qualidades de quem defende ou como recebe seus honorários. Como ministro, chegou a usar a Polícia Federal para assuntos particulares e caseiros. Pior que isso, teria sido instrumento na tentativa de fazê-la uma polícia política. A despeito de tudo, ninguém, muito menos o sr. Ibaneis, jamais questionou a prerrogativa profissional de Marcio Thomaz Bastos.  

Patrulheiros falham e políticos conservadores são os mais votados

A imprensa “politicamente correta” deveria atentar para os deputados federais mais votados: proporcionalmente, o mais bem votado no país foi o amazonense Arthur Bisneto, filho do prefeito de Manaus, o que sem dúvida lhe foi de muita valia, mas que é um político muito voltado para as questões ambientais e de desenvolvimento. Teve 14% dos votos do eleitorado amazonense. Alberto Fraga, mais votado no Distrito Federal, teve 9,4% dos votos brasilienses. Sério, conservador, jamais escondeu suas posições, mas talvez por isso mesmo nunca tivesse o beneplácito da imprensa de Brasília. Waldir Soares, o delegado Waldir, mais votado em Goiás, teve 7,4% dos votos goianos. Mostrou durante sua campanha ser um confrontante das políticas equivocadas de direitos humanos, que valorizam bandidos. Mais votado no Pará, Eder Mauro, com 5,7% dos votos, também delegado, está na mesma linha do nosso Waldir. Celso Russomanno foi o campeão em SP. É um apresentador, o que lhe facilitou amealhar votos. Centrista, defensor do consumidor, teve 5,5% dos votos paulistas. Jair Bolsonaro, o combativo-conservador, terror das esquerdas e das minorias ditatoriais, teve 4,2% dos votos cariocas. Foi o mais votado. O pastor Marcos Feliciano, a quem a imprensa de esquerda sempre negou até a voz, como se não fosse um deputado honesto e como se não pudesse ter suas opiniões, teve 1,4% dos votos paulistas. Foi o terceiro, depois de Russomanno e Tiririca. O gaúcho mais votado foi Luiz Carlos Heinze, com 2% dos votos do RGS. É conhecido por suas firmes posições conservadoras. Como se vê, a patrulha da imprensa esquerdista está na contramão do eleitorado.

Adriana Accorsi é chamada de Delegado Waldir de saia. Mas prefere ser a Brigitte Bardot do Cerrado

Na semana passada, Adriana Accorsi disse, a duas pessoas, que não renega o apoio do prefeito de Goiânia, Paulo Garcia, mas atribui a sua votação excepcional, mais de 40 mil votos, ao seu trabalho como delegada da Polícia Civil. Adriana Accorsi, do PT, já está sendo chamada de “a delegada Waldir de saia”. Ela não se importa com isso, mas prefere ser chamada de “a Brigitte Bardot da política goiana”. A deputada estadual eleita pretende disputar a Prefeitura de Goiânia — se contar com apoio amplo. Ela gostaria, por exemplo, ter um vice do PMDB.

Crise na segurança pública elege três delegados e um policial militar para deputado

A questão da segurança pública preocupa tantos os goianos que três delegados da Polícia Civil — Waldir Soares (federal), João Campos (federal) e Adriana Accorsi (estadual) — e um policial militar, o Major Araújo (estadual), foram eleitos para deputado.

Polícia Militar lançou candidatos em excesso e só conseguiu eleger o Major Araújo

A Polícia Militar lançou candidatos em excesso para deputado estadual e todos foram derrotados, exceto um, o Major Araújo, apontado como um dos parlamentares mais combativos por seus próprios pares. Falem mal ou bem do Major Araújo, mas ele é atuante e posicionado. Os militares gostam disso.

