Nevasca histórica na Rússia provoca mortes, paralisação de cidades e alerta das autoridades
21 janeiro 2026 às 14h49

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Uma nevasca histórica no extremo leste da Rússia tem deixado cidades inteiras cobertas por camadas de neve recorde, causado mortes, provocado alertas das autoridades e paralisado serviços essenciais na região da Península de Kamchatka.
Desde o início de janeiro, uma sucessão de tempestades de neve deixou acumulados de até mais de 2 metros em algumas áreas de Petropavlovsk-Kamchatsky, capital regional, com registros que, em pontos específicos, superam 2,5 metros ou mais, níveis não vistos há décadas, segundo meteorologistas locais.
As autoridades emitiram alertas à população para evitar saltos de telhados e outras atividades perigosas em meio aos montes de neve, que podem esconder obstáculos perigosos sob a superfície branca, como veículos e estruturas metálicas.
Os serviços de emergência reforçaram que, com o derretimento parcial e o peso sobre construções, há risco contínuo de queda de neve e gelo, representando perigo para pedestres e transeuntes.
Mortes e estado de emergência
A intensa nevasca já deixou pelo menos duas pessoas idosas mortas após serem atingidas por neve que se desprendeu de telhados em Kamchatka, informou a imprensa russa. Ambas as vítimas eram homens com mais de 60 anos, atingidos quando caminhavam próximo a edifícios cobertos pela neve acumulada.
Em resposta à crise, a administração local declarou estado de emergência em Petropavlovsk-Kamchatsky, no intuito de mobilizar recursos extras para a remoção da neve, garantir a circulação de veículos de resgate e controlar o acesso a áreas de maior risco.
Impactos na rotina
A nevasca transformou o cotidiano dos moradores: ruas e avenidas ficaram bloqueadas, veículos ficaram completamente soterrados, e muitos prédios tiveram as entradas cobertas pela neve, obrigando algumas pessoas a escapar por janelas ou túneis cavados na neve.
Essa situação extrema levou ao fechamento de escolas, interrupção de transportes públicos e dificuldades no abastecimento de itens básicos em algumas localidades, intensificando ainda mais a sensação de isolamento e paralisação na região.
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