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Insalubre
Com ninho de baratas, fábrica clandestina de alimentos é fechada em Goiânia; vídeo

Uma operação conjunta entre a Polícia Civil de Goiás (PC-GO) e a Vigilância Sanitária de Goiânia desativou, nesta quarta-feira, 22, uma fábrica clandestina de alimentos localizada no bairro Jardim Esmeralda. O local, que funcionava em uma residência, produzia pizzas, tortas de frango e salgados distribuídos em feiras populares de Goiânia e Aparecida de Goiânia, tudo em condições alarmantes de insalubridade.

Durante a inspeção, os agentes se depararam com um verdadeiro "ninho de baratas", como descreveu o delegado Humberto Teófilo, responsável pela ação. Em vídeo divulgado nas redes sociais, ele mostra o ambiente tomado por sujeira, utensílios enferrujados, alimentos mal armazenados e a presença constante de insetos. “Posso dizer que é um dos piores locais em que já entrei. Vocês vão ver aqui... Aqui se fabrica pizza, salgados e tortas de frango para as feiras. Distribui para feiras de Goiânia e Aparecida de Goiânia”, disse o delegado.

https://youtube.com/shorts/C44uCwA-QaU?feature=share

Ao mostrar o local, Teófilo descreve o cenário encontrado. “Nós estamos aqui deparando com, no momento, um ninho de baratas. Próximo... Segue aqui, vem a massa. As panelas. Detectado mais um objeto, mais uma barata. E das grandes. Olha o ambiente. O lixo desse estilo. Aqui se chama, o nome é Oficina de Sabores. Vende salgado, repito, pizza, torta de frango. O que que tá acontecendo? Claro que tá sendo interditado”, apontou.

A fábrica, que operava sob o nome "Oficina de Sabores", não possuía qualquer tipo de autorização sanitária. Os produtos eram manipulados sem higiene básica e vendidos em feiras livres, colocando em risco a saúde de centenas de consumidores. Sobre isso, o delegado afirma que a proprietário do estabelecimento vai responder pelo crime de infração de medida sanitária preventiva.

A mulher responsável pelo imóvel foi autuada e o local, interditado. A operação reforça o compromisso das autoridades em combater práticas clandestinas que ameaçam a segurança alimentar da população. Teófilo aproveitou para fazer um alerta aos empreendedores. “Quer montar um negócio? Procure a Vigilância Sanitária. Isso aqui é inadmissível”, pontuou.

Ele também criticou duramente o estado do ambiente: “Um ambiente insalubre, desrespeitoso. Gente, você que tá querendo montar um negócio, vá à vigilância, procure orientações. Isso é uma falta de respeito ao consumidor”, disse.

Sobre a atuação da polícia, o delegado reforçou que não há distinção de local: “Ah, não, mas quer tocar na tora... Vai dar, sim! Vai dar canetada! Porque nós estamos indo a qualquer local, seja local da periferia, seja local da elite, seja qualquer tipo de local. Isso é um desrespeito ao consumidor”, afirmou.

Ele ainda reiterou o crime cometido. “Ela [a proprietária] vai responder pelo crime de infração de medida sanitária preventiva. E, mais uma vez, compartilhando isso com você, consumidor: ela distribui nas feiras de Goiânia”, disse.

Por fim, Teófilo fez um alerta aos frequentadores de feiras: “Eu, que gosto de ir à feira, aí cê vai e se depara com salgado, não sabe de onde que é o salgado. Não tô generalizando. Mas tá aí, uma pessoa, nesse ambiente, que produz todos esses alimentos. Então, fechado”, finalizou.

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Há oito anos é tempo de Palavrear

A Livraria Palavrear fará 8 anos, sexta-feira, 24 de outubro. É o aniversário do meu sonho. A livraria que a Natália menina/adolescente/mulher sempre sonhou.

Desse jeitinho, como se alguém tivesse materializado, literalmente, cada pensamento que sempre tive de como seria uma livraria. E foi. A escrita, sempre que é para falar da Palavrear, será emocionada e apaixonada, porque é assim que eu a vivo.

Livrarias de rua parecem sempre ter um ar utópico, algo pertencente à categoria de negócios feitos para não dar certo.  Ainda bem que não o são. Ainda.

Pois a Palavrear está aqui, como uma celebração de que os livros ainda resistem, permanecem e seguem como uma das formas para ler o mundo.

Sempre digo que, por trás de cada livraria, há uma pessoa sonhadora. Assim, vou continuar sonhando com muitos anos a mais para a Palavrear, mesmo que um de cada vez.

Acreditando na sobrevivência, resistência e lutas, mínimas e necessárias, de uma livraria de rua. Pois investir nos livros exige um bocado de otimismo e perseverança. E otimismo. E paciência. E paciência. E mais uma dose de otimismo.

Sou, por natureza, uma otimista angustiada, e é assim que conduzo uma livraria de rua. Vejo um mercado que sangra aos poucos, mas que sempre tem os que, como eu, são afeiçoados pelo passeio nas estantes, pela descoberta de novos livros, autores, editora; pela epifania de que, em uma livraria de rua, o tempo pode ter seu descompasso.

A Palavrear ter nascido no mesmo dia do aniversário de Goiânia não é uma coincidência. Faz parte da nossa essência o senso de comunidade, de criar um espaço vivo e acolhedor para as pessoas se encontrarem, trocarem ideias e celebrarem a cidade através dos livros.

