Enchentes na fronteira entre China e Nepal deixam mais de 1,3 mil mortos
04 setembro 2026 às 11h24

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As enchentes e avalanches que atingiram a região da fronteira entre China e Nepal na última semana já deixaram pelo menos 1.318 mortos e 5.624 desaparecidos, segundo dados divulgados pelas autoridades dos dois países nesta sexta-feira, 4.
No Tibete, território administrado pela China, foram registradas 31 mortes e 531 desaparecidos. No Nepal, o número de vítimas fatais chega a 1.287, enquanto outras 5.083 pessoas continuam desaparecidas.
Enquanto as buscas prosseguem, equipes de resgate conseguiram localizar com vida dois trabalhadores que estavam presos havia nove dias em um túnel de uma usina hidrelétrica no Nepal.
Trabalhadores são resgatados após nove dias
Os dois homens estavam no túnel da usina hidrelétrica Trishul 3A quando foram surpreendidos pelo desastre. O primeiro trabalhador foi retirado do local durante uma operação conduzida pelo Exército nepalês. Pouco depois, autoridades confirmaram o resgate de uma segunda pessoa.
Imagens divulgadas pelo Exército mostram um dos sobreviventes coberto de lama e sendo carregado nos ombros por um socorrista. Os dois receberam atendimento médico ainda no local e depois foram encaminhados para um hospital em Katmandu.
Familiares comemoraram o resgate. Amir Maharjan, irmão de um dos trabalhadores, afirmou à agência Associated Press (AP) que a família estava aliviada com a sobrevivência.
As autoridades acreditam que outras pessoas ainda possam estar presas dentro do túnel. O ministro da Energia do Nepal, Biraj Bhakta Shrestha, afirmou que havia expectativa de novos resgates nas horas seguintes.
Como começou o desastre
O desastre teve início na quarta-feira, 26, quando parte de uma geleira localizada nas proximidades do pico Langtang Lirung, no Nepal, desabou.
A queda de grandes volumes de gelo e rochas provocou uma avalanche que atingiu o rio Lhende Khola. O material bloqueou o curso da água e provocou a formação de uma enorme onda composta por lama, pedras, gelo e água.
O fluxo avançou por mais de 20 quilômetros, atingindo áreas do Nepal e do Tibete e destruindo vilarejos, estradas, pontes e instalações de energia.
Posto de fronteira foi um dos locais mais atingidos
Entre as áreas mais afetadas está o posto de fronteira de Gyirong, no Tibete. O local é uma importante rota de ligação comercial entre a China e o Nepal.
Imagens registradas por câmeras de segurança mostram a força da enxurrada e o momento em que construções e pessoas são arrastadas pela correnteza.
Nove dias depois do início da tragédia, equipes de emergência continuam trabalhando na busca por desaparecidos e na recuperação das áreas destruídas. O elevado número de pessoas ainda não localizadas mantém as operações de resgate em andamento na região atingida.
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