Nesta segunda-feira, 22, é celebrado o Dia do Abraço e, acredite, sua origem não tem nada de carinhosa. Em 2004, o australiano Juan Mann vivia em Londres mas precisou retornar ao seu país natal. No aeroporto, ninguém foi recebê-lo. “Tudo o que eu tinha era mala cheia de roupas e um mundo de problemas”, relembra Mann.

Então, ele decidiu criar a campanha Free Hugs Campaign que tinha o objetivo de distribuir abraços entre pessoas desconhecidas de Sydney. Para isso, escreveu as palavras em um papelão e foi ao ponto mais movimentado da cidade. De início, houve uma certa rejeição, mas depois as pessoas começaram a aceitar o abraço.

As autoridades locais não gostaram muito e inclusive baniram o gesto de Mann. Isso até o líder da banda Sick Puppies retribuir seu abraço em uma das campanhas e dar visibilidade à causa. O vídeo viralizou nas redes sociais e os abraços se popularizaram pelo mundo.

Hoje, muitos países já adotaram a data no calendário com a tradição Free Hugs, que significa abraços grátis traduzindo para português.

Afeto

Um abraço, para a cultura ocidental, pode representar demonstração de amizade, amor, consolo, entre outros sentimentos de afeto. O gesto libera o hormônio chamado ocitocina, responsável por aliviar o estresse, o medo e a ansiedade. 

Além disso, pode reduzir ainda dores físicas, já que a parte do cérebro responsável libera substâncias analgésicas. Segundo um estudo da Universidade Médica de Viena (Áustria), conduzido pelo neurofisiologista Jürgen Sandkühler, a ocitocina, ou hormônio do amor, influencia nas ligações emocionais e no comportamento da pessoa.

Outro hormônio liberado no abraço é a dopamina, que é estimulante e cria uma sensação de prazer no cérebro. Estudos ainda concluíram que crianças pouco abraçadas costumam achar o gesto desconfortável. Por outro lado, aquelas muito abraçadas tendem a gostar do carinho.