Nossa comemoração esse ano é mais modesta. As agruras de um comércio esbarram também em um negócio afetivo, mas ainda assim é uma celebração e agradecimento a cada cliente.

Modesta, mas nem por isso menos importante no nosso principal objetivo: agradecer a cada um dos clientes que apoiaram e mantiveram a Palavrear viva nesses 8 anos.

Na sexta, feriado aqui em Goiânia, teremos a nossa tradicional feira de livros, com muitos descontos. E mais do que uma feira, a celebração é um agradecimento aos leitores e à cidade que ajudaram a construir a história da Palavrear. Um presente para quem acolhe a literatura.

Além de oito editoras com um desconto ainda mais especial, sendo elas: 

  • Cia das Letras;
  • Record;
  • Unesp;
  • Dublinense; 
  • Veneta; 
  • Carambaia; 
  • Boitempo;
  • Editora 34.

E também um brunch, das 09h às 12h, pensado especialmente para a data, também em homenagem ao aniversário de Goiânia. Um convite para festejar a existência e a resistência das boas histórias nessa cidade.

Sabemos que nosso desconto não vai ser nem de perto o que a Amazon pratica em algumas datas, e nem é nossa intenção isso. Afinal, para ela ter esse desconto, como já destacamos várias vezes, ela sufoca pequenas editoras e, futuramente, a bibliodiversidade e pequenas livrarias, que deixarão de existir.

Ela é uma gigante que trabalha com volumes enormes, e muitas vezes vende livros até abaixo do preço de custo, porque ganha em outras frentes.

Nós, livrarias de rua, fazemos o oposto: cada livro vendido ajuda a manter o espaço vivo, a pagar os salários da equipe que te atende, a luz que acende o cantinho de leitura, o café quentinho que te espera, o aluguel dessa casa linda que acolhe, os eventos literários gratuitos que a gente faz com tanto carinho.

Comprar aqui é escolher fazer parte de uma comunidade que acredita que livro é mais do que produto. Ele é encontro, é conversa, é afeto. 

Para evitar o predadorismo, temos aí a Lei Cortez, que é o respeito ao preço de capa, onde os lançamentos devem ter o mesmo preço por 12 meses.

Mais justo para todo mundo, não é mesmo?

Ano passado li ou ouvi, em algum lugar, não me lembro ao certo, que “7 anos para uma livraria de rua é como 91”. Gostei da analogia e, seguindo essa lógica, 8 anos da Palavrear equivalem a 104.

8 anos para uma livraria de rua é uma vitória! Não só para quem está envolvido no negócio, mas para a comunidade que se cria em torno dela: a livraria.

Livrarias são ponto de encontro, espaços de trocas e afetos. Por aqui, já vimos amizades serem feitas, relações estreitadas, afeições serem construídas, relacionamentos iniciarem. Vimos crianças crescerem, famílias aumentarem, casamentos acontecerem.

Somos muito mais que uma livraria. Uma comunidade. Afeto. Dedicação. Amor em cada evento que fazemos gratuito.

Dedicação em cada lembrancinha presenteada como experiência a mais no Clube Contemporâneo. Afeto em toda decoração do Clube Palavreando pelo Mundo. Comunidade em cada um que chega para o Clube de Poesia Goiabeira.

E temos um orgulho danado de abrigar, aos pés da nossa goiabeira, esse clube de poesia, que nasceu e foi fundado por três queridos participantes do Clube Contemporâneo: Adriana, Renato e Ricardo.

Fica aqui registrado meu agradecimento por me acolher nesse caminho e fazer da Palavrear o cenário onde a poesia se encontra.

Obrigada por nos escolherem.

Agradeço a cada um que permanece nos clubes, aos que ocupam a livraria, aos que confiam em nossa curadoria, nossa indicação.

A quem prioriza a compra aqui, nesse espaço físico.

A quem escolhe esperar o livro chegar, na contramão da pressa, da entrega rápida, ao avesso de um mundo que não pensa em pausas.

A quem caminha ao lado, que vive, respira e faz a Palavrear.

A quem escolhe a casa e suas sombras para clubes de leitura, mesmo com as adversidades externas.

A cada cliente que passa para um café. Aqueles que vêm todos os dias. Os que vêm de vez em quando. Os que vão a todos os clubes. Os que vão só em um. Os que acompanham os livros, mas não vão, mas sempre estão por aqui, entre nossas prateleiras.

A cada um, de verdade: meu muito obrigada por fortalecer, manter e gostar da minha, da sua, da nossa Palavrear.

P.S: não posso finalizar sem agradecer a duas pessoas, em especial:

José, meu eterno livreiro. Acho sempre inconcebível, chegar na Palavrear e não te ver.

Adriana Crispim, representando todos os clientes Palavrear: meu eterno obrigada por ser, viver, pensar e respirar a Palavrear. Se chegamos até aqui, aos oito anos, foi graças também a sua amizade, amor pelos livros/livraria, e sua incondicional parceria. Seguimos juntas!

Então, nesse aniversário de oito anos, a gente te convida pra celebrar com a gente:

Para aproveitar o desconto especial, claro, mas também para brindar à história que construímos juntos, página por página. A celebrar a livraria de rua, independente, feita de pessoas para pessoas, com alma.

Feita de quem ama livros.

Vem comemorar com a gente, esses oito anos de muita paixão, muita dedicação, muito trabalho. Pois é amor, mesmo quando existe medo, angústias e preocupação.

 “Onde termina a identidade de um livreiro e começa a sua livraria?” Jorge Carrión