Centenas de peixes apareceram mortos no Rio Uru, em Heitoraí, região central de Goiás. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram os animais, de tamanhos e espécies diferentes, boiando às margens do rio, que passa por algumas cidades da região. Segundo o vereador Luís Paulo (UB), que também é geógrafo, os primeiros flagrantes foram registrados na manhã da última terça-feira, 16. Confira o vídeo abaixo.

Em entrevista ao Jornal Opção, o parlamentar, que reside em Heitoraí, disse que fez a denúncia à Secretaria Municipal de Meio Ambiente, mas que não obteve nenhum retorno. “Aparentemente está vindo de outros municípios. A gente já fez uma denúncia ao Ibama e também no Batalhão Ambiental para que possa haver uma investigação. Colocamos todas as coordenadas geográficas para saber a verdadeira causa”, explicou.

Procurada pela reportagem, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, sob titularidade de Valmir Batista dos Santos, não atendeu às ligações. De acordo com Luís Paulo, os primeiros focos de contaminação foram encontrados na região da divisa entre a cidade de Goiás e Heitoraí, entre domingo, 14, e segunda-feira, 15.

Rio Uru, entre os municípios de Itaberaí e Heitoraí. | Foto: Google Maps

As causas da contaminação da água, porém, ainda são desconhecidas. “A água está muito alcalina, possivelmente por despejo de resíduos tóxicos dentro do rio. Eu colhi uma amostra e encaminhei ao laboratório para examinação. Até o momento, foi descartada a contaminação por mercúrio, mas ainda não recebi o laudo final”, disse o vereador.

Moradores também relatam coloração diferente da água. Até o momento não há suspeita do que possa ter poluído o rio ou causado a morte dos peixes. O caso precisa ser investigado. Além da Secretaria, o Conselho Municipal de Meio Ambiente também foi acionado.

Até o momento, não tem registro de morador que tenha sido contaminado pela água ou tenha apresentando algum problema de saúde. Até porque a água, que desagua no Rio das Almas, não é para consumo humano. Normalmente é usada para irrigação de lavouras e alimentação de animais.

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) informou que a competência municipal está investigando o caso.