A Prefeitura de São Simão, no sudoeste do estado, decretou estado de emergência e de calamidade pública. A cidade, que já vinha enfrentando uma crise financeira, sofreu com fortes chuvas que causaram destruição, especialmente na última terça-feira, 1º. “Fica decretada a situação de calamidade pública no âmbito dos serviços de saúde do Município de São Simão até o dia 28/02/2024”, diz trecho do decreto publicado no dia 27 de outubro.

“Considerando que o município de São Simão enfrenta grave crise sanitária e está em crise financeira, conforme relatório de auditoria independete e dados estatísticos da Secretaria Municipal de Finanças constantes dos autos originários. “A emergência declarada, nos termos do artigo anterior, autoriza a adoção de todas as medidas administrativas e assistenciais necessárias à contenção do surto, em especial aquisição pública de insumos e materiais, e a contratação de recursos humanos, empresas especializadas, parceria com organizações sociais e serviços estritamente”, explicou a Prefeitura (confira documento completo ao final).

Os moradores do município registraram em vídeo os estragos causados pelas fortes chuvas e ventos, que ocasionaram alagamentos, queda de árvores e destruição em São Simão, deixando muitos desabrigados. Nas imagens divulgadas, é possível ver a correnteza arrastando árvores, carros e até pessoas. As rajadas de vento foram tão fortes que a porta do Banco Caixa Econômica foi arrancada, veja o vídeo abaixo.

Segundo o Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás (Cimehgo), até o momento as cidades goianas mais afetadas pelas chuvas foram São Simão, Morrinhos, Niquelândia e Tuverlândia. “Em São Simão, em 45 minutos tivemos 30mm de chuva, granizo com rajadas de vento 70 km/h”, explicou o gerente do Centro de Informações, André Amorim.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) alerta para perigo de tempestade em todo o Estado de Goiás neste fim de semana, sábado, 4, e domingo, 5.

Documento decretando calamidade

Além disso, em outro documento, a prefeitura informa que aproximadamente 30 moradores precisaram sair de suas residências para que sejam reformadas.

“O desastre natural atingiu instalações públicas de assistência social e educação; atingiu unidades habitacionais da população de baixa renda, causou enormes prejuízos a infraestrutura municipal, com a perda de iluminação pública, derrubada de postes e árvores, erosões no asfalto, derrubada de muros, telhado, inundação de galeria pluvial, risco ambiental de transporte de estação de tratamento de esgoto”, descreve o decreto de 2 de novembro. 

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