Apesar da persistência do fenômeno La Niña, que permitiu moderar temporariamente os efeitos do aquecimento global, os últimos oito anos foram os mais quentes já registrados, confirmou, nesta quinta-feira, 12, a Organização Meteorológica Mundial (OMM).

Em 2022, a temperatura média global alcançou os 1,15 °C acima dos níveis pré-industriais, marca preocupante porque é a oitava vez consecutiva em que as temperaturas globais anuais atingiram pelo menos 1°C acima dos níveis pré-industriais. A ONU diz que os anos de 2016, 2019 e 2020 lideram esse ranking.

Desde 1980, cada década supera a marca da anterior. A previsão é que o aquecimento global e outras tendências de mudança climática de longo prazo perpetuem devido aos níveis recordes de emissões de gases de efeito estufa na atmosfera.

No relatório divulgado pelo Copernicus Climate Change Service (C3S), na terça-feira, 10, 2022 é o quinto ano mais quente registrado na história. Devido ao fenômeno de resfriamento La Niña, que deve continuar até março de 2023, o ano deve ocupar o posto de quinto ou sexto mais quente, de acordo com a OMM.

Segundo o C3S, em 2022, a Europa também alcançou uma marca histórica e alarmante: o verão mais quente já registrado. Anteriormente, o “título” pertencia ao ano de 2021. Até agora, os anos mais quentes globalmente são 2016, 2020, 2019 e 2017, respectivamente. A OMM destaca que as diferenças de temperatura entre o quarto e o oitavo ano mais quente são “relativamente pequenas”.