O governo israelense anunciou na quarta-feira, 22, que após o término da trégua na Faixa de Gaza, as Forças de Defesa de Israel “vão continuar a guerra” contra o grupo palestino Hamas.

“O governo israelense, o Exército israelense e as forças de segurança vão continuar a guerra para trazer de volta todas as pessoas sequestradas, eliminar o Hamas e garantir que não exista nenhuma ameaça para o Estado de Israel vinda de Gaza”, disse o governo em uma nota enviada à AFP.

Um acordo entre Israel e o Hamas foi estabelecido para a libertação de 50 reféns, suspendendo temporariamente os confrontos. Segundo fontes do gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, os primeiros reféns devem ser libertados na quinta-feira, 23, com mulheres e crianças sob custódia do Hamas sendo liberadas nos próximos quatro dias.

O governo israelense destacou a possibilidade de prorrogação da pausa no conflito, estendendo-se um dia para cada 10 reféns libertados. Desde o início do conflito em outubro, cerca de 240 pessoas foram sequestradas pelo Hamas. Autoridades dos EUA afirmam que o grupo terrorista defende o cessar-fogo para facilitar a seleção dos reféns a serem libertados.

Além disso, as negociações para o acordo incluíram a libertação de 150 palestinos detidos por Israel, conforme divulgado em comunicado pelo Hamas e confirmado por autoridades norte-americanas. A trégua também possibilitará a entrada de assistência humanitária na Faixa de Gaza, com previsão de chegada de caminhões contendo suprimentos médicos e combustível para todas as áreas do enclave.