Com a projeção da desaceleração do crescimento da população mundial, diversas iniciativas ao redor do planeta tentam há anos contornar os problemas de natalidade. Entre as iniciativas, a empresa EctoLife apresentou o primeiro útero artificial da história que poderia ser usado para produzir bebês em massa, basicamente como uma fábrica. Segundo a companhia, um complexo com tais cápsulas pode gerar vida a 30 mil crianças por ano.

Apesar de um vídeo de apresentação futurista que causou espanto na internet, o cientista idealista do projeto, Hashem Al-Ghaili, destacou que a sua proposta traz segurança. “Cerca de 300 mil mulheres morrem por conta de complicações na gravidez, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). O útero artificial da EctoLife foi desenhado para reduzir o sofrimento humano e o número de cirurgias cesarianas. Cesarianas e nascimentos prematuros serão algo do passado”, explicou o diretor.

“EctoLife oferece uma alternativa segura e indolor para ajudar a dar à luz ao seu bebê sem estresse”, disse Al-Ghaili, ressaltando que as instalações com as incubadoras funcionariam com energia renovável. “O processo de entrega é conveniente e tranquilo, podendo ser feito apenas apertando um botão. Depois de dispensar o líquido amniótico do útero artificial, você poderá retirar o seu bebê facilmente da cápsula de crescimento”, completou. 

Outro ponto também defendido pelo cientista é que a ideia é uma solução para mulheres que não possam realizar uma gestação. Por exemplo, quem teve útero removido cirurgicamente ou outras complicações ainda poderia ser mãe.

Fora que seria, obviamente, uma grande ajuda para populações com problemas populacionais, como o Japão.

Entretanto, apesar de dizer que existe tecnologia suficiente para colocar o conceito em prática nos próximos anos, ele explicou que as restrições éticas estão atrapalhando os planos.

“No momento, a pesquisa em embriões humanos não é permitida após 14 dias. Depois disso, eles precisam  ser destruídos por questões éticas. (…) Se essas restrições forem relaxadas, eu diria que em 10 ou 15 anos, o EctoLife seria usado amplamente em toda parte”, afirmou Al-Ghaili.