Notícias
Há uma verdadeira para indicar o vice de Gustavo Mendanha (PMDB) na disputa pela Prefeitura de Aparecida de Goiânia. O grupo do ex-prefeito Ademir Menezes, do PSD, tende a apresentar o nome do engenheiro e ex-vereador Max Menezes (filho de Ademir). O deputado Marlúcio Pereira, do PTB, tanto pode pleitear a vice para si quanto para seu filho. A oposição tende a bancar o professor e empresário Alcides Ribeiro, do PSDB, para enfrentar o candidato apoiado por Maguito Vilela.
O governador de Goiás, Marconi Perillo, do PSDB, tem conversado frequentemente com o chamado núcleo duro que circula com o “presidente” Michel Temer. Na semana passada, manteve uma longa conversa com o ex-ministro Eliseu Padilha, um dos homens de ouro da equipe do peemedebista-chefe. As conversas, republicanas, visam sempre o interesse do governo de Goiás.
[caption id="attachment_64238" align="alignleft" width="344"]
Pedro Canedo: o ex-deputado federal deve ser bancado pelo DEM com o apoio do PMDB[/caption]
Ao menos no momento, a política de Anápolis está polarizada entre o prefeito João Gomes, do PT, e o deputado estadual Carlos Antônio, do PSDB. As pesquisas apontam que são os favoritos e, se não houver mudança, deverão ir para o 2º turno na disputa pela prefeitura. Uma 3ª via, porém, pode ser produzida pelo DEM do senador Ronaldo Caiado e pelo PMDB do deputado Daniel Vilela.
O DEM vai bancar o médico e ex-deputado Pedro Canedo para prefeito. Caiado conseguiu arrancá-lo da base do governador de Goiás, Marconi Perillo. O PMDB vai lançar a candidatura do empresário e vereador Eli Rosa. Os dos políticos são consistentes, tem uma história positiva, mas, isoladamente, terão dificuldade para romper a polarização PT versus PSDB. Entretanto, Pedro Canedo e Eli Rosa, se se unirem, podem até não vencer, mas se tornarão postulantes mais consistentes.
A tendência é que Pedro Canedo seja o candidato a prefeito e Eli Rosa, o vice. Não há nada acertado entre os dois, mas as cúpulas dos dois partidos estão cada vez mais próximas e pretendem lançar candidatos únicos em municípios em que, isolados, não têm condições de ganhar dos candidatos apontados como favoritos, como João Gomes e Carlos Antônio.
Ameaçada de expulsão pelo poderoso chefão do PDT, Carlos Lupi, a deputada federal Flávia Morais, que votou pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff, recebeu convite do governador de Goiás, Marconi Perillo, para voltar ao PSDB. “Com direito a tapete vermelho e banda de música”, afirma um tucano de bico eradíssimo. O problema é que, se perder o comando do PDT no Estado, Flávia Morais e seu marido, George Morais, perdem cacife político. A parlamentar tem tempo de televisão e fundo partidário para fazer política. Se expulsa, na avaliação de um aliado, “terá de gastar muita sola de sandálias para se manter viva na política goiana, que é uma verdadeira selva”.
[caption id="attachment_60474" align="alignright" width="620"]
Foto: Marco Monteiro[/caption]
Com o desgaste de Aécio Neves, que alguns chamam de Aécio “Delação Premiada” Neves, e de Geraldo “Merenda Escolar” Alckmin, os dois tucanos que eram os mais cotados para disputar a Presidência da República em 2018, a cúpula nacional tem pressionado o governador de Goiás, Marconi Perillo, a assumir, em definitivo e de modo enfático, que acalenta um projeto nacional.
Tal projeto, obviamente, é disputar a Presidência da República. Porém, como não se deixa se contaminar pela vaidade, o tucano-chefe sempre responde com o máximo de serenidade que, além de cedo, precisa focar na gestão do governo de Goiás. A política, assinala, deve ficar para mais tarde. Ele pensa mais em Goiás e no Brasil do que em projetos pessoais. Mas, de fato, tem interesse num projeto político nacional.
[caption id="attachment_48435" align="alignright" width="620"]
Foto: divulgação/ FacebookG[/caption]
Magda Mofatto é deputada federal, mas, antes de tudo, é empresária. Havia decidido pelo impeachment, mas, levada por Valdemar Costa Neto — o presidente do PR que usa tornozeleira eletrônica devido à condenação pelo envolvimento na corrupção do mensalão —, foi recebida pela presidente Dilma Rousseff.
Depois de uma conversa candente — lágrimas contidas com certo esforço —, a petista Dilma Rousseff quase convenceu a presidente do PR em Goiás a não votar pelo impeachment.
