China cobra libertação imediata de Maduro e condena ação dos EUA
04 janeiro 2026 às 08h52

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A China cobrou neste domingo, 4, que os Estados Unidos libertem imediatamente o agora ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, além de garantirem a integridade física do casal. A manifestação foi divulgada em comunicado oficial do Ministério das Relações Exteriores chinês.
Segundo Pequim, a ação envolvendo Maduro configura violação do direito internacional e das normas que regem as relações entre Estados soberanos. O governo chinês defendeu que a crise venezuelana seja solucionada por meio do diálogo e da negociação, sem o uso da força ou interferência externa.
“A China apela aos Estados Unidos para garantir a segurança pessoal do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, libertá-los imediatamente, cessar a subversão do governo da Venezuela e resolver as divergências por meio do diálogo e da negociação”, afirmou o comunicado emitido pelo ministério.
O posicionamento ocorre após uma operação militar dos EUA em território venezuelano, já condenada anteriormente pela China. O governo chinês afirmou estar “profundamente chocado” com a ofensiva americana, classificando-a como um ataque à soberania da Venezuela e uma quebra do princípio da não intervenção.
Para Pequim, o episódio evidencia uma postura “hegemônica” de Washington, capaz de comprometer a estabilidade regional e a segurança internacional. A China mantém parceria política e econômica estratégica com a Venezuela e defende que disputas internas do país sejam resolvidas pelos próprios venezuelanos.
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