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O prefeito de Anápolis, João Gomes, do PT, começa a cair nas graças da população do município. Comenta-se que é proativo, não perde tempo com questiúnculas e gosta de trabalhar. Politicamente, João Gomes tem sugerido que não vai carregar a alça do caixão de Iris Rezende, do PMDB. Vai deixar isto para aqueles que acham que têm mas no fundo não têm expertise política alguma. Embora não esteja fazendo campanha aberta para o governador Marconi Perillo, o prefeito João Gomes vota no tucano-chefe e autorizou seus auxiliares a apoiá-lo. Acrescente-se que João Gomes é amigo de Marconi há vários anos. Ao apoiar Marconi e se postar contra Iris Rezende, João Gomes está, na verdade, ficando ao lado de Anápolis, que tem um contencioso histórico com o irismo, que sempre boicotou a cidade. A perseguição começou devido a Henrique Santillo e se estendeu a outros políticos e empresários locais. Anápolis, do ponto de vista de Iris Rezende, é o funcionalismo público das cidades, quer dizer, detestável. Em época de eleição, evidentemente, o peemedebista-chefe visita a município, diz que o ama, mas, passada a campanha, desaparece. Se for colocado num bairro de Anápolis, sozinho, Iris Rezende não consegue voltar para casa. Terá de telefonar para alguém buscá-lo. O peemedebista-chefe não conhece nada da cidade.
O peemedebista-chefe Iris Rezende não esconde de ninguém que tem certa repulsa pelo PT, sobretudo o PT de Lula, Dilma Rousseff, Rubens Otoni e Antônio Gomide. Ele só gosta mesmo do PT do prefeito Paulo Garcia, porque este se submete ao seu controle. Iris Rezende, que nunca foi de esquerda, sente-se incomodado na presença dos radicais do PT. Avalia-os como chato-boys.
Nos bastidores, com sua astúcia habitual, Iris Rezende, talvez para agradar Ronaldo Caiado (DEM), tem liberado alguns aliados para apoiar o candidato do PSDB a presidente da República, Aécio Neves. O ex-senador Mauro Miranda, homem inteligente e diplomático, é eleitor de carteirinha de Aécio Neves. Assim como Sandro Mabel.
Iris Rezende é tremendamente subserviente aos políticos nacionais. Quando conversa com o vice-presidente da República, Michel Temer, por exemplo, é “sim, senhor” para cá e “sim, senhor” para lá. Contra políticos de Goiás, Iris Rezende é um verdadeiro serial killer: passa o trator mesmo ou puxa o tapete. Diante de um grandão nacional, fica cheio de salamaleques.
O ex-presidente Lula da Silva já disse para mais de um político que não tolera o candidato a governador de Goiás pelo PMDB, Iris Rezende. Quando Iris Rezende vetou a candidatura de Henrique Meirelles para governador de Goiás, em 2010, pensou que estava descontentando tão-somente o presidente do Banco Central. Na verdade, Lula ficou possesso contra a sabotagem à candidatura de seu pupilo Meirelles. Por isso, quando visitou Goiás, exigiu que Iris Rezende lhe servisse água como se fosse garçom. Mesmo constrangido, o peemedebista-chefe serviu a água e, depois, comentou que nunca havia sido tão humilhado. Mas não teve coragem de dizer um “a” para o dirigente petista.
Iris Rezende, se eleito governador, pretende nomear Iris Araújo para a Secretaria da Educação ou então para a Secretaria de Cidadania e Trabalho. Iris Araújo, segundo aliados, quer ensinar a Thiago Peixoto como se trabalha com eficiência na Secretaria da Educação. Mas peemedebistas, evidentemente, tentariam travar a indicação.
Se Dilma Rousseff for reeleita, Iris Rezende já sabe o que vai pedir: o cargo de superintendente da Sudeco para sua mulher, Iris Araújo. Se Aécio Neves for eleito, Iris Rezende tentará se aproximar do político mineiro, por intermédio de Michel Temer. Ele vai batalhar algum cargo para Iris Araújo.