Mas as pressões das ruas e, sobretudo, das redes sociais levaram Magda Mofatto a, na marca do pênalti, votar pelo impeachment. A presidente Dilma Rousseff teria jurado vingança eterna.
[caption id="attachment_64233" align="alignnone" width="620"]
Presidente dos EUA, Barack Obama, e rei da Arábia Saudita, Salman Al Saud: relações abaladas, mas ainda precisam um do outro | Foto: Pete Souza/ Casa Branca[/caption]
Ao final da segunda guerra mundial, em 20 de fevereiro de 1945, o presidente norte-americano Franklin D. Roosevelt voltava da Conferência de Yalta, um encontro de líderes que discutia o futuro da Europa pós-guerra. A bordo do USS Quincy, no Canal de Suez, no Egito, Roosevelt encontrou-se pela primeira vez com o rei da Arábia Saudita, Abdual Aziz. Começava ali uma aliança que até hoje provém a segurança da Arábia Saudita. Um reino cercado por uma região instável e volátil.
Os sauditas têm nos Estados Unidos a garantia do suporte militar que provém a segurança do reino, cercado por uma região instável e volátil. Desde então, Roosevelt e todos os outros presidentes dos Estados Unidos que vieram depois dele, foram fotografados lado a lado com os reis da Arábia Saudita. As provas incontestáveis de uma sólida relação estratégica entre os dois países estão penduradas nas paredes da Casa Branca em Washington.
Na semana passada, o presidente dos EUA, Barack Obama, fez uma visita oficial ao reino saudita. Há oito meses do fim do mandato, Obama foi recebido pelo rei Salman em Riyad, onde os dois tiveram um encontro privativo.
Os sauditas, acostumados à prosperidade que o petróleo lhes proporciona, estão incomodados e assustados com o que vem acontecendo dentro e nos arredores do reino: milícias que atacam comunidades na fronteira sul do país, a embaixada saudita em chamas em Teerã, e três diferentes guerras civis nos países vizinhos. Com a queda do preço do barril de petróleo, o governo saudita tem dificuldades em lidar com as crises internas e externas, entre elas o Irã, que com o fim das sanções econômicas impostas pela comunidade internacional devido ao programa nuclear, tem se movimentado agressivamente afim de expandir sua influência num mercado até então dominado pelos árabes.
A relação entre os dois países foi profundamente afetada durante os oito anos do governo Obama. Os sauditas, mesmo contra o desejo dos americanos, resolveram agir sozinhos afim de sobreviver numa região que muda rapidamente e pra pior. Os dois governos discordam sobre o acordo com o Irã, como lutar contra o Estado Islâmico, o futuro da Síria e o conflito no Iêmen. A coalizão árabe formada para combater os rebeldes houthis (que têm o apoio do Irã) no Iêmen, já custou milhões de dólares ao país, e até agora teve pouco resultado. Pelo contrário, a falha militar fortaleceu ainda mais a filial da Al-Qaeda no Iêmen. Com o terrorismo batendo à porta, os sauditas aumentaram o número de execuções no país, entre os executados este ano está um clérigo xiita, aliado do Irã. E foi pela mesma causa que eles voltaram atrás numa doação, já anunciada, de bilhões de dólares ao governo libanês, que tem uma aliança estreita com os ayatolás.
Obama chega a Riyad para tentar evitar o colapso com um dos parceiros mais estratégicos para os Estados Unidos no Oriente Médio. A relação é problemática, mas os dois países ainda precisam um do outro. Os Estados Unidos provêm o suporte militar e os serviços de inteligência ao reino, e no encontro ficou acertado o aumento significativo desse “apoio” para ajudar na luta do país contra o terrorismo. Já os americanos esperam que Arábia Saudita continue a ser o segundo maior provedor de petróleo e derivados patra os Estados Unidos.
Ainda não está claro qual o resultado efetivo da visita de Obama à Arábia Saudita. Obama pode até tentar, mas os sauditas veem nele uma das causas de quase tudo que o país está passando. Os monarcas árabes responsabilizam abertamente Obama pelo caos que tomou a região. A confiança foi abalada, a monarquia se enfraqueceu e ninguém sabe, ainda, se o dano provocado poderá ser reparado. A América mudou e a Arábia Saudita também. Na semana que vem, a foto de Barack Obama com o rei Salman estará exposta na mesma galeria na Casa Branca. Mas é a próxima foto que intriga americanos e sauditas.
