Candidato governista nas eleições presidenciais argentinas, o ministro da Economia, Sergio Massa, venceu o primeiro turno. O resultado foi um tanto surpreendente e jogou um balde de água fria na campanha de Javier Milei, representante da extrema direita que chegou a ser cotado para vencer antecipadamente.

Com mais de 90% das mesas de votação apuradas na Argentina, dados oficiais mostravam o candidato do governo em 1º lugar, com 36,31% dos votos; Milei vinha em segundo, com 30,19%; e a candidata do grupo do ex-presidente Maurício Macri, da direita tradicional, Patricia Bullrich tinha 23,82%, em 3º.

Com esse resultado, os argentinos terão de voltar às urnas para decidir entre Massa e Milei em segundo turno, marcado para ocorrer em 19 de novembro.

Milei era o favorito para vencer o primeiro turno porque ele havia sido o vencedor das primárias, a votação em que as coligações políticas escolhem seus candidatos. A coligação de Massa havia ficado em terceiro nas primárias.

O jornal Clarín fez uma análise de 12 pesquisas divulgadas nos últimos dias antes da eleição, que mostraram números muito variados. Além de Milei à frente, estudos colocaram Sergio Massa, candidato de esquerda, em 2º lugar, mas com pouca distância para Patricia Bullrich, de centro-direita e ligada ao ex-presidente Mauricio Macri (2015-2019).

Em média, Milei tinha ficado na faixa de 31 a 32% de preferência, com picos de 35%. Já Massa e Bullrich estiveram com algo em torno de 25%, com vantagem para Massa na maioria dos estudos.