A Meta está sendo processada em uma ação judicial movida por autores de cinco países: Austrália, Brasil, Índia, México e África do Sul, no Tribunal Distrital dos Estados Unidos, em São Francisco. O grupo acusa a companhia de ter feito declarações enganosas sobre a segurança e a privacidade oferecidas pelo WhatsApp.

De acordo com a denúncia, tanto a Meta quanto o WhatsApp armazenariam e analisariam dados de comunicações que, segundo a própria empresa, deveriam permanecer inacessíveis. Os autores sustentam que bilhões de usuários foram induzidos ao erro, já que a plataforma garante que todas as mensagens são protegidas por criptografia de ponta a ponta.

O recurso de criptografia é apresentado pelo aplicativo como padrão, assegurando que apenas remetente e destinatário possam acessar o conteúdo das conversas. O WhatsApp informa aos usuários que “somente as pessoas nesta conversa podem ler, ouvir ou compartilhar” o que é trocado.

A ação menciona informações supostamente fornecidas por denunciantes, sem revelar suas identidades. Os advogados envolvidos pedem que o processo seja reconhecido como ação coletiva. Escritórios como Quinn Emanuel Urquhart & Sullivan e Keller Postman não se pronunciaram, enquanto Jay Barnett, do Barnett Legal, preferiu não comentar.

A Meta, que comprou o WhatsApp em 2014, rejeitou as acusações e classificou o processo como “sem fundamento”. O porta-voz Andy Stone declarou que “qualquer alegação de que as mensagens do WhatsApp não são criptografadas é categoricamente falsa e absurda”. Ele reforçou que o aplicativo utiliza o protocolo Signal para criptografia de ponta a ponta há dez anos e descreveu a ação como “uma obra de ficção frívola”.

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