Marqueteiros e pesquisadores do primeiro time assinalam que o deputado federal Waldir Delegado Soares, pré-candidato a prefeito de Goiânia pelo PR, continua pregando para os “convertidos”. Os especialistas avaliam que, se não formular um discurso para setores mais amplos, sobretudo da classe média, dificilmente irá para o segundo turno. Tende a estagnar nos 20%, ou mesmo a cair para patamares bem mais baixos, durante a campanha. Recomenda-se que é hora, portanto, de pregar para os não convertidos, de conquistar votos novos. Waldir Soares precisa entender, com apuro, que a votação de um deputado é muito diferente da votação de um candidato a prefeito. Ele está trabalhando em 2016 como se a eleição fosse a mesma de 2014. São muito diferentes.
O pré-candidato do PSDB a prefeito de Goiânia, Giuseppe Vecci, vai falar aos candidatos a vereador do PHS no dia 11 de maio, às 19h30, na Assembleia Legislativa. Vai apresentar suas ideias para modernizar a capital. Os humanistas vão sabatiná-lo.
Deputados de todo o país estão impressionados com Alexandre Baldy, que todos chamam de deputado-ostentação, dada sua vaidade extremada. Segundo um colega, de 30 em 30 minutos, ele passa um produto no cabelo, que parece gel. “É a Marcela Temer do mundo masculino”, define um parlamentar.
De um tucano de Anápolis para um deputado: “Você já ouviu falar de ensino a distância? Pois Alexandre Baldy inventou o líder a distância. Ele quase não aparece em Anápolis, mas se apresenta como líder do município”. Políticos de Anápolis frisam que telefonar para Alexandre Baldy é como tentar falar com o presidente dos Estados Unidos — uma missão quase sempre impossível.
O chamego entre o deputado Alexandre Baldy e Ronaldo Caiado está provocando ciúme na base governista. Há quem acredite que, na hora agá, o presidente do PTN vai declarar apoio à candidatura de Pedro Canedo, do DEM, para prefeito de Anápolis. Baldy fala em apoiar a candidatura de Carlos Antônio, mas meio mundo tucano não acredita nisso, não.
A palavra que define o ex-deputado estadual Cleovan Siqueira é obstinado. Ele não desiste nunca. Ao saber que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) havia indeferido o pedido de registro do Partido Liberal (PL), quando abriu as portas para partidos anódinos e sem história nenhuma, longe de mostrar-se irritado e desnorteado, disse ao Jornal Opção: “A luta pela reconstituição do PL continua. Perdemos uma batalha, mas não a guerra”. Cleovan Siqueira diz que advogados vão pegar o processo para examinar detidamente o julgamento do TSE. “Avaliadas as falhas apontadas, vamos fazer outro pedido de registro oportunamente, preenchendo os requisitos legais exigidos pelo TSE. Estou de cabeça erguida e com a mesma determinação.” Contra o PL levantaram-se vozes poderosas, tanto do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, quanto do DEM.
O deputado estadual Lucas Calil quase levou o prefeito de Piracanjuba, Amauri Ribeiro, para o PSL. Na última hora, o controverso gestor municipal recuou com um argumento sui-generis: não queria deixar o PRP por causa do número—44. Embora em litígio com o presidente do PRP, Jorcelino Braga, Amauri Ribeiro aprecia o número 44, fácil de gravar e simbólico, e por isso optou por não mudar-se de mala e cuia para o PSL. Lucas Calil ficou desapontado.
O pré-candidato do PSDB a prefeito de Aparecida de Goiânia, o professor e empresário Alcides Ribeiro, disse ao Jornal Opção na quarta-feira, 20, que está buscando o consenso. “Não é fácil e é provável que a base do governador Marconi Perillo tenha de dois a três candidatos em Aparecida — eu, o deputado estadual Marlúcio Pereira e o vereador Willian Ludovico.” O que não se sabe direito é se o PSB faz parte da base governista. Alcides Ribeiro sabe, porém, que o rival a ser batido, o mais consistente, é mesmo Gustavo Mendanha, do PMDB. “O governador Marconi Perillo quer o consenso de sua base, mas não será fácil firmá-lo. Eu e Marlúcio queremos ser candidatos a prefeito — não a vice. No segundo turno, que é certo, nós unimos a base. Nós reestruturamos o PSDB e o partido deve eleger, no mínimo, quatro vereadores”, afirma Alcides. “Estou conversando com o coronel Silvio Benedito, que é um homem sério e inteligente. Ligado ao governador Marconi Perillo e ao vice-governador José Eliton, é um político consistente e, se aceitar ser o meu vice, será muito bem recebido, porque agregará valor à minha campanha. O tema da segurança pública é candente em Aparecida”, diz o professor-empresário. Quanto a Ozair José, que permanece filiado ao PSDB, Alcides Ribeiro admite que talvez não conte com o seu apoio. Ozair José e Chico Abreu estariam conversando com Marlúcio Pereira.

