Após a confirmação de um caso suspeito de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), doença conhecida como mal da “vaca louca”, no sudeste do Pará, o Ministério da Agricultura anunciou nesta quinta-feira, 23, que suspendeu as exportações de carne bovina para a China. Segundo a pasta, a medida faz parte de um acordo firmado entre os dois países em 2015, um protocolo que prevê um autoembargo diante de qualquer caso suspeito da enfermidade. 

De acordo com o ministro Carlos Fávaro (PSD), existe uma possibilidade de revisão do mecanismo de autoembargo entre os dois países. Ele apontou que essa questão depende da forma em que o caso for tratado, ressaltando a questão da transparência. Entretanto, ainda não estipulou um prazo para tratar dessa questão.

Em relação a decisão tomada por conta do acordo, o governador Ronaldo Caiado (União Brasil) afirmou que a penalização não deveria ser feita em todo o país. “Não tem porquê a pecuária de Goiás ou de outros estados sofrerem esse corte por parte das importações. Acho que foi uma atitude um pouco penosa a todos nós que sempre tivemos a China como grande parceiro”, afirmou.

Caiado também destacou que Goiás possui um controle sanitário que é “exemplo para o mundo”. Com uma média de exportações variando entre US$ 2,12 bilhões e US$ 3,5 bilhões nos anos que antecederam a pandemia, o estado é considerado um dos principais exportadores de carne bovina no país.

Por fim, o chefe de Estado goiano também disse que aguarda medidas rápidas por parte do Governo Federal para mostrar à China que o caso foi uma situação isolada.