Após a vereadora Gabriela Rodart (PTB) esclarecer a decisão do Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO) que cassa seu mandato por infidelidade partidária, parlamentares se manifestaram, durante a sessão ordinária desta quinta-feira, 8, favoráveis a permanência dela na Casa. A ação foi movida pelo Democracia Cristã (DC) sob a justificativa de que os mandatos pertencem aos partidos, e não aos candidatos eleitos. Ela foi eleita em 2020 pelo DC, mas se filiou ao PTB para disputar cadeira na Câmara dos Deputados em 2022, entretanto a mudança foi fora da janela partidária.

O afastamento, no entanto, não tem efeito imediato. Só será feito após apreciação dos primeiros embargos declaratórios, caso sejam apresentados pela defesa da vereadora, que é a quarta a ser cassada na Capital.

A vereadora justifica que se desfiliou da sigla porque estava sofrendo discriminação interna. Apesar de a parlamentar ser de oposição ao prefeito Rogério Cruz (Republicanos), o líder dele na Casa, Anselmo Pereira (MDB), apoia a colega e alerta para que os partidos assistam aos parlamentares. “O partido deve assumir seu programa de governo e assistir seu parlamentar para dizer que [o mandato] é dele. Muitas vezes o vereador não está mais bem dentro daquele partido e precisa tomar uma decisão de sair”, afirmou em entrevista coletiva.

Desse modo, o decano da Casa lamenta a ação movida pelo DC. “Eu lamento profundamente. Ela é uma vereadora trabalhadora, dedicada, atenciosa. Podemos estar perdendo uma legisladora que está fazendo a diferença no parlamento. Quero que as leis maiores modifiquem para que isso não sirva de punição indireta de algozes dentro de partidos”, frisa.

Concomitante, o vice-presidente da Mesa Diretora, Clécio Alves (Republicanos), diz estar indignado com a decisão do TRE-GO. “Em nome da presidência que estou nesse momento, eu lamento profundamente que vossa excelência está passando. Uma ação injusta. Agora querem tirar seu mandato, mas vida que segue”, pontua.

Se a decisão for confirmada, em seu lugar, assume o segundo suplente da chapa do Democracia Cristã, Marcio do Carmo. O primeiro suplente, Raphael da Saúde, já é vereador em exercício porque Bessa deixou a Câmara Municipal para comandar a Secretaria de Educação da Prefeitura de Goiânia.