Aliança com Gomide não fortalece Iris em Anápolis

[caption id="attachment_2841" align="alignright" width="620"]Foto: Fernando Leite O candidato peemedebista, Iris Rezende, obteve apenas 4,59% dos votos anapolinos e a proposta de aliança política para o segundo turno não favorece sua candidatura no município[/caption] No é segredo que o PMDB não é bem visto no município anapolino. O governo de Maguito Vilela (PMDB), de 1995 a 1998, deixou resquícios. A cidade não foi prestigiada pelo então governador como um polo industrial em expansão. E o resultado novamente apareceu nas urnas neste ano: o candidato ao governo de Goiás pelo PMDB, Iris Rezende, obteve apenas 9 mil votos (4,59%) em Anápolis. Nessa conta, alguns fatores interferiram. Primeiro, a gratidão do eleitorado anapolino pelo governo municipal do petista Antônio Gomide. O imbróglio com o então vice Tayro­ne Di Martino que renunciou à candidatura na última semana antes das eleições, não tirou Gomide do páreo e o petista levou 56,41% dos votos de Anápolis, quase 111 mil eleitores. Segundo, o tucano Marconi Perillo soube bem destacar as obras que fez no município. A aprovação se mostrou nos 34,13% dos votos, ou seja, cerca de 65 mil eleitores votaram no candidato tucano. Porém, o voto útil foi conversa fiada. Marconi não levou os votos de Gomide e tampouco derrotou Iris no primeiro turno, como pré-anunciado. E para o segundo turno, diferentemente do terceiro colocado em número de votos, Vanderlan Cardoso (PSB), que se posicionou neutro, Gomide e o PT estadual decidiram creditar apoio à candidatura de Iris. O prefeito do município, João Gomes (PT), desmentiu a informação dos bastidores de que apoiaria o tucano-chefe, com quem tem amizade e aliança antigas. De todo modo, João Gomes disse que não participou da reunião que resultou no apoio da sigla a Iris. “As decisões são muito rápidas, pois é um período muito curto entre primeiro e segundo turnos. Meu trabalho é dedicado à prefeitura. Meu expediente começa às sete da manhã e saio às dez horas da noite. Por isso, faremos o que for possível, fora do expediente”, afirmou o prefeito João Gomes. O vice-presidente do PT, Ceser Donisete, comentou que a proposta de apoio é campanha de rua. Enquanto o material gráfico não fica pronto, como bandeiras e adesivos, o presidente informa que o partido tem mobilizado as li­deranças de todo o Estado. Se­gun­do ele, a aposta é valorizar os jovens, as mulheres, os professores e firmar a bandeira de Iris e da candidata à Presidência da Repú­blica, Dilma Rousseff (PT), não apenas em Anápolis, mas em todo o Goiás. O “porém” é que, ainda que seja preferência do eleitorado anapolino, Gomide não consegue transferir votos e, muito menos, o foco do atual prefeito é em prol de Iris. Além disso, a campanha tucana será proativa e propositiva. Segundo o presidente do PSDB de Anápolis, Valto Elias, houve uma conversa com as lideranças e com a base aliada na última semana. Ficou definido que, a partir desta semana, a campanha estará nas ruas. “Res­saltaremos o que foi feito, como os investimentos no polo industrial, as obras do aeroporto de cargas e do Centro de Conven­ções, que fortalecem a cidade. E nós também mostraremos o que poderá vir com a reeleição de Marconi Pe­rillo. Já existem 40 empresas na espera de uma vaga no Daia 2”, conclui.

Economia Criativa: um jeito de empreender inovando

A recente startup Diminuto nasceu de três jovens goianos e já leva literatura a mais de 900 usuários

Manoel de Oliveira já foi muito bem votado numa eleição e, na seguinte, obteve uma votação bisonha

Não há a menor dúvida de que Manoel de Oliveira usou o assassinato de seu filho, Valério Luiz, para ser o candidato a deputado estadual mais bem votado desta eleição. Porém, Manoel de Oliveira não pode esquecer que, noutro pleito, recebeu uma votação monstro, mas, com uma atuação apagada e folclórica na Assembleia Legislativa, foi derrotado na eleição seguinte, recebendo uma votação pífia. A morte brutal de Valério Luiz merece a condenação de todos e os mandantes e executantes devem pegar as penas mais altas possíveis.

Cia de dança faz espetáculo

A companhia de dança Quasar Jovem apresenta os espetáculos Fica Comigo e Lupita em uma mesma sessão, nesta segunda-feira, 13, no Instituto Federal de Goiás, em Anápolis. “São espetáculos bem juvenis e gostosos de assistir” ressalta a coordenadora do grupo, a bailarina mexicana Martha Cano. Segundo ela, o objetivo, além de lotar o teatro, é atrair os anapolinos para que “prestigiem e valorizem essa arte que é muito deleitosa.”  Os espetáculos foram coreografados, respectivamente, por João Paulo Gross e Daniel Calvet. Com 40 minutos de duração, Fica Comigo é um espetáculo mais denso que rememora as lembranças de um homem. Já Lupita, com 45 minutos de dança, é uma dança de luz, figurino e música alegre ou, como diz Martha, é “totalmente uma novela mexicana.” Com 7 anos, a Quasar Jovem é um projeto de formação de bailarinos. O elenco, composto por dez bailarinos goianos com idade entre 17 e 21 anos, iniciou o processo criativo e laboratorial em março. Diferentemente, Martha explica que a companhia Quasar é um grupo profissional: “A Quasar ‘velha’, como brincamos, é um grupo de bailarinos profissionais. Eu e meus companheiros já passamos por várias companhias. Na Quasar Jovem, nós formamos os bailarinos”. A entrada para os espetáculos é franca.

