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Eleições
Conservadores, nacionalistas e pela segurança: o que dizem os dados sobre as candidaturas militares em Goiás

O Jornal Opção buscou os dados das últimas eleições para entender as preferências partidárias dos militares. Cientista política alerta para o risco democrático da mistura entre atribuições institucionais e de governo

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Reportagem
Rede de policlínicas garante atendimento especializado e transforma saúde no interior de Goiás

 Até julho de 2025, essas unidades já contabilizaram mais de 2,1 milhões de atendimentos, reforçando seu papel central na rede estadual de saúde

Pábio Mossoró e Marcus Vinicius e Zeli Fritsche e Waguinho Paixão Foto Divulgação
Grupo de Pábio Mossoró, Marcus Vinicius e Zeli Fritsche se mantém unidos em Valparaíso

Projetos pessoais só se tornam fortes quando partem do pressuposto de que é preciso fortalecer, antes, o coletivo, o grupo. Isto é sinônimo de realismo, pragmatismo, racionalidade

Partido Novo começa a atrair deputados federais do PL

Os bolsonaristas Ricardo Salles e Luiz Lima, deputados federais, já disseram adeus ao Partido Liberal

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O país do presidente Donald Trump quer copiar o dos aiatolás do Irã

A barbárie não é produto do demônio e dos ditos bárbaros. A barbárie é uma construção genuinamente nossa, cada vez mais atrevida, nesse primeiro quarto do século XXI — não um descarte da história

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Saiba por que a verdade morreu e ninguém percebeu

Djalba Lima

A verdade não caiu de repente – foi assassinada aos poucos, golpe a golpe, até desaparecer do horizonte. No lugar dela, ergueu-se um projeto frio e calculado: a mentira como poder.

Não é apenas distorcer fatos. É acender medos, moldar identidades e redesenhar a própria realidade. Do fantasma do “comunismo” à sombra do “inimigo interno”, da “degeneração moral” ao “perigo estrangeiro”, tudo se torna matéria-prima para narrativas fabricadas com precisão cirúrgica.

Mais do que convencer, a mentira faz uma simplificação perversa do mundo. Cria uma narrativa de confronto absoluto: “nós” – os puros, os patriotas – contra “eles” – a elite corrupta, os traidores, os imigrantes, as minorias. E se veste de moralidade: afirma agir para “proteger a nação” de um mal maior, ainda que inventado. Parafraseando Groucho Marx, esse tipo de política é “a arte de procurar problemas, encontrá-los em toda parte, diagnosticá-los incorretamente e aplicar os remédios errados”.

A filósofa Hannah Arendt alertou:

“O sujeito ideal do regime totalitário não é o nazista convicto nem o comunista convencido, mas aqueles para quem a distinção entre fato e ficção e entre verdadeiro e falso já não existe.”

Joseph Goebbels, ministro da Propaganda nazista, foi mais direto:

“Uma mentira contada mil vezes torna-se verdade.”

A mentira nunca foi monopólio de um lado político. Mas, em determinados contextos, ela deixou de ser recurso ocasional para se tornar o eixo central da estratégia de poder. Movimentos autoritários de extrema-direita, em épocas diferentes, usaram-na como arma principal.

No passado, o regime nazista teve em Goebbels o arquiteto de uma máquina de propaganda em escala industrial. Na Itália, o fascismo centralizou a manipulação cultural e jornalística no Ministério da Cultura Popular (MinCulPop), dirigido por ministros como Dino Alfieri.

No presente, Donald Trump e Jair Bolsonaro adotaram táticas semelhantes, impulsionados por estrategistas como Steve Bannon. Em todos os casos, o objetivo vai além de enganar: é corroer a confiança nas instituições e substituir a realidade por um roteiro escrito pelo poder.

Mentiras que mudaram a História: das falsificações antissemitas ao golpe no Brasil

Poucas coisas são tão eficazes na política quanto uma conspiração inventada. Um exemplo clássico é Os Protocolos dos Sábios do Sião, falsificação antissemita forjada pela polícia secreta czarista no início do século 20. Apresentado como ata de um plano secreto de líderes judeus para dominar o mundo, o texto plagiava sátiras políticas francesas, distorcendo-as para culpar os judeus por crises econômicas e sociais. Sua circulação pela Europa inflamou perseguições e foi incorporada ao ideário nazista para justificar o Holocausto.

