Veja o lado sombrio da luta pela sobrevivência das orcas
05 março 2026 às 18h55

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Pesquisadores identificaram sinais de canibalismo entre orcas após encontrarem duas barbatanas mastigadas na costa da Rússia, em 2022 e 2024. As análises revelaram que os pedaços pertenciam a orcas residentes, Orcinus orca ater, mas as marcas de mordida indicam ataque de orcas de Bigg, Orcinus orca rectipinnus.
As duas subespécies compartilham áreas do Pacífico Norte, mas têm hábitos distintos. As orcas residentes vivem em grandes grupos e se alimentam de peixes, enquanto as de Bigg são predadoras de mamíferos marinhos, como golfinhos, focas e até baleias, deslocando-se em grupos menores e mais discretos.
Segundo a equipe liderada por Olga Filatova, da Universidade do Sul da Dinamarca, a descoberta reforça a hipótese de que a formação de grandes grupos entre as residentes funciona como estratégia de defesa contra ataques das orcas de Bigg. Até então, acreditava-se que ambas evitavam contato direto, apesar de ocuparem territórios semelhantes.
Os cientistas destacam que o comportamento de canibalismo não parece ser frequente, mas não pode ser descartado. Há também a possibilidade de que as orcas de Bigg tenham se alimentado de carcaças já mortas, prática comum entre elas. Novos registros ou achados semelhantes poderão esclarecer se os ataques envolvem animais vivos ou apenas restos encontrados no ambiente.
A pesquisa, publicada na revista Marine Mammal Science em fevereiro, abre caminho para novas investigações sobre a complexa dinâmica social e alimentar das orcas, revelando que a convivência entre subespécies pode ser mais tensa e violenta do que se imaginava.
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