A Polícia Civil do Estado de Goiás, por meio da Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH), concluiu nesta quinta-feira, 22, o inquérito que investigou Dedilson de Oliveira Sousa por ter matado Francilei da Silva, que atropelou seu filho (Danilo Pignato, de 8 anos) na última semana, em 17 de dezembro. No inquérito, que será enviado ao Poder Judiciário, a PC entendeu que o autor agiu em legítima defesa.

No entendimento da Polícia Civil, Dedilson entrou em luta corporal e utilizou a força – por meio de socos e pedrada – como único meio capaz de repelir a agressão que ocorria contra ele. Após atropelar e matar a criança, Francilei – que carregava bebidas alcoólicas no carro no momento do atropelamento – tentou fugir e foi agredido pelo pai da vítima.

Pelas agressões, o motorista chegou a ser internado em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), mas não resistiu e morreu na última terça-feira, 20.

Entenda o caso

Momentos antes de ser prensado contra uma árvore, o garoto foi a um posto buscar água em frente sinaleiro onde vendia balas com o pai, Dedilson de Oliveira Sousa, de 41 anos. Antes de irem embora, os dois resolveram se sentar no canteiro para comer uma marmitex que haviam ganhado de um motorista que trafegava pelo local.

“Estava trabalhando na roça porque estávamos passando dificuldades. Tinha quatro dias que cheguei. Ai a gente foi trabalhar no sinaleiro que a minha mulher trabalha. Já havíamos parado de trabalhar. Aí aconteceu isso”, explicou Denílson à juíza Luciane Cristina Duarte da Silva, que a todo momento tentava acalmá-lo.

Anteriormente, a juíza Luciane Cristina Duarte da Silva já havia concedido liberdade provisória a Dedilson, por considerar que ele agiu sob “fortíssima emoção”.

Denilson foi solto pela Justiça durante audiência de custódia | Foto: Reprodução