O calor recorde em várias cidades brasileiras gerou um novo recorde na tarde da terça-feira, 14. O consumo de energia elétrica bateu nova marca histórica às 14h20 no horário de Brasília, quando a carga do Sistema Interligado Nacional (SIN) atingiu 101.475 MW.

Os números mostram incremento de 16,8% na carga, se considerada a demanda atendida nos primeiros dias de novembro. É o segundo dia seguido que o Brasil registra recorde no consumo de eletricidade.

Segundo dados do Operador Nacional do Sistema (ONS)¸ o consumo de energia nesse momento é atendido principalmente pela geração hidráulica, com 59,2% da carga ou 59.897 MW. Em seguida, aparece a geração solar, com 19,6%.

A energia térmica respondeu por 11,4% e a eólica, 9,3%. O ONS mostrava, ainda, que a importação era responsável por 0,5% da carga do sistema no pico do consumo da tarde.

Ontem, o ONS informou que o recorde de consumo foi resultado especialmente do calor. “A principal razão para este comportamento da carga é a significativa elevação de temperatura verificada em grande parte do Brasil”, cita o órgão em nota.

Um estudo da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) estima que o ar-condicionado já responde por 17,1% do consumo elétrico residencial brasileiro. São quase 14 milhões de aparelhos em todo o país que, normalmente, ficam diariamente oito horas ligados nas residências e têm vida útil de 12 anos.