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O PTB do deputado Jovair Arantes não vai aceitar que o PSDB lance candidato em Goiânia sem mais nem menos. Aliados de Jovair Arantes afirmam que o presidente regional do partido pretende lançar candidato a prefeito de Goiânia. Porque acredita que, diante do fracasso administrativo do prefeito Paulo Garcia, será mamão com açúcar eleger o próximo gestor da capital.
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Deputada Flávia Morais sugeriu que "derrubada" foi ação de Jovair Arantes e Jânio Darrot[/caption]
Os deputados federais Flávia Morais (PDT) e Jovair Arantes (PTB) choravam as mágoas na semana passada. Eles “brigaram” feio pela Secretaria de Cidadania, mas “dançaram”. O governador Marconi Perillo escolheu Lêda Borges para o cargo. Fica como uma lição para os adultos brigões.
Presidente do PDT, Flávia Morais, em conversa com aliados, sugeriu que foi “derrubada” por uma ação conjunta de Jovair Arantes e do prefeito de Trindade, Jânio Darrot, do PSDB.
O deputado Talles Barreto, do PTB, trabalhou para ser líder do governo Marconi Perillo na Assembleia Legislativa. Mas foi atropelado por José Vitti, do PSDB. José Vitti não é ruim e é ponderado, mas não tem a capacidade de convencimento de Talles Barreto. Embora seja um político sério e íntegro, José Vitti pensa que dinheiro é o centro da vida de todo mundo. Às vezes, não é. O PTB vai mesmo mal das pernas?
O deputado federal Jovair Arantes (PTB) e o governador Marconi Perillo estão trocando a língua da diplomacia pela linguagem bélica. Quem conhece bem o relacionamento do petebista com o tucano diz que foi sempre assim. Um deputado acrescenta: “Eles brigam, falam palavras duras, mas se adoram e gostam de disputar eleições lado a lado”. Mas acrescenta: “Mas o grau de irritação de Jovair Arantes está, percebo, mais acentuado”. Segundo o deputado, Jovair Arantes, assim como outros políticos, estaria se sentindo abandonado na chapada pelo tucano-chefe.
O setor de Comunicação do governo Marconi Perillo pode ser dirigido por Luiz Siqueira — que não teria resistência nos veículos de comunicação, agências e, além disso, é próximo do governador Marconi Perillo. Carlos Maranhão também é cotado para o setor. Embora seja geólogo por formação, Carlos Maranhão é um dos integrantes do governo que mais entendem de comunicação e marketing. Não é à toa que o marqueteiro Paulo de Tarso, um craque, não economiza elogios à sua criatividade e capacidade de pensar o inusitado.
Vale apena observar um detalhe que comprova que o governador de Goiás, Marconi Perillo, é, de fato, moderno. Há gestores que apreciam trabalhar com equipes medíocres, pois, agindo assim, acreditam que poderá brilhar mais. Com o tucano-chefe é exatamente o oposto. Ele quer trabalhar com uma equipe brilhante e focada, que, além de brilhar e alcançar repercussão positiva, também o ajude a conquistar mais espaço na política do País. O tucano-chefe aposta que só equipes criativas, com iniciativa própria para formular e encontrar soluções objetivas, sem enrolação, pode driblar a crise e colaborar para Goiás crescer em 2015. Ficar parado, culpando a crise nacional vindoura, não ajuda em nada. É assim que pensa, acertadamente, o jovem líder do PSDB.
De Fernando Henrique Cardoso a José Serra, passando por Geraldo Alckmin, Aécio Neves e Beto Richa, há um consenso: o governador de Goiás, Marconi Perillo, é um dos mais determinados e audazes políticos do PSDB. Ele não se dobra, não teme cara feia de políticos como Lula da Silva, e por isso terá espaço amplo na política nacional.
Detalhe menor, mas relevante: a partir de agora, secretários do governo têm de responder ao governador Marconi Perillo, não aos seus possíveis chefes políticos. Acabou o tempo de, para responder a Marconi, o secretário consultar primeiro seu padrinho político. Agora, se fizer isto, será demitido sem contemplação.
Roberto Balestra, do PP, diz aos seus aliados que vai disputar mandato de senador, em 2018, e que seu sobrinho João Balestra será candidato a deputado federal. Só há um probleminha: se José Eliton for candidato a governador em 2018, o PP não terá dois nomes na chapa majoritária. Aí, mais uma vez, Roberto Balestra dança e, devido à idade, não terá outra oportunidade.
“E se Helio de Sousa for para o Tribunal de Contas dos Municípios?”, pergunta um deputado de segundo mandato. Pois é: o deputado até quer o cargo de conselheiro, mas prefere, no momento, ficar na presidência da Assembleia Legislativa. O cargo de presidente da AL, embora seja transitório, é mais importante do que o de conselheiro do TCM.
O vice-prefeito de Goiânia, Agenor Mariano, se não disputar mandato de prefeito, será candidato a vereador. Assim como Lívio Luciano. Motivo: Iris Rezende quer uma câmara com mais iristas de carteirinha. Filiados ao PMDB, eles são políticos atentos e modernos, com forte presença na capital. Agenor quer, porém, ser candidato a prefeito.
A cúpula do PSDB nacional pediu informações detalhadas sobre o delegado Waldir Soares, o deputado federal mais bem votado da história de Goiás. De brincadeira, chamam o jovem tucano de Waldirica, numa referência a Tiririca. Tucanos nacionais tendem a avaliar que, se não for bem orientado, Waldir Soares vai se “perder” na Câmara dos Deputados, onde só aparecem os líderes. Se ficar no baixo clero, mesmo apresentando bons projetos — que nunca serão aprovados (há a tese de quase todos os bons projetos já foram apresentados e arquivados; basta consultar os servidores da Casa) —, o delegado-deputado poderá não se eleger nas próximas campanhas. Por isso, o PSDB quer ajudá-lo a preparar um mandato mais produtivo, qualitativo. Waldir Soares, se não entender o que está dito nesta nota, dormirá popular e acordará com a síndrome de Raquel Azeredo e Manoel de Oliveira, que, eleitos com grande votação, foram esquecidos pelos eleitores. A síndrome dos quatro anos de glória passa rapidinho. Manoel de Oliveira voltou agora, devido ao assassinato de seu filho, Valério Luiz, mas tende a não ser eleito na próxima disputa, exceto, claro, se fizer um mandato de qualidade. Seu neto Valério Luiz Filho, jovem e competente, pode ajudá-lo a conectar-se ao mundo moderno e da qualidade verdadeira.
O aumento do IPTU foi derrubado. Como sugeriu que seria impossível gerir a Prefeitura de Goiânia sem um IPTU mais caro, o prefeito Paulo Garcia vai transferir o cargo para o vice-prefeito Agenor Mariano? Não vai, é claro. Ninguém entende — nem petistas — por qual razão o prefeito Paulo Garcia menospreza o vice-prefeito Agenor Mariano. O peemedebista tem servido, nos últimos tempos, unicamente para representá-lo em locais que não quer frequentar. Agenor Mariano nunca é convocado para reuniões importantes e para discutir projetos da prefeitura. Paulo Garcia só se abre de verdade, entre os peemedebistas, com Iris Rezende.
Há quem acredite que o deputado estadual Joaquim de Castro vai disputar a Prefeitura de Jussara, em 2016, com o objetivo de derrotar a prefeita Tatiana de Castro, uma aliada de Júnior Friboi. Há pouco, Joaquim de Castro, com sua habilidade habitual, liderou o grupo que conseguiu eleger o presidente da Câmara Municipal de Jussara, Juraci da Ambulância, do PHS de Eduardo Machado. Ele vai dirigir o Legislativo com o apoio dos vereadores Márcio do Zila (PMDB), Ademilson Parente (PMN), Deusdete Barbosa (PSDB), Neto Mototáxi (PT do B) e Ricardo Nascimento (PMDB). Articulado, Joaquim de Castro foi responsável pela grande votação (3.502) de Virmondes Cruvinel em Jussara. Já a prefeita Tatiana de Castro, embora seja uma pessoa íntegra, parece que não tem vocação política e administrativa. Sua gestão não vai bem.
Parte do PT de Anápolis acredita que o prefeito João Gomes (PT) só tem chance de ganhar se o ex-prefeito Antônio Gomide empenhar-se, em 2016, vinte e quatro horas por dia em sua campanha. Petistas sugerem que Gomide dispute mandato de vereador. O joãogomismo teme a força da estrutura e a juventude de Alexandre Baldy, do PSDB.