A retirada da titularidade dos professores da rede estadual de ensino talvez tenha sido responsável por “retirar” milhares de votos tanto do governador Marconi Perillo quanto do deputado federal Thiago Peixoto (PSD), reeleito com uma votação que o deixou na marca do pênalti. Não só. A retirada da titularidade pode ter impedido a vitória do tucano-chefe no primeiro turno e “atrapalhado” as pesquisas de intenção de voto em cima da hora.
Se o governador Marconi Perillo for reeleito, no dia seguinte à sua vitória, o deputado federal Armando Vergílio e o deputado federal eleito Lucas Vergílio, seu filho, farão uma visita ao tucano-chefe, colocando-se à inteira disposição para ajudar o Estado. Armando e Lucas Vergílio não são políticos rancorosos, ao contrário de Iris Rezende — que vai disputar eleição até os 100 anos com o objetivo de tentar derrotar o governador Marconi Perillo —, e pensam sobretudo no desenvolvimento do Estado de Goiás. Derrotado Iris Rezende, que irá para o ostracismo e cogita mesmo mudar-se para a fazenda do Xingu, a aliança com os Vergílio extinguirá e começará um novo tempo para eles e para o Solidariedade.
Em 2016, Adib Elias será candidato a prefeito de Catalão, possivelmente com Rodrigão Carvello na vice, contra o prefeito Jardel Sebba (PSDB). O problema é que o partido de Rodrigão, o Solidariedade, pode obrigá-lo a disputar mandato de prefeito. A tese de Armando Vergílio é a mesma do ex-vice-presidente Marco Maciel: time que não joga não tem torcida.
Ao contrário de Adib Elias (PMDB), que, quando se elege, desaparece do mapa, o médico Gustavo Sebba (PSDB), eleito deputado estadual, está fazendo uma peregrinação pelas cidades nas quais recebeu votação para agradecer seus apoiadores. Adib Elias (PMDB) trata seus eleitores e apoiadores como móveis e utensílios. Entretanto, como foi eleito deputado estadual, seu caráter incisivo, beirando a grosseria, parece que agrada parte do eleitorado.
Se a presidente Dilma Rousseff for reeleita, em 26 de outubro, o PT de Goiás, embora conseguido eleger apenas um deputado federal, Rubens Otoni, vai ter uma presença mais ostensiva no governo federal. Pelo menos Edward Madureira e Antônio Gomide, dois dos bons valores do partido, terão cargos federais. Edward pode ser ministro da Educação. Gomide, apontado como gestor eficiente, tende a ficar próximo da petista-chefe.
O governador Marconi Perillo desenvolveu uma grande simpatia pessoal pelo advogado Robledo Rezende, espécie de porta-voz do empresário Júnior Friboi. Robledo Rezende é dedicado à campanha do tucano-chefe, articula com habilidade e não cria problemas para a estrutura de campanha. Brincando, Marconi tem dito que vai “tomar” Robledo Rezende de Friboi. Por seu turno, Friboi responde que “de jeito nenhum”.
Júnior Friboi está cada vez mais afinado com o governador Marconi Perillo. Ao descobrir que Iris Rezende, com sua voz mansa, era lobo em pele de cordeiro, o empresário decidiu, de maneira mais incisiva, apoiar o candidato tucano. Os friboizistas estão todos na campanha de Marconi Perillo. E detalhe: nenhum está pedindo cargos ou dinheiro ao tucano-chefe. Ele só pediram uma coisa: que o jovem gestor derrote, e até massacre, Iris Rezende. O governador será o “machado” que irá destruir, de vez, o irismo.
O prefeito de Luziânia, Cristóvão Tormin (PSD), o Vão Dormin, assegurou aos seus aliados que Célio Silveira seria derrotado para deputado federal. Deu com os burros n’água. O tucano, além de eleito, obteve uma excelente votação, consagrando-se como principal liderança do Entorno do Distrito Federal e provando que sabe fazer política. Em 2016, para derrotar Vão Dormin, Célio Silveira deve apoiar o imbatível Marcelo Melo (no PMDB, por enquanto) para prefeito de Luziânia. Cristóvão Tormin, que não tem estatura para administrar uma cidade pujante como Luziânia, poderá ir para casa... “dormin”.

