O regime ditatorial de Daniel Ortega expulsou da Nicarágua um grupo de freiras brasileiras, informou a fundação da qual elas fazem parte, o Instituto de las Hermanas Pobres de Jesuscristo. Por meio de um comunicado na segunda-feira, 3, a instituição disse ainda que continuará seu serviço humanitário de El Salvador. O movimento “Fraternidad Pobres de Jesucristo” é uma organização que nasceu no Brasil e atua em diversos países, é conhecido por fornecer alimentos e suprir necessidades básicas de grupos em situação de risco social.

O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, tem promovido uma campanha contra a Igreja Católica no país. Recentemente, ele afirmou que a Igreja faz parte de uma rede de lavagem de dinheiro, envolvendo supostamente pessoas anteriormente condenadas por “traição à pátria” e várias dioceses do país. No entanto, nenhum detalhe específico foi fornecido.

Martha Patricia Molina, advogada e pesquisadora que tem denunciado enfaticamente a perseguição promovida ao menos desde 2018 pelo ditador contra a Igreja Católica, deplorou via rede social o tratamento indigno dado às religiosas e chegou a escrever: “Não se sabe nada sobre elas. Espero que respeitem suas vidas e sua integridade”.

Oficialmente, 40 freiras e 44 religiosos foram expulsos da Nicarágua nos últimos 5 anos, mas o número real pode ser muito maior. Entre os casos de maior repercussão internacional esteve o da expulsão das das Missionárias da Caridade (ordem fundada pela Santa Madre Teresa de Calcutá) e que amanhã, 6 de julho, faz um ano.