A Câmara Municipal aprovou nesta quinta-feira, 9, em primeira votação, o socorro financeiro para a Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg). Segundo o texto, o aporto financeiro será de aproximadamente R$ 68 milhões, com o objetivo de sanar as dívidas fiscais. Atualmente a empresa público possui sérios problemas financeiros e uma dívida de R$ 1,3 bilhão, segundo o relatório da CEI da Comurg.

Para o relator da CEI da Comurg e autor do projeto, Thialu Guiotti (Avante), essa ajuda é necessária para evitar outro colapso na coleta de lixo na capital e atende outras demandas da investigação. Em outubro, a cidade ficou com o serviço comprometido em várias regiões por conta de problemas no veículos. Segundo o presidente Alisson Borges, a atual frota seria antiga e muitos veículos estragaram ao mesmo tempo.

No mesmo sentido, o líder do prefeito Rogério Cruz (Republicanos) na Casa, Anselmo Pereira (MDB), acrescenta que sem o aporte, a Comurg poderá passar por novas crises. “A coleta do lixo em Goiânia está se recuperando e voltando a normalidade. Nós não queremos que esse episódio ocorra novamente, por isso o socorro precisa ser imediato para os equipamentos e até o aterro sanitário”, pontuou.
Questionado a respeito de como será feito o controle do repasse, Pereira admitiu que isso precisa ser mais “rígido”. O plano seria controlar os recursos por meio de uma planilha de aplicação de aporte. Ele também cobra que a empresa mostre otimização e volta a defender terceirizações de serviços.

Por fim, o decano adianta que uma parte dos recursos deve ser destinado ao Instituto Municipal de Assistência à Saúde dos Servidores de Goiânia (IMAS). “Nós vamos estender esse dinheiro para chegar em outros órgãos de socorro, como o IMAS. Então, já sabemos onde parte desse aporte será aplicado, mas ainda vamos receber a planilha de aplicação”, justifica.

Com a aprovação em primeira votação, o texto agora será encaminhado para a Comissão de Finanças, Orçamento e Economia (CFOE). Após o relatório ser aprovado lá, a matéria vai para a segunda votação no plenário.