Uma pesquisa realizada pela Universidade de Washington, em 2020, identificou um aumento substancial na presença de vermes em sushis. Desde a década de 1970, foi registrado um crescimento de até 283 vezes nas incidências. No caso de consumo por humanos, há implicações à saúde, como mal-estar, náusea, vômito e diarreia.

O nome científico da espécie analisada é Anisakis, conhecida em inglês como “herring worm”. Foi a primeira vez que um estudo comparou pesquisas anteriores para analisar a expansão global desses vermes ao longo do tempo. Esses parasitas podem ser encontrados em uma grande variedade de peixes marinhos e lulas. Ao serem ingeridos, podem invadir a parede intestinal e causar intoxicação alimentar.

Na maioria dos casos, os vermes morrem após alguns dias, e os sintomas desaparecem. Isso contribui para que o número de diagnósticos relacionados a essa infecção seja relativamente baixo.

O ciclo de vida desses vermes começa com a eclosão no oceano, seguida da infecção de pequenos crustáceos, que são consumidos por peixes menores. Esses, por sua vez, são ingeridos por peixes maiores e, eventualmente, por humanos. Os vermes não conseguem se reproduzir nem sobreviver por muito tempo no intestino humano, mas podem persistir e se reproduzir em mamíferos marinhos.

Sushimans e profissionais que trabalham com preparo de comida japonesa conseguem identificar esses vermes devido ao seu tamanho, que pode chegar a 2 centímetros. Ainda assim, alguns podem escapar dos processos de triagem e limpeza. Por isso, recomenda-se que o consumidor observe as peças de sushi ou sashimi antes de consumi-las, além de frequentar estabelecimentos de confiança.

Apesar de não causarem, em geral, quadros graves em humanos, esses vermes podem sobreviver por anos no sistema digestivo de mamíferos marinhos, como golfinhos, baleias e focas. Os pesquisadores ainda não conseguem avaliar completamente os efeitos desses parasitas nesses animais, nem como isso interfere no ecossistema aquático, já que são eliminados em grande quantidade pelas fezes.

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