Exame confirma que corpo encontrado às margens da GO-213 é da corretora Daiane Alves
03 fevereiro 2026 às 11h19

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A investigação sobre a morte da corretora Daiane Alves Souza, em Caldas Novas, avançou após a confissão do síndico do prédio onde ela morava, Cleber Rosa de Oliveira, que indicou à polícia o local onde havia deixado o corpo. Ele é investigado por homicídio e ocultação de cadáver. De acordo com a Polícia Científica, o exame de perícia confirmou que o corpo encontrado às margens da GO-213, a cerca de 15 quilômetros da cidade, é dela.
Segundo a Polícia Civil, Daiane desapareceu em 17 de dezembro, depois de descer ao subsolo do edifício para religar o padrão de energia do apartamento. Imagens de segurança registraram a corretora no elevador por volta das 19h. Pouco depois, ela não foi mais vista.
Em depoimento, Cleber relatou que encontrou Daiane no subsolo e que os dois iniciaram uma discussão. De acordo com a polícia, o local onde ficam os disjuntores é um ponto cego das câmeras, o que teria facilitado a ação. A suspeita é de que o crime tenha ocorrido em um intervalo de poucos minutos. Uma testemunha afirmou ter estado no subsolo às 19h08 sem presenciar nada de anormal.
As investigações indicam que o síndico deixou o condomínio sozinho, por volta das 20h, dirigindo uma picape. O corpo da corretora teria sido transportado na carroceria do veículo. A perícia encontrou uma bala alojada na cabeça da vítima. A defesa de Cleber confirmou que ele utilizou uma arma de fogo, mas a causa oficial da morte ainda depende do laudo pericial.
Além do síndico, o filho dele, Maicon Douglas Souza de Oliveira, foi preso temporariamente, suspeito de atrapalhar as investigações. A defesa afirma que Maicon não teve qualquer participação no crime e que a autoria foi confessada exclusivamente pelo pai. Segundo os advogados, ele colaborou com a polícia e negou envolvimento durante depoimento e audiência de custódia.
A polícia também apura o histórico de conflitos entre Daiane e Cleber. Os dois tinham disputas recorrentes relacionadas à administração de imóveis no prédio, com registros de ações judiciais e trocas de acusações. Antes de desaparecer, a corretora chegou a relatar à Justiça que sofria ofensas e ameaças, afirmando temer pela própria vida e pedindo medidas de proteção.
O inquérito segue em andamento para esclarecer a dinâmica do crime, a motivação e o eventual envolvimento de outras pessoas.
O Jornal Opção procurou o advogado Felipe de Alencar, responsável pela defesa do síndico, mas não obteve retorno. O espaço segue aberto.

