Paralisada desde 2025, Casa da Mulher Brasileira terá nova construtora em Goiânia
02 outubro 2026 às 08h47

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As obras da Casa da Mulher Brasileira, paralisadas desde o fim de 2025, devem enfim ser retomadas após a Prefeitura de Goiânia concluir uma nova licitação para finalizar o empreendimento. A MRL Construtora Ltda. foi escolhida para executar o restante da construção, localizada no Setor Goiânia II, pelo valor de R$ 9.559.480,81.
O resultado consta no Termo de Homologação da Concorrência nº 6/2026, publicado no Diário Oficial do Município (DOM) desta quinta-feira, 1º. O processo foi homologado e adjudicado no dia 28 de setembro e prevê a contratação de empresa especializada para concluir a construção e equipagem da unidade.
O valor inicialmente estimado pela administração municipal era de R$ 10.378.331,14. A MRL apresentou desconto de 7,89%, reduzindo o custo em cerca de R$ 818 mil. A proposta foi posteriormente adjudicada e homologada em favor da construtora.
Obra se arrasta desde 2020
A retomada abre um novo capítulo para uma obra marcada por atrasos e sucessivos prazos de entrega não cumpridos. A implantação da Casa da Mulher Brasileira em Goiânia foi anunciada em 2020, enquanto a licitação anterior foi concluída em 2022. A ordem de serviço, porém, só foi emitida em abril de 2023, inicialmente com expectativa de entrega em 2024.
O contrato anterior, firmado com a A&A Engenharia Ltda., foi rescindido unilateralmente pela Prefeitura em dezembro de 2025 após sucessivos atrasos. Segundo a Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres, Assistência Social e Direitos Humanos (Semasdh), a empresa havia executado apenas 27% da construção em mais de três anos de contrato. Cerca de R$ 3,3 milhões haviam sido pagos até a rescisão.
Inicialmente, o município tentou dar continuidade ao empreendimento convocando a segunda colocada da antiga licitação, a Construtora Rio Manso Ltda. A empresa, porém, não assumiu os serviços, levando a Prefeitura a preparar um novo processo licitatório para executar o saldo remanescente. Em abril, o Ministério Público de Goiás (MPGO) informou que passaria a acompanhar a nova contratação e a retomada da obra.
A unidade terá mais de 3,6 mil m² e deverá concentrar diferentes serviços destinados às mulheres vítimas de violência, incluindo atendimento jurídico e psicossocial, segurança pública, alojamento provisório e ações voltadas à autonomia econômica. A proposta é reunir em um mesmo espaço órgãos e serviços que atualmente funcionam de forma descentralizada.
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