O projeto que autoriza Goiânia a captar o empréstimo de R$ 1 bilhão não será votado na Câmara Municipal até os vereadores receberem maiores informações. Segundo o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Henrique Alves (MDB), a tramitação da proposta depende que o Paço Municipal encaminhe um plano de ação com os detalhes a respeito do uso dos recursos financeiros.

“Imagino que a Prefeitura deverá encaminhar em breve um plano de ação”, conta Alves, em entrevista para o Jornal Opção. “É importante aguardar que eles encaminhem essas informações para que o projeto continue a tramitação. Vejo que é um empréstimo importante e interessante para a população de Goiânia”, acrescenta.

Atualmente na CCJ, o presidente garantiu que o projeto só será analisado na comissão apenas com o envio do plano de ação, incluindo os detalhes para o uso do dinheiro.

Críticas

Durante a última semana, inúmeros vereadores engrossaram o couro nas críticas e cobranças de informações a respeito do empréstimo de R$ 1 bilhão. Por exemplo, as vereadores Aava Santiago (PSDB) e Gabriela Rodart (PTB) ressaltaram que a proposta poderia causar mais dívidas para a capital e ferir a legislação da responsabilidade fiscal.

Novamente, durante a sessão de hoje, a tucana voltou a criticar o projeto e teceu mais críticas ao Paço Municipal. “Com toda certeza, a aprovação desse empréstimo seria uma irresponsabilidade enorme porque não nenhum detalhamento a respeito, calendário ou histórico de bom uso do dinheiro público na atual gestão”, pontua.

Parecer da STN

O vereador Lucas Kitão (PSD) deve apresentar amanhã um pedido de diligência para Secretaria do Tesouro Nacional (STN) a respeito do empréstimo. Segundo o parlamentar, a falta de detalhes do projeto seria a motivação da pedido. Ele também ressaltou o risco que o empréstimo pode causar para a saúde financeira da capital com a dívida.