Vilmar Rocha: “PSD demonstrou que foi competitivo em Goiânia. Tanto que estamos no segundo turno”

Presidente estadual do partido defende que Vanderlan Cardoso tem o melhor plano de governo e destaca “eleição absolutamente atípica” pela ausência do adversário 

Presidente estadual do PSD, ex-deputado federal Vilmar Rocha diz que o fato de Vanderlan Cardoso (PSD) não poder debater na eleição com o principal adversário pode ter atrapalhado a campanha do senador em Goiânia | Foto: Fábio Costa/Jornal Opção

O PSD tem muitos motivos para comemorar o primeiro turno das eleições. Terceiro partido em número de candidatos eleitos em todo o Brasil, a legenda conquistou 6.781 cargos eletivos em 2020. São 649 prefeitos eleitos, 508 vice-prefeitos e 5.624 vereadores. Só foi superada por MDB e Progressistas. “Mesmo sendo um partido muito novo, o PSD teve um excelente resultado e está entre os três maiores partidos do Brasil em número de prefeitos e vereadores”, comemorou o presidente estadual do PSD, o ex-deputado federal Vilmar Rocha.

Para Vilmar, a eleição nos municípios goianos também é uma vitória da estratégia adotada pelo PSD no Estado. “Das dez maiores cidades do Estado, lançamos candidatos próprios em sete. Adotamos esta estratégia para criar quadros na formação da chapa de deputado estadual e federal em 2022.”

Mesmo com desvantagem de 13 pontos nas intenções de votos em Goiânia na última pesquisa Serpes/O Popular em Goiânia para o adversário Maguito Vilela (MDB), o presidente do partido diz que o senador Vanderlan Cardoso (PSD) trabalhou para atrair os indecisos e aqueles que não foram votar, aproximadamente 30% do eleitorado da capital, para tentar reverter o quadro na capital no segundo turno.

O PSD terminou o primeiro turno das eleições como o terceiro partido com mais candidatos eleitos. Foram 6.781 filiados eleitos em todo o Brasil, sendo 649 prefeitos, 508 vice-prefeitos e 5.624 vereadores. Ficou atrás apenas do MDB e do Progressistas. Qual avaliação o sr. faz deste resultado?
É um resultado excelente. O partido é muito novo. O PSD completará dez anos em 2021. MDB e Progressistas são partidos muito antigos, com toda uma história de vida. Mesmo sendo um partido muito novo, o PSD teve um excelente resultado e está entre os três maiores partidos do Brasil em número de prefeitos e vereadores.

Como o partido lida com as críticas de que o PSD seria um partido fisiológico, sem uma ideologia ou bandeiras definidas?
Como o partido é novo, a identidade do PSD começa a ser construída a partir de agora. O PSD é um partido de centro, Inclusive é esta a razão do crescimento do PSD. Entendemos que a maioria do povo brasileiro é de centro. Não é radical. Nem direita, nem de esquerda. Entre os partidos de centro, O PSD é um partido muito importante. A identidade é construída ao longo do tempo. Com a construção da identidade, o PSD naturalmente passará a ter bandeiras.

Se você analisar os outros partidos de centro, como PP, MDB e outros, são siglas que não têm uma definição ideológica clara. Uma das principais bandeiras do PSD é a defesa da democracia e das instituições. O partido em sua formação é igual a qualquer ser vivo, com o tempo que passa a construir a sua identidade.

O PSD conquistou cinco prefeituras em capitais brasileiras no primeiro turno e está na disputa do segundo turno em Goiânia. O que representa para o partido contar com cinco prefeitos nos próximos quatro anos, número que pode subir para seis se o senador Vanderlan Cardoso for eleito na capital goiana?
Conquistamos prefeituras importantes, com destaque para a Prefeitura de Belo Horizonte (MG).

Com a reeleição do prefeito Alexandre Kalil (PSD)?
Que ganhou no primeiro turno (63,36% dos votos válidos). O PSD conta hoje com três grandes capitais no Brasil: São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. No caso do Rio, a disputa está muito indefinida, é uma política muito complicada. Em Belo Horizonte é diferente. Minas Gerais é historicamente uma grande referência política no Brasil. Na capital mineira, ganhamos a eleição no primeiro turno. Nosso projeto é fazer do prefeito Alexandre Kalil governador de Minas Gerais e reeleger o senador Antonio Anastasia. O PSD está muito forte em Minas.

Outro Estado em que ganhamos muita força foi no Paraná. Fizemos praticamente um terço dos prefeitos paranaenses. O governador é do PSD [Ratinho Júnior]. É uma liderança forte e muito jovem, que terá uma influência muito grande no Brasil.