O Brasil teve seu próprio “Protocolo” em 1937: o Plano Cohen. Forjado pelo então capitão Olímpio Mourão Filho, ligado ao integralismo, descrevia um suposto plano comunista para promover insurreições, assassinatos e instaurar uma ditadura soviética. Getúlio Vargas usou o documento para justificar o golpe de 10 de novembro daquele ano, dissolver o Congresso e instaurar a ditadura do Estado Novo.

A verdade saindo do poço de Jean Léon Gérôme 2
A verdade saindo do poço, de Jean-Léon Gérôme

A era da pós-verdade: quando o fato perde a força

O termo “pós-verdade” foi cunhado em 1992 pelo jornalista Steve Tesich, que alertou para a complacência da sociedade americana diante de mentiras oficiais, como as da Guerra do Golfo e do escândalo Irã-Contras. Ele escreveu:

“Estamos rapidamente nos tornando um povo da pós-verdade, que aceita a mentira como fundamento da política pública.”

Na pós-verdade, fatos objetivos pesam menos que crenças e emoções. O critério de verdade deixa de ser o que aconteceu e passa a ser o que confirma o que eu já acredito. O conceito ganhou o mundo em 2016, ano do Brexit e da eleição de Trump, e foi escolhido pelo Dicionário Oxford como a palavra do ano.

Como a mentira se profissionalizou no século 21

Cambridge Analytica – Empresa britânica que usou dados pessoais coletados ilegalmente do Facebook para construir perfis psicológicos de milhões de eleitores, principalmente nos Estados Unidos e no Reino Unido. Com esses dados, criou campanhas altamente direcionadas com desinformação e apelos emocionais, explorando medos, inseguranças e preconceitos dos usuários para influenciar votos, como no Brexit e na eleição de Donald Trump (2016). Adotou como tática o microtargeting, que é o uso de dados online com o objetivo de personalizar mensagens publicitárias para indivíduos, com base na identificação das vulnerabilidades pessoais dos destinatários.

QAnon – Conspiração nascida em fóruns como 4chan e Reddit com o argumento de que Trump estaria lutando secretamente contra uma rede global de pedófilos satanistas infiltrados no estado profundo (deep state). Espalhou-se como movimento de massas, com adeptos que confundem fantasia com realidade. Foi usada para atacar adversários políticos, deslegitimar instituições e estimular o extremismo..

Steve Bannon – Estrategista político, ex-assessor de Trump, é um dos arquitetos do uso moderno da desinformação como arma política. Defende o conceito de “flood the zone with shit” (inundar o debate público com merda, ou lixo). O objetivo é claro: criar muita confusão e ruído para que a verdade se torne irrelevante. As táticas usadas são “guerra cultural” baseada em fake news, memes, ataques à imprensa tradicional e criação de inimigos imaginários (imigrantes, globalistas, elites).

Astroturfing e as chamadas operações de influência. São movimentos aparentemente espontâneos, mas coordenados por redes de bots e perfis falsos, simulando um consenso artificial.. A meta é simples: criar a sensação de que a maioria já pensa de determinada forma, pressionando políticos, imprensa e sociedade a reagirem a um cenário fabricado.

A mentira em números

Podemos traduzir os resultados dessas estratégias em números assustadores:

Donald Trump – 30.573 declarações falsas ou enganosas no primeiro mandato (21 por dia), conforme o Washington Post Fact Checker.

Jair Bolsonaro – 6.685 declarações falsas ou distorcidas em quatro anos, segundo Aos Fatos, sendo 2.511 sobre a pandemia.

Por que as pessoas acreditam mais na mentira do que na verdade

Há várias teorias sobre a prevalência da mentira sobre a verdade na comunicação. Vamos citar as quatro mais importantes.

Viés de confirmação – Daniel Kahneman mostrou que buscamos informações que confirmam nossas crenças e rejeitamos aquelas que as desafiam.

Velocidade e impacto emocional – Estudo do Instituto de Tecnologia de Massachussets (MIT, 2018) provou que fake news se espalham seis vezes mais rapidamente que notícias verdadeiras, especialmente em política.

Moralidade intuitiva – Jonathan Haidt demonstrou que julgamentos morais são guiados primeiro pela emoção; a razão só entra para justificar.

Frames linguísticos – George Lakoff explica como palavras moldam pensamento: “estado profundo”, “inimigos do povo”, “comunismo globalista”… Esses termos funcionam como atalhos emocionais. Ao ouvi-los, já sentimos antes de pensar. A guerra política é também uma guerra por linguagem. Quem define os termos ganha a narrativa.

Nem as democracias mais sólidas estão a salvo

O ataque ao Capitólio em 6 de janeiro de 2021 foi consequência direta de uma mentira eleitoral.