Consultório na rua disponibiliza atendimento em saúde itinerante

[caption id="attachment_17795" align="alignleft" width="320"]Profissionais de saúde e assistência social percorrem a cidade e disponibilizam cuidados em saúde às pessoas em situação de risco Profissionais de saúde e assistência social percorrem a cidade e disponibilizam cuidados em saúde às pessoas em situação de risco[/caption] Com base em um acompanhamento feito através do programa nacional “Crack, é possível vencer”, coordenado pelo Ministério da Justiça, a diretora de Saúde Mental de Anápolis, dra. Marinalva Ribeiro Neto Almeida, afirma que uma grande parcela da população nacional é, historicamente, desassistida e que, no município, a situação não é diferente. Para mudar esse quadro, a prefeitura anapolina, em parceria com a secretaria municipal de Saúde, realiza um programa da Coordenação Nacional de Saúde Mental do Ministério da Saúde, o “Consultório na rua”. Há mais de um ano, o veículo transporta uma equipe itinerante que disponibiliza cuidados em saúde aos moradores de rua e às pessoas que vivem em situação de vulnerabilidade social. Médico, psicólogo, assistente social, técnico em higiene bucal, terapeuta ocupacional, enfermeiro e técnico de enfermagem atendem essas pessoas em situação de risco e propõe ampliar o tratamento para o alcoolismo e uso de drogas. Os profissionais mapeiam os principais pontos de uso de drogas em locais públicos.  A equipe realiza os atendimentos e encaminha os usuários para os demais serviços de saúde oferecidos. Marinalva explica que a ação é feita em duas vias: “Essas pessoas não costumavam chegar até as unidades de cuidado, seja por não buscarem o serviço ou porque, quando o buscavam, o serviço não estava preparado para atendê-las. Por isso, temos levado essa população para as demais unidades de saúde e temos preparados os profissionais para recebê-la”. A ação também reintegra essas pessoas em situações extremas à sociedade e os apoia com moradia e trabalho. Segundo Marinalva, o resultado já é muito positivo.

Vilmar Rocha perdeu a eleição para senador mas não culpa eleitores nem aliados

Prova de que o deputado federal Vilmar Rocha é um político diferenciado, moderno e nada rancoroso: o presidente do PSD perdeu a eleição para senador, depois de obter uma votação consagradora, mais de 1 milhão de votos, mas não anda lamentoso pelos cantos culpando os eleitores e os aliados. Nada disso. Vilmar Rocha é adepto da tese de bola para frente e afirma que só tem a agradecer aos eleitores e aos aliados. As pesquisas apontavam o parlamentar com menos de 20% das intenções de voto, mas, ao final, obteve quase 40%. É provável que, como mais dez dias de campanha, tivesse derrotado Ronaldo Caiado. Político moderno, democrático, Vilmar Rocha não tinha rejeição alta. Seu problema, até o final da eleição, é que não era muito conhecido do eleitorado. Este não chegou a avaliá-lo com precisão. Na medida em que eram acessados ou tocados pelas ideias de Vilmar, e pelo seu comportamento de democrata, os eleitores começavam a avaliá-lo positivamente. Na campanha, muitos sugeriram que o líder do PSD abaixasse o nível, mas ele disse “não” todas as vezes em que era instigado. Vilmar, civilizado e refinado, não aceita campanha afeita aos mais baixos instintos. Como qualquer político, ele queria e quer eleito, mas não a qualquer custo. Este é o verdadeiro e admirável Vilmar — um político de bem e do bem. Daqui a quatro anos, mais conhecido, Vilmar Rocha pode ser candidato a senador novamente.

Inscrições abertas para o Bolsa Cultura

A Secretaria Municipal de Cultura divulgou na quinta-feira, 9, que estão abertas as inscrições para o programa Bolsa Cultura, que disponibiliza sete vagas para o Corpo de Baile (4 vagas), Orquestra Jovem (1 vaga para piano e 1 para trombone ou flauta) e Companhia Anapo­lina de Teatro (1 vaga). O processo seletivo é para pessoas acima de 16 anos. As inscrições continuam abertas até o dia 22 de outubro. No dia 25, os artistas participarão de uma audição, realizada por uma banca especializada. O resultado sairá até o dia 30, também desse mês. Criada pela Prefeitura do município, a Bolsa Cultura disponibiliza uma bolsa de R$ 400 por 12 meses a cada artista selecionado. O benefício contempla, ao todo, 50 pessoas que utilizam o recurso em ensaios, montagens e apresentações. Em contrapartida, os beneficiados disponibilizam dez horas semanais a projetos de formação artística, desenvolvidos pela Secretaria de Cultura.