A primeira-ministra do Reino Unido, Liz Truss, assumiu o cargo no mês passado, mas já enfrenta uma crise política profunda que poderá ameaçar a continuidade do seu governo. O motivo seria por conta do fracasso de um plano fiscal, que ainda resultou na demissão de Kwasi Kwarteng, ministro das Finanças. Segundo a empresa de pesquisa YouGov, a reprovação da governante chegou a 80% da população.

Basicamente, o plano de Truss para a economia britânica era um grande corte nos impostos. Mas, com a redução na arrecadação, ainda era previsto empréstimos estimados em mais de £100 bilhões por ano para cobrir o rombo nas contas. Dessa forma, a possibilidade de dívida pública causou alvoroços no mercado e derrubou a libra para o menor valor da história em comparação com o dólar.

Além da baixa popularidade entre os britânicos, a decisão de desistir do plano econômico e demitir Kwarteng ainda deixou vários descontentes dentro do próprio Partido Conservador. Cerca de 55% parlamentares “tories” pedem a renúncia da primeira-ministra depois dos ocorridos.

Entretanto, no momento, Truss não deseja renunciar ao cargo e busca retomar forças para continuar governando: “sou lutadora, não uma desistente”. “Sou alguém que está preparada para bater de frente e tomar as decisões difíceis. (…) Fui bem clara que eu sinto muito e que cometi erros”, afirmou a premiê britânica.

Para tentar contornar a crise, a chefe de Estado trouxe Jeremy Hunt, ex-secretário de Assuntos Externos, para conduzir a economia. O novo ministro deverá reverter quase todo o plano fiscal original.