Goiás chega a 23,1% de trabalhadores com ensino superior, maior percentual da história
23 setembro 2026 às 18h37

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O percentual de trabalhadores com ensino superior completo em Goiás atingiu o maior nível da série histórica em 2025. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 23,1% das pessoas ocupadas no estado haviam concluído uma graduação.
O resultado representa avanço de 1,5 ponto percentual em relação a 2024, quando 21,6% dos trabalhadores goianos tinham ensino superior completo. Na comparação com 2012, primeiro ano da série histórica, o crescimento foi ainda mais expressivo: naquele ano, apenas 11,8% dos ocupados possuíam graduação.
Em 13 anos, portanto, a participação de trabalhadores com ensino superior completo praticamente dobrou em Goiás, com aumento de 11,3 pontos percentuais.
Percentual quase dobrou desde 2012
A série histórica mostra uma tendência de crescimento da escolaridade entre os trabalhadores goianos. Depois dos 11,8% registrados em 2012, o percentual chegou a 13,5% em 2014 e alcançou 17,2% em 2016.
Em 2019, último ano antes da interrupção da série durante a pandemia, 18,2% dos trabalhadores tinham ensino superior completo. O indicador passou para 20,5% em 2022, chegou a 21,3% em 2023 e avançou para 21,6% em 2024. Em 2025, alcançou o recorde de 23,1%.
Apesar do maior percentual já registrado no estado, Goiás ainda permanece abaixo da média brasileira. No país, 24,9% das pessoas ocupadas tinham ensino superior completo em 2025. Goiás ficou na 14ª posição entre as unidades da Federação nesse indicador.
Brasil também registra recorde
O crescimento da participação de trabalhadores com graduação também ocorreu nacionalmente. Em 2025, os 24,9% registrados no Brasil representaram o maior percentual da série histórica.
Ao todo, o país tinha 25,6 milhões de trabalhadores com ensino superior completo em 2025. Em 2012, eram 12,6 milhões. No período, a participação desse grupo no total de pessoas ocupadas passou de 14,1% para 24,9%.
Os dados fazem parte do levantamento Características Adicionais do Mercado de Trabalho 2025, da PNAD Contínua. A série disponível reúne informações de 2012 a 2019 e de 2022 a 2025. Os anos de 2020 e 2021 não integram a comparação devido às dificuldades de coleta dos módulos temáticos da pesquisa durante a pandemia de Covid-19.
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