A loba Mangaba era filhote e estava gravemente ferida quando foi resgatada pelo Corpo de Bombeiros Militar de Goiás (CBM-GO), em dezembro de 2021. Após passar dois anos em tratamento, Mangaba foi solta em seu ambiente natural na última sexta-feira, 3.

O Ibama e o Instituto Floresta Cheia, com apoio da Fazenda Água Bonita e Reserva Ecológica Porto das Antas, reabilitaram a loba-guará por meio de diversas terapias e treinamentos. Além de passar por tratamento veterinário, Mangaba teve de desenvolver a habilidade da caça e de ser treinada para sentir aversão ao ser humano. A loba só foi solta em seu habitat após passar por todos os testes, que comprovaram que seria capaz de sobreviver na natureza.

Loba-guará Mangaba recebe colar para ser monitorada. Monitoramento mede a eficácia da reabilitação, da soltura e eventuais ameaças| Fotos: Reprodução/Ibama

Após cinco meses no Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas/Ibama), Mangaba foi transferida para uma área soltura de animais silvestres (Asas) de 1.000 m², em Aporé (GO). As Asas são cadastrada pelo Ibama para auxiliar o processo de reabilitação. Mangaba permaneceu, praticamente, 18 meses sem contato com seres humanos.

Neste período, ela foi estimulada à caça e passou por exames, graças ao apoio do Instituto Floresta Cheia e recursos obtidos por meio de acordos e transações penais do Ministério Público de Goiás. Antes da soltura, Mangaba recebeu um colar com receptor e transmissor via satélite, obtido a partir do projeto de apoio aos Cetas no programa de conversão de multas do Ibama, que será usado para a captura informações e monitoramento pós soltura, que será acompanhado por biólogos e veterinários do Cetas/Ibama e do Instituto Floresta Cheia.

Na escala de ameaça, espécie está na categoria Vulnerável, sob risco pelo desmatamento do Cerrado.


Confira o momento exato em que Mangaba foi solta em seu habitat natural: