A prisão de Ovidio Guzmán-López, filho do narcotraficante Joaquín “El Chapo” Guzmán e do líder do Cartel de Sinaloa, nesta quinta-feira, 05, desencadeou caos no México. Conhecido como “El Ratón”, ele foi preso em uma operação realizada pela polícia mexicana na cidade de Culiacán, capital do estado de Sinaloa. Com a divulgação da notícia, narcotraficantes começaram a bloquear estradas, iniciaram tiroteios e incêndios pelo país.

Em um dos vídeos, é possível ver confrontos entre forças de segurança e membros do Cartel no Aeroporto Internacional de Culiacán. Durante as gravações, aviões com passageiros tentavam decolar em meio ao fogo cruzado. Inclusive diversas aeronaves foram atingidas com tiros enquanto taxiavam pelo local.

Até o momento, a onda de violência instaurada na região de Sinaloa deixou três mortos durante os confrontos. Entretanto, o número poderá subir nas próximas horas com a escalada de violência. Em retaliação, caso Ovidio não seja solto, os narcotraficantes prometem aumentar os ataques terroristas.

Em 2019, “El Ratón” havia sido preso pelas autoridades mexicanas, mas foi solto para conter a resposta violenta. Na época, as movimentações terroristas ficaram conhecidas como “Culiacanazo” e obrigaram os municípios do estado mexicano suspenderam aulas e outros serviços, além de pedirem para que a população não fique nas ruas.

Apesar da troca de informações entre o México e os Estados Unidos ter ajudado na realização da prisão, o Governo mexicano descartou a extradição imediata para o país vizinho, apesar do pedido. Segundo Marcelo Ebrard, ministro dos Negócios Estrangeiros, ainda é necessário “cumprir formalidades” antes da possibilidade de extraditar o filho de “El Chapo”.