Jogador do Vila Nova é alvo de busca em operação contra tráfico de drogas e armas
31 agosto 2026 às 09h51

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Hayner William, jogador do Santos cedido ao Vila Nova, foi alvo de mandados de busca e apreensão cumpridos pela Polícia Civil nesta segunda-feira, 31, em Goiânia. A ação faz parte da Operação A Tropa, que investiga uma organização criminosa com atuação interestadual suspeita de envolvimento com tráfico de drogas, tráfico de armas e lavagem de dinheiro, além de possíveis vínculos com uma facção criminosa.
Hayner é natural de Serra (ES) e tem 30 anos. O lateral-direito fez base no Rio Branco-ES e foi revelado no futebol baiano pelo Bahia. O Jornal Opção tentou contato com a assessoria do Vila Nova, que encaminhou a seguinte nota: “segundo relato do próprio atleta, não há qualquer envolvimento de sua parte com atividades ilícitas. Hayner acredita que foi incluído entre os alvos da medida judicial em razão de uma amizade de infância com um dos investigados por tráfico de drogas, que é oriundo da mesma comunidade onde o jogador cresceu, no Espírito Santo, local também relacionado a outras atletas que foram alvo da operação”.
Os mandados foram cumpridos na casa do atleta e no Centro de Treinamento do Vila Nova. Até o momento, a Polícia Civil não divulgou a identidade do jogador nem informou se algum material ilícito foi encontrado durante as buscas.
A investigação é conduzida pela Polícia Civil do Espírito Santo e conta com ações simultâneas em diferentes estados. Além de Goiás, há diligências no Espírito Santo, Rio de Janeiro e Distrito Federal.
Entre os alvos da operação também está o atacante David Corrêa, conhecido como DVD, do Vasco da Gama. No Rio de Janeiro, agentes fizeram buscas no apartamento do jogador e também no Centro de Treinamento do clube.
Operação A Tropa
Ao todo, a operação cumpre quatro mandados de prisão temporária e 15 mandados de busca e apreensão. Os investigados são suspeitos de integrar uma organização criminosa envolvida com tráfico de drogas e armas e lavagem de dinheiro.
Cerca de 100 policiais participam da operação. A ação conta ainda com apoio da Superintendência de Polícia Especializada (SPE), da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e do Núcleo de Operações e Transporte Aéreo (Notaer).
Segundo a investigação, o nome da operação faz referência à forma como os próprios suspeitos se referiam ao grupo criminoso.
No caso de David Corrêa, o Vasco informou que está colaborando com as autoridades e aguarda a conclusão das investigações.
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