A terceira referência do PSD em um Estado importante é a Bahia. Fizemos mais de cem prefeitos. O PSD foi o partido que mais elegeu prefeitos na Bahia. Temos dois senadores [Angelo Coronel e Otto Alencar], seis deputados federais [Antonio Brito, Charles Fernandes, José Nunes, Otto Alencar Filho, Paulo Magalhães e Sérgio Brito] e nove deputados estaduais. O que mostra que o partido também é muito forte na Bahia.

Em 2016, Kalil foi eleito em Belo Horizonte pelo PHS.
Do PHL, Kalil foi para o PSD e foi reeleito. Em Minas, temos dois senadores: Antonio Anastasia e Carlos Viana.

Kalil teve 63,36% dos votos válidos no primeiro turno, mais de 784 mil votos. O segundo colocado, que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) chegou a chamar em algumas lives de “meu candidato”, Bruno Engler (PRTB), teve 123 mil votos. Kalil teve uma votação 6,36 vezes maior do que o segundo lugar. Qual o significado desta reeleição para a força do PSD? Por que o sr. aposta em Kalil para candidato a governador em 2022?
Kalil é uma liderança nova em Minas que faz uma boa administração em Belo Horizonte, o que ficou demonstrado pela votação que recebeu, com mais de 63% dos votos no primeiro turno. Somente estes fatores já o credenciam a ser um candidato a governador fortíssimo em Minas. Além de Kalil, temos dois senadores e três deputados federais. O PSD está muito forte em Minas Gerais. Estamos na expectativa de eleger o futuro governador daquele Estado.

O senador Vanderlan Cardoso começou o segundo turno em Goiânia com alguns fatores complicadores. Houve a virada do ex-governador Maguito Vilela (MDB) nas urnas no primeiro turno com vantagem de 11,35 pontos. E no sábado a pesquisa Serpes/O Popular apontou uma distância de 13 pontos entre Maguito e Vanderlan para o domingo. Ainda é possível recuperar?
Tivemos em Goiânia uma abstenção de pouco mais de 30%. 298 mil eleitores não votaram no primeiro turno na capital goiana, fora os que votaram nulo e em branco. Não esperávamos que a diferença no primeiro turno fosse tão grande. Pensávamos que poderíamos ganhar no dia 15 de novembro, depois imaginamos que pudéssemos perder por uma desvantagem menor. Mas foi uma surpresa para nós termos perdido o primeiro turno por 11,35 pontos dos votos válidos.

Estamos trabalhando fortemente. Nossa meta é conversar com os eleitores que não foram votar. Se conseguirmos 50% dos eleitores que se abstiveram no primeiro turno, teríamos mais 150 mil votos. A diferença foi de pouco mais de 68 mil votos. Se conseguirmos de 30% a 40% dos eleitores que não foram votar, seria possível reverter o quadro eleitoral em Goiânia.

Nosso foco é intensificar a campanha, as propostas, para levar às urnas os quase 300 mil eleitores que se abstiveram no primeiro turno.

Como o sr. avalia o desempenho eleitoral do PSD em Goiás?
Foi um bom resultado pela estratégia que o partido adotou. Decidimos lançar candidatos nas médias e grandes cidades. Das dez maiores cidades do Estado, lançamos candidatos próprios em sete. Adotamos esta estratégia para criar quadros na formação da chapa de deputado estadual e federal em 2022. Mesmo em cidades nas quais tínhamos pouca possibilidade de vitória, lançamos candidato próprio a prefeito. São os casos de Anápolis, Trindade, Valparaíso de Goiás, Luziânia e Goiânia.

Quando se observa a classificação por número de votos que o partido obteve no Estado, o PSD aparece na terceira posição. Acima do PSD estão o MDB e o DEM. MDB é um partido que tem 60 anos. E o DEM é o partido que controla a máquina. Mesmo assim, ficamos no terceiro lugar em número de eleitores. Divulgamos o 55, número do partido, divulgamos o PSD e preparamos nomes para disputar a eleição de deputado estadual e federal nas cidades de médio e grande porte.

A ideia era fazer o partido estar presente na disputa majoritária?
Estar presente na disputa majoritária, principalmente nas médias e grandes cidades.

“Nosso projeto é fazer do prefeito Alexandre Kalil governador de Minas Gerais e reeleger o senador Antonio Anastasia”

“Kalil é uma liderança nova em Minas que faz uma boa administração em Belo Horizonte, o que ficou demonstrado pela votação que recebeu, com mais de 63% dos votos no primeiro turno” | Foto: Reprodução/Propaganda eleitoral obrigatória

Nesta estratégia de lançar candidatos a prefeitos nas grandes cidades, houve um vai e volta em Aparecida de Goiânia. O vice-prefeito Veter Martins chegou a colocar o nome na disputa para prefeito, mas depois voltou para a chapa do prefeito Gustavo Mendanha (MDB). O que ocorreu em Aparecida?
A nossa ideia ideia era ter candidato próprio nas três maiores cidades do Estado: Goiânia, Aparecida de Goiânia e Anápolis. Inicialmente fizemos uma aliança com o MDB e lançamos o vice na chapa de Gustavo Mendanha. Depois acabamos por lançar Veter Martins a prefeito, mas foi na última hora. O candidato voltou atrás na intenção de disputar e não tínhamos outro nome preparado para lançar como candidato.

Em Aparecida de Goiânia, o rompimento do MDB com a aliança que tínhamos feito também foi algo inesperado. Foi uma surpresa. O que só ocorreu no dia 15 de setembro, na convenção do MDB. Articulamos para lançar Veter Martins, que não quis disputar. Não tínhamos tempo hábil lançar outro nome. Mesmo assim, elegemos dois vereadores: Camila Rosa e Hans Miller.

Qual avaliação o sr. faz do resultado do PSD em Goiânia?
Em Goiânia, consideramos que o resultado foi bom. Elegemos duas vereadoras. 14 partidos só elegeram um vereador. Seis partidos elegeram dois vereadores, o Republicanos elegeu três e o MDB seis. O DEM, que é o partido do governador, elegeu apenas um vereador. O Progressistas elegeu apenas um vereador. E o PSDB elegeu apenas uma vereadora em Goiânia. Todos os três grandes partidos.

Nós elegemos dois vereadores e fomos para o segundo turno na disputa para prefeito. O PSD demonstrou que foi competitivo em Goiânia. Tanto que estamos no segundo turno. Consideramos que o resultado na capital foi positivo.

A composição da nova Câmara de Goiânia depende da análise de ações na Justiça Eleitoral por descumprimento da cota de 30% de gênero nas candidaturas dos partidos. Há o caso, por exemplo, da chapa de vereadores do Cidadania, em que uma candidata renunciou à disputa no meio do primeiro turno. Que análise o sr. faz da composição da Câmara, que tem sido definida como de perfil conservador e próximo ao Centrão? E o que esperar de resultado destas ações?
A Justiça Eleitoral irá decidir, mas darei a minha opinião sobre o caso específico que você citou. Se o partido, ao registrar o candidato, tinha um número de candidaturas e depois a candidata renunciou, entendo que o partido não será punido. A Justiça Eleitoral deve manter a votação do partido. A não ser que a renúncia tenha sido obtida através de fraude. Se tiver sido obtida através de fraude, neste caso o partido perde os votos. Caso não fique comprovado que houve fraude na renúncia da candidatura feminina, entendo que prevalece a fase do registro.

Valeria o que foi registrado na ata da convenção?
Esta é a minha opinião. Salvo melhor juízo, ou seja, depende da Justiça Eleitoral. Se na hora do registro tinha o número de mulheres, prevalece na fase do registro. Mas se as mulheres renunciaram e houve fraude, cai a chapa toda. Se não ficar comprovada a fraude, mantem-se o que estava no registro.

É uma questão com brechas na lei eleitoral ou a legislação é clara?
Entendo que não existem brechas. Dependerá de interpretação. Minha opinião muito concreta é a que apresentei. Vamos supor que você registre o número de candidatos. Duas ou três candidatas, por razões de natureza pessoal ou política, resolvem renunciar. Como você faz? É uma situação complicada. O partido não pode responder pelo ato de vontade pessoal de candidatas que renunciaram. A não ser que houve fraude, quando o partido responde. Se não houver fraude, acredito que prevalece o registro.

Um assunto que foi bastante discutido é a mudança de estratégia da campanha de Vanderlan do primeiro para o segundo turno. Houve uma interpretação de que o senador tentava no início da campanha buscar para si o legado da gestão Iris Rezende (MDB) com apresentação de novas propostas. Com o resultado do primeiro turno, houve uma mudança radical na postura, inclusive com críticas ao estado de saúde de Maguito no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. E na reta final, Vanderlan surgiu como uma espécie de candidato de oposição à gestão Iris. O sr. enxerga da mesma forma? O que o sr. aponta como erros e acertos da estratégia adotada?
Não. Dois fatores prejudicaram a campanha de Vanderlan. No primeiro turno, o senador foi muito atacado pelo MDB e pelos outros partidos, inclusive pelo PT.

Com a entrevista de 2018 ao O Popular e o áudio em defesa do senador Chico Rodrigues (DEM-RR)?
Exatamente. Foi muito atacado. Em segundo lugar, o estado de saúde de Maguito sensibiliza muito os eleitores. No Brasil, temos uma cultura de voto muito emocional e sentimental. A internação de Maguito incluiu na disputa um fator emocional que o favoreceu. Além de Vanderlan ter sido muito atacado, tivemos um fator emocional.

Um terceiro fator que prejudicou a campanha de Vanderlan foi o fato de ter ficado sem debater com o principal adversário, que está fora da eleição por estar internado. O vice de Maguito [vereador Rogério Cruz (Republicanos)] não tem aparecido. Até porque os vínculos do vice com Goiânia são muito pequenos. É um candidato a vice que veio de fora e chegou a Goiânia há pouco tempo.

Mas na última semana do primeiro turno, Vanderlan também se esquivou dos debates e preferiu não participar do último debate da campanha, que foi realizado pela TBC e que havia sido adiado pela internação de Maguito.
O principal candidato não estava presente para debater. Era um debate que estava incompleto. O fato de um dos principais candidatos ficar fora da eleição no primeiro turno dificultou o debate político. Esta é uma eleição absolutamente atípica. Não só em Goiás, como no Brasil. Um dos principais candidatos, um dos mais votados e apontados nas pesquisas está fora da discussão e do debate político em Goiânia.

Como Vanderlan e Maguito lideravam as pesquisas de intenção de votos no primeiro turno, era natural que os dois fossem criticados pelos outros adversários. A partir do momento em que Maguito é internado para tratamento da Covid-19, só tem como bater no Vanderlan. O fator emocional prejudica quem resolver criticar uma pessoa em tratamento de saúde. Por esta lógica, qual o tamanho do prejuízo para a campanha quando Vanderlan elevou o tom das críticas, inclusive aos boletins do Hospital Albert Einstein, na entrevista que concedeu à Rádio Sagres dois dias depois da votação no primeiro turno?
A maneira que Vanderlan usou para colocar o assunto foi ruim. Foram declarações mal colocadas. Talvez até pela emoção do resultado do primeiro turno. Além disto, a entrevista foi altamente politizada e explorada. Mais do que a declaração em si, a exploração política que fizeram da declaração. Muito forte. Como o eleitor e os agentes políticos em um período eleitoral ficam muito sensíveis, as declarações de Vanderlan foram muito amplificadas politicamente. Isto atrapalhou o processo eleitoral, sobretudo para Vanderlan.

Não só o processo eleitoral em Goiânia é atípico porque o candidato que lidera as intenções de votos está internado na UTI há mais de um mês, mas estamos em meio a uma pandemia causada por uma síndrome respiratória aguda grave, com uma eleição adiada para o mês de novembro e um segundo turno encurtado de quatro para duas semanas. O que estes fatores mudam ou prejudicam a estratégia que o segundo colocado precisa adotar para tentar reduzir a desvantagem para o adversário que lidera a corrida?
A primeira medida é reforçar as propostas. A campanha do 55 – do PSD – teve uma característica de apresentar propostas muito concretas e muito objetivas. Reforçamos a apresentação destas propostas. A outra estratégia é chamar a atenção da população para o fato de que nós todos desejamos – isto é sincero por parte de todos – que Maguito saia do estado grave de saúde e melhore. Mas também sabemos que a recuperação será lenta. Pode levar meses ou até um ano para a recuperação completa.

Neste período, quem irá assumir a prefeitura é o vice. E o vice é completamente desconhecido, não tem experiência de gestão e é desconectado da realidade política de Goiânia. Não tem contato mais profundo com a realidade política da cidade. Vamos chamar a atenção do eleitor também para este fato.

Qual comparação o sr. faz entre os candidatos a vice-prefeitos: Wilder Morais (PSC) e Rogério Cruz (Republicanos)?
O vice da chapa de Vanderlan é um empresário de Goiás, que estudou aqui, se formou aqui, vive em Goiânia há muitos anos. A empresa dele está instalada em Goiânia, tem vários empreendimentos na cidade. O vice de Vanderlan tem conectividade com a cidade. Wilder tem uma experiência política maior porque foi senador por mais de seis anos e foi candidato a senador em 2018. Para nós, a conectividade, o conhecimento e a capacidade de Wilder Morais com Goiânia é maior do que o vice da outra chapa.

Desde o início do governo Ronaldo Caiado (DEM), o sr. tem posicionado o PSD como um partido independente em Goiás. Mas Vanderlan fez um compromisso com o governador de apoia-lo em 2022 na busca pela reeleição. É uma aliança que pode puxar o PSD para o lado do governo?
Não. Deixei extremamente claro que a aliança era para a eleição municipal. Não só em Goiânia, como em outros municípios. Não sei se você sabe, mas o partido com o qual mais fizemos aliança não foi o Democratas. Foi com o MDB.

Inclusive em Aparecida de Goiânia.
Não só em Aparecida, mas também em Rio Verde. Em Rio Verde, o candidato a prefeito era do MDB [Dr. Osvaldo], o vice era do PSD [Manoel Pereira]. Tivemos 41,91% dos votos. E em muitas outras cidades. Nós fixamos uma diretriz: o PSD municipal tinha plena liberdade de fazer aliança com qualquer partido que desejasse em sua cidade. Garantimos autonomia e independência para que o PSD em cada município fizesse as suas alianças. Fizemos coligação com todos os partidos. Até mesmo com o PT.

O mesmo ocorreu com o DEM e com o MDB. Cada município tem uma realidade. Em Goiânia, não fomos nós que apoiamos o candidato do DEM. Foi o DEM que apoiou o candidato do PSD. As alianças nas cidades são alianças municipais. Nós não temos qualquer compromisso de aliança com partido A, com o partido B ou com o C para 2022. As decisões para a eleição estadual se darão em 2022. Será quando iremos definir com quem faremos aliança. Aquela aliança que for melhor para o nosso partido.

Em Luziânia, que é um dos maiores colégios eleitorais do Estado, o PSD tinha um candidato [Wilde Cambão] e disputou com o candidato do DEM [Diego Sorgatto]. Inclusive o presidente do DEM, que é o governador, naturalmente apoiou o candidato do DEM contra o candidato do PSD. Este é apenas um exemplo de que a eleição municipal é uma realidade. A eleição de 2022 é outra realidade. O PSD mantém sua completa independência. Só vamos decidir as alianças em 2022.

“Se conseguirmos 50% dos eleitores que se abstiveram no primeiro turno, teríamos mais 150 mil votos”

“Se conseguirmos de 30% a 40% dos eleitores que não foram votar, seria possível reverter o quadro eleitoral em Goiânia” | Foto: Reprodução/Facebook

As pílulas que o PSD utilizou no segundo turno em Goiânia na tentativa de colar o PT e o PSDB à candidatura de Maguito Vilela não podem ser vistas como incoerência, já que o partido está aberto a fazer aliança com todas as siglas em outras cidades, mas critica estes partidos na capital?
A aliança que fizemos com o PT foi em uma pequena cidade do interior que tem ligação com aquela realidade local. Acredito que em 2022 não iremos fazer aliança com o PT. O Partido dos Trabalhadores está em um campo político diferente do nosso. Na eleição municipal a realidade observada é a local. Não podemos projetar uma realidade que é exclusivamente local para uma realidade estadual ou nacional. A eleição local é uma eleição local. Tem suas próprias realidades. As eleições estadual e nacional têm outras realidades e motivações.

Se o sr. diz que o PSD deixará a negociação das alianças estaduais para 2022, a insistência de Vanderlan em apoiar a reeleição de Caiado pode reduzir o espaço de permanência do senador no partido e indicar uma possível saída de Vanderlan do PSD?
Daqui até 2022, temos muito tempo para conversarmos internamente e estarmos juntos nesta aliança. Trabalharei para que o partido chegue unido na aliança de 2022. Há muito espaço e tempo para trabalharmos esta questão.

Temos visto algumas discussões sobre a criação de uma frente ampla de centro ao Bolsonaro que incluiria os ex-ministros Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública), Luiz Henrique Mandetta (Saúde) e o apresentador Luciano Huck para 2022. No segundo turno em São Paulo, o candidato Guilherme Boulos (PSOL) conseguiu atrair o apoio de nomes da esquerda como o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), dos ex-ministros (Ciro Gomes), Marina Silva (Rede) e do governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB). O sr. acredita que estas frentes têm condições de se consolidarem até a eleição presidencial de 2022?
Teremos em 2022 no plano nacional três candidaturas fortes. Uma candidatura da esquerda, uma candidatura da direita, que é o Bolsonaro, e uma candidatura de centro. Vamos ajudar – eu, inclusive, irei participar na discussão nacional com o PSD – a viabilizar uma candidatura de centro para concorrer contra os dois extremos, tanto com a direita representada pelo Bolsonaro quanto pela esquerda representada pelos partidos de esquerda. Ainda não temos o nome. Este nome será construído. Irá aparecer e será fortalecido. Iremos fazer uma forte aliança de centro para ganhar as eleições presidenciais de 2022.

É possível dizer qual dos nomes citados no centro ou centro-direita e na esquerda que sai mais fortalecido para chegar com condições de ser eleito em 2022?
Não. Quem saiu fortalecido das eleições municipais de 2020 – a maioria das análises caminha nesta direção – foi a voz do povo brasileiro, que demonstrou que não quer candidatos radicais, extremistas. A população voltou a expressar a sua vontade por um candidato de centro da política, não mais um outsider. Esta é uma tendência muito clara, o que favorece a candidatura de centro que teremos em 2022. Os extremos serão minoritários.

Precisaremos ter habilidade, competência e articulação política para encontrar um nome à altura e aceito pela maioria da sociedade para nos engajarmos nesta candidatura. Uma das grandes tendências desta eleição foi o retorno ao centro, inclusive com o enfraquecimento do Bolsonaro. Eu torci pela derrota do presidente Donald Trump nos Estados Unidos. Eu torci pelo Joe Biden. Porque Trump e Bolsonaro representam uma visão da sociedade que não é democrática. É uma visão que tem fundo autoritário, populista e discriminatório.

Não acredito que a maioria do povo brasileiro e das sociedades modernas querem este projeto representado por Trump e Bolsonaro. As pessoas querem democracia, liberdade e inclusão. Esta é a maioria. Acredito que o resultado das eleições presidenciais norte-americanas terá repercussão no Brasil.

O sr. citou que torceu pela eleição de Biden nos Estados Unidos contra a figura do outsider que não representa a democracia, o que seria uma das características de Trump. Mas Biden, mesmo como membro do Partido Democrata, não tem sido encarado como uma figura tão progressista norte-americana. Biden poderia ser um representante de uma ala de direita ou centro-direita entre os democratas dos Estados Unidos?
Nos Estados Unidos não existe um campo de esquerda na visão política, ideológica e doutrinária europeia. O Partido Republicano é mais claramente de direita. E o Partido Democrata é uma sigla mais de centro, com mais sensibilidade a favor das causas da inclusão, da não discriminação e dos direitos humanos.

A esquerda norte-americana estaria mais ligada aos partidos independentes, que gozam de menos espaço e representatividade em votos?
A esquerda nos Estados Unidos não tem representatividade. Até porque a maioria esmagadora da sociedade norte-americana é de direita, representada pelo Partido Republicano, ou mais de centro, representada pelo Partido Democrata.

O sr. citou que poderemos ter três nomes fortes: Bolsonaro em busca da reeleição, um candidato de esquerda e outro de centro ou centro-direita. Bolsonaro, mesmo com análises que dão conta de um enfraquecimento eleitoral de suas bases nos municípios, o presidente tem de 25% a 30% de eleitores fieis. Podemos descartar o fato de que este eleitorado seria suficiente para coloca-lo no segundo turno em 2022?
Bolsonaro tem de 25% a 30% de apoio hoje. Será que o presidente terá os mesmos 25% a 30% de eleitores em 2022? É uma dúvida.

É uma boa pergunta.
2018 foi uma eleição de ruptura. Uma eleição de virada.

Ninguém olhou em quem estava votando, é isto?
A população queria derrotar o PT e a esquerda. O que o eleitor via com mais clareza contra a esquerda e o PT era o Bolsonaro. Houve um movimento muito parecido na eleição de Fernando Collor (à época no PRN) em 1989. Collor não foi eleito pelos possíveis méritos que teria, mas porque o povo não queria o PT.

O próprio Collor no debate acusou o PT de querer sequestrar as cadernetas de poupança dos brasileiros, algo que Collor viria a fazer como presidente depois de eleito.
Exatamente. O certo é que a eleição de 2018 foi muito parecida com a de 1989. Na eleição de 1989 tínhamos nomes de peso político, representativos, como por exemplo Aureliano Chaves (antigo PFL, hoje DEM), Ulysses Guimarães (MDB), Leonel Brizola (PDT), Paulo Maluf (à época no extinto PDS) e Afif Domingos (à época no PL). Mas foi eleito Collor.

Algo igual ocorreu na eleição de 2018. Só que agora o ambiente político é diferente de 2018. Vejo a grande possibilidade, tal qual ocorreu nos Estados Unidos, de ser eleito um candidato de centro. Um candidato que defend com clareza a democracia, que defenda o respeito às instituições e que defenda e trabalhe valores universais, como os direitos humanos, o meio ambiente, a inclusão. Superada esta ruptura registrada em 2018, a maioria do eleitorado apoiará em 2022 um candidato de centro que tenha estas características.

Ao longo dos quase dois anos de governo Bolsonaro, falou-se por diversas vezes que havia chegado o momento da queda do apoio ao presidente. Parte dos analistas avalia que grande parte do apoio a Bolsonaro hoje vem do auxílio emergencial. Na segunda-feira, 23, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que a partir de janeiro o benefício irá acabar. O fim do auxílio emergencial pode ter impacto na popularidade de Bolsonaro?
Esta popularidade do Bolsonaro em função do auxílio é também emergencial. É um apoio provisório. Não é sustentável. Representa muito o momento. Vejo Bolsonaro perder força daqui até 2022. O presidente deve chegar até 2022 muito enfraquecido politicamente.

Qual é a situação da relação do PSD com o governo Bolsonaro? Hoje o partido controla o Ministério das Comunicações com o deputado federal Fábio Faria (PSD-RN).
O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, tem colocado e reiterado esta questão. E é o que vejo na maioria do partido na esfera nacional. Nossa posição é de independência em relação ao governo Bolsonaro. Não fazemos parte do Centrão e não somos da base de Bolsonaro.

O ministro da Comunicações está no cargo em função de uma relação pessoal que Bolsonaro tem com alguns parlamentares, deputados ou senadores, do PSD. Assim como tem no DEM. O DEM tem dois ministros [Onyx Lorenzoni (DEM-RS) na Cidadania e Tereza Cristina (DEM-MS) na Agricultura e Pecuária]. No entanto, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), não é da base de Bolsonaro.

Rodrigo Maia é inclusive um crítico ao governo Bolsonaro.
Inclusive é um crítico. A posição da maioria do PSD nacional é de independência com relação ao governo, não faz parte da base e não está inserido no Centrão. Em algumas votações, deputados e senadores se aproximam e votam com o Centrão. Mas não é a posição do partido, que majoritariamente tem uma posição de independência.

Em que posição estará o PSD na disputa presidencial de 2022?
Logo após as eleições municipais no primeiro turno, o presidente Gilberto Kassab citou três nomes que poderiam ser candidatos do PSD a presidente da República. O governador do Paraná, Ratinho Júnior, que está indo muito bem na gestão do Estado, o senador Antonio Anastasia, de Minas Gerais, que já foi governador, e o terceiro nome é o do senador Otto Alencar, da Bahia.

“Bolsonaro tem de 25% a 30% de apoio hoje. Será que o presidente terá os mesmos 25% a 30% de eleitores em 2022?”

“Só que agora o ambiente político é diferente de 2018. Vejo a grande possibilidade, tal qual ocorreu nos Estados Unidos, de ser eleito um candidato de centro” | Foto: Fábio Costa/Jornal Opção

O senador Antonio Anastasia já conseguiu descolar completamente sua imagem do deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG)?
Completamente. Hoje está no PSD e segue as diretrizes do partido. Os três nomes, Antonio Anastasia, Ratinho Júnior e Otto Alencar, foram citados pelo Kassab como políticos prováveis para a disputa presidencial. Nomes com capacidade, com repercussão, com estatura para serem candidatos a presidente da República pelo PSD. Até 2022, o partido irá analisar e articular.

Temos duas alternativas. A primeira é lançar um candidato próprio no primeiro turno. O PSD tem estrutura nacional e lideranças com possibilidade e capacidade de disputar no primeiro turno e fazer uma composição no segundo turno. A segunda alternativa, a depender de como avançará o processo político até 2022, é integrar a aliança de partidos e forças políticas de centro e apoiar outro nome que não seja do PSD, mas que seja do centro político, do centro democrático.

Apesar de estarmos no final do processo e parecer ser uma questão superada, gostaria de saber como o deputado federal Francisco Júnior lidou com a desistência da pré-candidatura para que o senador Vanderlan Cardoso fosse o nome do PSD a prefeito em Goiânia?
Francisco Júnior teve uma postura muito equilibrada, muito inteligente e muito democrática. Até porque, antes das eleições, em todas nossas conversações internas, o deputado Francisco Júnior sempre me disse: “Vanderlan, se você quiser ser candidato a prefeito de Goiânia eu abro mão porque você está melhor colocado nas pesquisas”. No primeiro momento, Vanderlan não queria ser candidatos. Apresentamos a pré-candidatura de Francisco Júnior.

Quando Vanderlan quis ser candidato, reunimos o partido. Conversamos bastante e Francisco Júnior disse que abriria mão da candidatura sem problema. A conversa no partido já havia sido feita com Vanderlan. Caso o senador quisesse ser candidato, o deputado Francisco Júnior desistiria da disputa. Articulamos esta questão de uma maneira muito pacífica internamente.

Tanto é verdade que o coordenador geral da campanha de Vanderlan é o [ex-]deputado Simeyzon Silveira, que é nosso presidente metropolitano do PSD. Francisco Júnior integrou a campanha, participa e foi o coordenador do plano de governo. Conduzimos a questão internamente de uma forma muito tranquila e natural.

Apesar de não estar ligado aos projetos políticos do prefeito Iris Rezende e do governador Ronaldo Caiado, como o sr. avalia as declarações de terça-feira, 24, com o convite feito por Caiado para que Iris integre a equipe do governo a partir de janeiro?
É um gesto de respeito. Eu inclusive fiz uma visita ao prefeito Iris Rezende na segunda-feira no Paço Municipal. Iris me ligou recentemente, conversamos bastante, e marcamos uma conversa. Estava marcada para a semana passada, mas eu não pude ir. Remarcamos e ontem fui ao Paço. Conversamos por quase duas horas no gabinete do prefeito. Foi uma visita muito amistosa, na qual avaliamos a política no geral e lembramos de muitos fatos.

O prefeito Iris reafirmou que realmente irá encerrar a carreira política no dia 31 de dezembro. Tanto o meu gesto quanto o gesto do presidente do DEM são demonstrações de respeito e consideração por um político que tem uma larga história na política de Goiás, que todos nós respeitamos e consideramos esta história.

O sr. citou a conversa recente de quase duas horas com o prefeito no gabinete de Iris na prefeitura. Nesta conversa sobre a política em linhas gerais o sr. citou quer foram lembrados alguns acontecimentos. É possível citar trechos relevantes desta conversa com o prefeito Iris Rezende?
O prefeito apenas fez um relato detalhado do que tem feito em Goiânia e como está a gestão da capital. Inclusive conversamos porque durante o período da gestão de Iris Rezende eu era o secretário estadual da Secima. A Secima era a Secretaria de Meio Ambiente, Recursos Hídricos, Assuntos Metropolitanos, Cidades e Infraestrutura. Neste período, tive um relacionamento grande com o prefeito Iris.

Discuti com o prefeito na segunda-feira a situação da obra de extensão da Avenida Leste-Oeste, tanto a reforma da Praça do Trabalhador quanto a Leste-Oeste no tramo leste, que vai da Praça do Trabalhador até Senador Canedo. Quando eu era secretário, nós sobrevoamos de helicóptero toda esta região da Avenida Leste-Oeste, da Praça do Trabalhador até Senador Canedo. Naquela época, o Estado foi muito cooperativo com a Prefeitura de Goiânia em diversas ações.

Perguntei ao prefeito como está a obra da Avenida Leste-Oeste. Iris Rezende me respondeu que a obra está em andamento, que a prefeitura já fez muita coisa, mas que a construção não será concluída em 2020. Fizemos uma avaliação da gestão de Iris Rezende em Goiânia do que efetivamente do processo eleitoral em Goiânia.

Pela conversa que o sr. teve com o prefeito Iris Rezende, é possível dizer o que próximo prefeito de Goiânia, seja eleito Maguito ou Vanderlan, encontrará?
O prefeito Iris Rezende tem muitas obras em andamento que não serão concluídas até o dia 31 de dezembro. Darei como exemplo a reforma da Praça do Trabalhador e a Leste-Oeste, que é uma construção importantíssima.

O BRT Norte-Sul recebeu um pedido de adiamento da conclusão apresentado pela gestão Iris Rezende em outubro.
O BRT é uma obra que começou na gestão do prefeito Paulo Garcia (PT). Qualquer que seja o próximo prefeito de Goiânia, é mandatório, por uma questão de responsabilidade, concluir as obras que ficarão em andamento. Seja Vanderlan ou Maguito o prefeito, as obras têm de ser concluídas. É uma questão de responsabilidade. O novo prefeito pode dar um novo foco à gestão. Notamos que a saúde precisa de uma atenção muito especial em Goiânia, sobretudo a saúde básica.

A saúde talvez seja o ponto de maior crítica presente na Câmara Municipal contra a gestão Iris Rezende. Vanderlan tentou explorar o assunto no primeiro programa de rádio e TV do segundo turno na sexta-feira, 20. O sr. disse que a saúde precisará de mais atenção.
A saúde básica em Goiânia precisará de uma atenção especial. Outra questão que me agrada nas propostas apresentadas por Vanderlan é a criação das sete regionais com polos de desenvolvimento. Um exemplo é a Região Noroeste de Goiânia, que tem população aproximada de 300 mil habitantes. É quase do tamanho de Anápolis.

Criar naquela região um polo de desenvolvimento é uma proposta muito interessante. E também, de algum modo, descentralizar a administração da prefeitura. Que a gestão não fique centralizada. Esta é uma proposta do Vanderlan que considero muito interessante. Destacaria duas questões. A primeira é a saúde. A segunda seria a criação dos polos de desenvolvimento e a descentralização, com geração de emprego e renda mais perto da casa das pessoas.

Ainda destacaria um terceiro ponto, que foi pouco discutido. Precisamos melhorar muito, por meio de uma reengenharia, do transporte coletivo em Goiânia.

É uma questão que depende bastante da relação do próximo prefeito com os gestores das outras cidades da Região Metropolitana.
É claro. Mas tem de se criar uma consciência de Região Metropolitana.

Quando o sr. estava à frente da Secima, o Estado iniciou o processo de elaboração do Plano da Região Metropolitana.
Contratamos a Universidade Federal de Goiás (UFG), a Funape [Fundação de Apoio à Pesquisa]. Pagamos muitas parcelas. A UFG avançou muito no Plano de Desenvolvimento da Região Metropolitana.

O que foi feito deste projeto?
Foi interrompido. É preciso perguntar para o governo do Estado. O projeto havia avançado muito. Enviamos um projeto à Assembleia Legislativa e aprovamos uma nova lei de reorganização da Região Metropolitana. Fizemos um primeiro curso do Brasil, ministrado pela UFG, para 50 técnicos das prefeituras da Região Metropolitana sobre gestão de regiões metropolitanas.

Foi um trabalho muito importante que realizamos, mas que infelizmente foi interrompido com a mudança de governo. Não tenho informação de como está o término do Plano de Desenvolvimento da Região Metropolitana com a UFG. O projeto já estava 50% executado e pago.

“Quando eu era secretário, nós sobrevoamos de helicóptero toda esta região da Avenida Leste-Oeste, da Praça do Trabalhador até Senador Canedo”

“O prefeito Iris reafirmou que realmente irá encerrar a carreira política no dia 31 de dezembro” | Foto: Reprodução/Facebook

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.