No Brasil, a mesma lógica produziu a invasão e depredação da Praça dos Três Poderes, em Brasília, em 8 de janeiro de 2023, alimentada por narrativas falsas de fraude nas eleições presidenciais.

Na Hungria e na Polônia, governos de extrema-direita corroem instituições usando desinformação e revisionismo histórico.

Ficção ou profecia?

Em “O Homem do Castelo Alto” (1962), Philip K. Dick imagina um mundo em que os Estados Unidos perderam a Segunda Guerra e a realidade é moldada por vencedores autoritários. O livro, apesar de ficção, mostra o risco real: quando a verdade é reescrita e a mentira, institucionalizada, a própria história vira produto de manipulação.

Defender a verdade é resistir

O colapso da realidade compartilhada começa com pequenas mentiras – convenientes, emocionais, repetidas. A democracia não se fragiliza apenas com tanques nas ruas, mas com palavras distorcidas, sentidos sequestrados e confiança pública dilacerada.

Defender a verdade, hoje, é um ato de resistência.

Djalba Lima, jornalista, é editor de Relatos — A Estadão da História.

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Antônio Cruvinel: “A UEG é, hoje, a maior formadora de professores do país”

Nesta entrevista, Cruvinel, que é professor universitário desde 2007 e ingressou na UEG em 2010, revela que a universidade focou em ações não só para levar o aluno para a sala de aula, mas também para mantê-lo nela, dando condições para isso

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Política
Daniel Vilela é o candidato com maior potencial de crescimento; diz diretor da Genial/Quaest

O vice-governador surge como o nome mais competitivo para a sucessão em Goiás em 2026, de acordo com a pesquisa

Diogo da Silva Marques fotógrafo da Globo
Polícia prende fotógrafo da Globo suspeito de mandar matar mulher com 13 tiros

Diogo da Silva Marques, o Diogo Marley, era fotógrafo da Globo e foi demitido. Porque é o principal suspeito de ter mandado matado uma mulher, no Rio de Janeiro.

O fotógrafo foi preso dentro da sede da Globo. Ele era assistente de fotógrafo. Diogo da Silva Marques opera como agiota. Ele emprestou dinheiro para a mulher e, como a dívida não foi paga, decidiu, de acordo com a investigação da polícia, matar ou mandar matá-la.

No depoimento à polícia, Diogo da Silva negou ter mandado assassinar a mulher, mas admitiu que a havia ameaçado. Ele disse que, se não recebesse o dinheiro, de maneira urgente, “ela receberia visitas”.

A mulher foi internada, em estado gravíssimo. O pistoleiro usava roupa preta, com touca ninja, óculos e luvas.

“A investigação agora segue com o objetivo de identificar os demais comparsas dessa empreitada, bem como outras vítimas que porventura também sofreram ameaças por parte do Diogo", frisou o delegado Flávio Rodrigues.

A Globo divulgou nota à imprensa, na qual sublinha que, "diante da gravidade dos fatos", tomou a decisão de desligar o funcionário

rosa alzira
luto
Morre Rosa Alzira, pioneira dos doces em Goiânia, aos 80 anos

Rosa fundou a confeitaria Sonhomeu em Goiânia ainda na década de 80, se consagrando como uma das primeiras e mais tradicionais doceiras da capital goiana

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Veja seis frutas que podem elevar a glicemia

Nutricionistas explicam que as opções mais doces e menos aquosas concentram maiores quantidades de carboidratos

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Estudo da UFG alerta para perda de espécies do Cerrado antes mesmo de serem conhecidas

A pesquisa aponta que áreas como Maranhão, Piauí, norte da Bahia e Tocantins (Matopiba) concentram os maiores vazios de conhecimento sobre a flora e sofrem os maiores impactos do desmatamento

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Incêndio consome quase 25 mil hectares e ameaça Parque Estadual de Terra Ronca; vídeos

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) mobilizou um grupo de 15 brigadistas para apoiar o Corpo de Bombeiros no combate às chamas

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História
Testamento perdido por mais de 150 anos reacende disputa histórica sobre herança de Shakespeare

O documento, que já havia sido visto por estudiosos no século 19, estava guardado em uma caixa sem rótulo e só voltou à tona graças ao trabalho do pesquisador Dan Gosling

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Bomba: o vídeo de um político de Goiás com um garoto de 13 anos

A fonte chega a falar em “prisão”. Mas outra fonte, mesmo admitindo que sabe sobre a história do vídeo, garante que não se fala em cadeia. “Não há nem processo”, assegura