Na manhã desta sexta-feira, 27, autoridades militares israelenses anunciaram um “ataque seletivo no setor central da Faixa de Gaza”, com o apoio de “combatentes e drones”, visando alvos do Hamas. As autoridades militares mencionaram que destruíram plataformas de lançamento de foguetes e centros de comando do Hamas, além de “neutralizar” membros do movimento islâmico palestino.

“Atualização Operacional: As FDI (Forças de Defesa de Israel) conduziram ataques contra alvos terroristas do Hamas nas últimas 24 horas. Tropas terrestres das FDI, caças e UAV’s atacaram locais de lançamento de mísseis antitanque, centros de comando e centros operativos do Hamas”, escreveu a página do Exército de Israel no X, antigo do Twitter, nesta sexta-feira, 27.

https://x.com/IDF/status/1717775899238584737?s=20

Mais tarde, os soldados saíram do território palestino sem relatos de ferimentos, disse o exército israelense, também em comunicado. “As tropas saíram da área e não houve relatos de feridos”, escreveu.

Além dessa incursão terrestre, Israel também afirmou ter realizado ataques aéreos em alvos do Hamas “em toda a Faixa de Gaza”.

Ataque de quinta-feira

Na manhã da última quinta-feira, 26, as forças israelenses já haviam realizado outro ataque com tanques no norte de Gaza.

Embora tenha sido descrita como pontual, a operação foi a maior do conflito atual, segundo a rádio do Exército local. Um vídeo da ação mostra tanques e escavadeiras rompendo barreiras e avançando no norte do território palestino. As imagens, em preto e branco, mostram ainda os blindados disparando, além de explosões e colunas de fumaça.

As autoridades não divulgaram quanto tempo os militares permaneceram em Gaza nem a distância percorrida por eles.

O post da Defesa israelense limitou-se a dizer que a incursão foi realizada “em preparação para as próximas etapas do combate”, numa possível referência à invasão em larga escala prometida por líderes israelenses para destruir o Hamas.

A situação desencadeada pelo conflito entre Israel e Hamas segue causando cada vez mais mortes de civis e destruição. Estima-se que cerca de 1 mil pessoas podem estar sob escombros em Gaza, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde).