“Saúde e segurança serão minhas prioridades à frente da Prefeitura de Aparecida”

Peemedebista mostrou força ao ser eleito ainda no primeiro turno e promete aprimorar a elogiada administração de seu companheiro de partido Maguito Vilela

Prefeito eleito de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha, em entrevista | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

Prefeito eleito de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha, em entrevista | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

“A gente brinca, dizendo que fomos trocados na maternidade.” A frase de Gustavo Mendanha se refere a Daniel Vilela. O vereador e prefeito eleito de Aparecida de Goiânia e o deputado federal têm a mesma idade – 33 anos – e são filhos de dois políticos históricos do PMDB – o ex-deputado Léo Mendanha, de estilo polêmico e combativo, e Maguito Vilela, ex-senador, ex-governador e a quem Gustavo vai suceder na administração da cidade. É que o jovem vencedor das eleições no município tem estilo diplomático, semelhante ao do pai de Daniel.

A gestão elogiada de Maguito foi fundamental para que Gustavo Mendanha conseguisse ganhar, ainda em primeiro turno, uma eleição que teoricamente seria muito disputada, contra dois fortes adversários – o deputado estadual Marlúcio Pereira (PSB) e o empresário da educação Professor Alcides (PSDB). O prefeito eleito admite o peso de seu correligionário, a quem sucederá no poder, mas vê ainda outro fator: “Eu era o candidato ‘novo’ nesta eleição e isso com certeza também influenciou”, explicou à equipe do Jornal Opção.

Gustavo tem agora a responsabilidade nada leve de dar sequência à boa administração do PMDB no município. Já tem 15 dos 25 vereadores eleitos de seu lado e vê que conquistará com facilidade o apoio de pelo menos 3 outros. A prioridade número um são, na verdade, duas: cuidar da saúde e da segurança, pontos que ainda são desafio para Aparecida de Goiânia, uma cidade que ganha cada vez mais autonomia econômica e política em relação à capital. Em tempo: a mudança de nome do município – para “Aparecida de Goiás” ou “Aparecida” – é uma discussão já em pauta e da qual o futuro prefeito quer participar.

Euler de França Belém – Em que momento o sr. sentiu que a eleição estava ganha?
Desde o início eu tinha certeza que venceria. Mas, ganhar no primeiro turno, isso foi faltando 13 dias para a eleição. Então, tivemos muita clareza de que a vitória aconteceria, as pesquisas já indicavam esse resultado. Acredito em dados científicos. A campanha vinha bem, mas não tínhamos números suficientes para ganhar no primeiro turno, então houve uma crescente, e os adversários começaram a cair nos índices – Alcides Ribeiro (PSDB) caindo muito e o Marlúcio Pereira caindo também, embora menos.

Elder Dias – As pesquisas chegaram a apontar empate técnico entre os três candidatos. E seus adversários foram pessoas conhecidas na cidade. Além do apoio do prefeito Maguito Vilela, em uma gestão muito bem avaliada, o que foi fundamental para esse resultado?
Foi uma soma de fatores, mas fundamentalmente foi mesmo a administração do prefeito Maguito na cidade. Eu fui o candidato “novo”, com o perfil que as pessoas se identificavam. Teve também meu conhecimento da cidade, nos debates e reuniões, em que eu falava com muita propriedade. E posso dizer que talvez meus adversários não fizeram a lição de casa, embora sejam políticos antigos, mas mostraram conhecem muito pouco aquilo que está acontecendo atualmente, apresentaram alguma propostas totalmente inexequíveis e o eleitor identificou esse problema. Outra questão é que nossa campanha foi muito competente. Nossos candidatos a vereador carregaram a bandeira, as mulheres se envolveram, os jovens da mesma forma. Enfim, como eu disse, foi uma soma de fatores que nos deu essa vitória. E sem dúvida a presença e a atuação do prefeito Maguito Vilela foram nossos principais trunfos.

Cezar Santos – A eleição já é história, então, olhando para frente e pensando na administração, como o sr. pretende driblar as dificuldades financeiras que a crise provoca? Os Estados e os municípios penam com a diminuição de arrecadação, principalmente com a queda dos Fundos de Participação dos Estados (FPE) e dos Municípios (FPM). Nesse cenário, como resgatar seus compromissos de campanha?
Com criatividade, mas é imprescindível fazer parcerias com os governos federal e estadual para continuar realizando obras e atendendo os anseios da comunidade de Aparecida. O governo federal teve participação muito importante na cidade nestes oito anos. Embora o prefeito não seja do PT – e eu também não sou – Aparecida recebeu, nesse período, mais recursos do que Goiânia e Anápolis, que foram e ainda são administradas por prefeitos petistas. As parcerias foram fundamentais.

Também vamos contar com a boa relação que temos com deputados federais. Por exemplo, nosso trânsito com uma figura emblemática no governo Temer, que é o ex-deputado Sandro Mabel [considerado um “ministro sem pasta” no novo governo], e já estamos pleiteando recursos, sempre com contrapartida do município.

Contamos também com o governo estadual. Estarei dialogando sempre com o governador. O governo arrecada muito no município e isso tem de retornar em forma de obras, o que nós vamos cobrar.

Cezar Santos – Qual sua prioridade número 1 quando assumir o mandato, no dia 1º de janeiro de 2017?
Tenho duas prioridades: saúde e segurança. Na saúde, a cidade já deu os primeiros passos, com a construção de vários equipamentos públicos importantes para que possamos melhorar o atendimento. O mais simbólico vai ser entregue nos próximos dias, que é o Hospital Municipal, algo que até hoje não tínhamos. Queremos melhorar o atendimento, dar mais eficiência, contratar novos profissionais por meio de concurso público e comprar equipamentos de última geração para isso. Não vamos deixar faltar medicamentos, o que nos últimos dias tem ocorrido por causa de problemas de licitação – empresas que ficam em segundo lugar entram com recursos, o que tem atrasado a compra de remédios.

O segundo ponto é a segurança, que sabemos ser responsabilidade do Estado, mas não vamos nos eximir de contribuir para diminuir a criminalidade em Aparecida. Vi hoje matéria no jornal dizendo o quanto os crimes aumentaram lá nos últimos anos, mas nós, como administração municipal, fizemos nossa parte, investindo na infraestrutura, na construção de equipamentos públicos, na geração de empregos, atraindo indústrias. Nós nos tornamos uma cidade universitária não só com os campi estaduais e federais, mas também com muitas instituições particulares. A cidade se desenvolveu muito, mas a segurança, que é de responsabilidade do governo estadual, não está acompanhando esse desenvolvimento. Temos hoje um efetivo de Polícia Militar e de Polícia Civil muito baixo para o tamanho da cidade, que tem quase 600 mil habitantes. Nossas delegacias estão sucateadas.

Augusto Diniz – O que o sr. planeja para contribuir diretamente com a segurança?
Vamos fazer investimentos tanto em prevenção — educação, cultura, lazer, esporte — como também contribuir para combater o crime com inteligência, ampliando o sistema de videomonitoramento que já existe na cidade. Temos 53 pontos monitorados com câmeras de última geração que captam até um quilômetro e meio de distância com nitidez de imagem. Nesses pontos a criminalidade diminuiu muito, porque inibe a ação dos bandidos e vândalos. Vamos ampliar para pelo menos mais 200 pontos monitorados. Vi que em Goiânia os Cmeis [centros municipais de educação infantil] não são monitorados, mas em Aparecida nós temos esse sistema. Claro que isso não impede que ocorram os furtos, mas é algo que ajuda na identificação dos responsáveis. Vamos levar esse sistema também para as unidades de saúde, as UBS [unidades básicas de saúde], as UPAs [unidades de pronto atendimento], o Hospital Muni­cipal, a maternidade, os centros de especialidades. Vamos ajudar para que as Polícias Militar e Civil prendam mais rapidamente os criminosos em Aparecida.

Outro ponto importante é que vou trazer um sistema novo, que já tem em algumas cidades, o “smart city”, em que se faz a leitura facial e de placas de veículos. Se o cidadão com mandado de prisão em aberto estiver num ponto monitorado, o sistema faz a leitura, identifica, e manda a polícia para realizar a abordagem e verificar se a pessoa de fato tem problemas e, se for o caso, conduzi-la para a cadeia. Na leitura de placas, os veículos roubados têm a placa cadastrada no sistema, que fica verificando de forma automática nas imagens captadas, o que vai facilitar a recuperação de veículos roubados e prisão dos criminosos. Lembrando que na região metropolitana há várias quadrilhas especializadas em roubo de carros. Vamos atuar para ajudar as polícias em Aparecida.

Cezar Santos – E quanto à Guar­da Metropolitana de Aparecida?
Temos a Guarda Civil com cerca de 450 homens, o que é mais do que o efetivo da PM na cidade. Há uma turma em formação de mais 163 agentes que vão às ruas a partir do ano que vem. Vamos dar condições de trabalho a eles. Em princípio, a Guarda foi criada para cuidar do patrimônio público municipal, mas a legislação permite que seja força auxiliar e vamos, então, continuar nesse trabalho. Aliás, a Guarda Civil de Aparecida tem feito mais apreensões do que a própria PM, até pelo maior efetivo.

Augusto Diniz – O prefeito Maguito transformou a diretoria de projetos e recursos em secretaria, o que tem sido copiado. A titular da Secretaria Especial de Projetos e Captação de Recursos de Aparecida, Valéria Pettersen, até foi convidada pelo governador Marcelo Miranda (PMDB), do Tocantins, a ir para lá. O sr. vai manter essa estrutura? A secretária permanece?
Não vou antecipar nomes da equipe, não vou falar de Valéria, pessoa de quem gosto muito, mas essa pasta de captação de recursos é um “case” que nós temos e que está sendo copiado por várias cidades. Fomos uma das primeiras cidades do país a inovar nesse sentido. Acho que até Goiânia nos copiou. Com certeza vou manter esse modelo, que de fato deu muitos frutos para a cidade. É uma secretaria que está só para fazer esse trabalho de captação, que elabora os projetos. Não adianta apenas articulação, visitas a Brasília, que é importante, mas os projetos são fundamentais, e nossa pasta faz bem esse trabalho, que foi imprescindível para que viessem recursos.

Euler de França Belém – O que a prefeitura vai fazer em relação ao saneamento? Parece que ainda há muita deficiência nessa área…
Sim, mas temos um contrato com a Odebrecht e não se pode rompê-lo de uma vez. A empresa vem realizando obras, mas muito aquém do previsto em contrato e sabemos a dificuldade que ela está passando [a empresa é uma das investigadas na Operação Lava Jato e seu presidente, Marcelo Odebrecht, está preso em Curitiba]. Vamos impor o que está no contrato, aplicar multas pesadas e, se não for possível regularizar, vamos até buscar seu rompimento. Já disse isso várias vezes e até fui criticado, mas não dá para esperar mais, há muitas famílias sem água tratada, em regiões que há alguns anos eram locais usados para descarte de lixo hospitalar. Setenta por cento da cidade está coberta por água tratada, mas em grande parte ainda falta água ou a água que chega é enlameada. E para o esgoto a cobertura é ainda insignificante, não chega nem a 30% da cidade. Isso atrapalha o desenvolvimento, principalmente na questão da verticalização e de empreendimentos maiores.

Euler de França Belém – Esse programa da Odebrecht cobre a cidade toda?
Sim, até 2018.

Euler de França Belém – O sr. não entende que, de certa forma, não seria melhor fazer esgoto do que asfalto?
Acho que dá para levar esgoto e asfalto juntos…

Elder Dias – Mas esgoto não dá voto e asfalto, dá. Se fosse perguntado à população o que ela preferiria receber, qual o sr. acha que seria a resposta?
Não vejo dessa maneira. É uma coisa que foi dita muitas vezes no passado, mas o povo hoje tem conhecimento do quanto a água é importante, do quanto ter uma rede de esgoto é questão de saúde. O nome já diz, “saneamento básico”. As pessoas já têm conhecimento de que antes do asfalto tem de chegar o esgoto, talvez por isso elas têm clamado tanto por essa rede.

Elder Dias – Em Aparecida há bairros que não têm nem asfalto nem esgoto. Como resolver?
Com recursos próprios nós poderemos fazer sem saneamento básico. Pode ser feito diante de determinada situação. Em bairros antigos, que a Saneago vem rasgando a massa asfáltica, praticamente tem de se fazer novo asfalto. Grande parte do asfalto feito nos municípios é com recursos federais e contrapartida das prefeituras.

Elder Dias – A rede de água tratada de Aparecida depende do reservatório do Ribeirão João Leite, que garantiria o abastecimento da região metropolitana até 2025, mas esse prazo diminui com o crescimento populacional. Como fica essa situação para daqui a alguns anos?
Sim. Nós temos o Aquífero Guarani, que é gigante e está também sob a cidade de Aparecida, com condições de abastecer várias cidades.

Elder Dias – A utilização desse recurso, porém, requer muito investimento. O que notamos, porém, é uma falta de consciência total em relação à utilização, por conta do desperdício e também da própria estrutura deficitária da Saneago. Como fica a situação do prefeito, então, já que é um problema sério, embora não de responsabilidade direta do município?
De fato, é um problema que acaba desaguando no prefeito. Mas o saneamento, a segurança e o ensino médio são de responsabilidade do Estado. Têm coisas que competem à União, outras ao Estado e outras, ainda, aos municípios. Por falta de as pessoas terem consciência real do que é competência de cada parte, acaba caindo tudo nas costas do prefeito.

Cezar Santos – Uma pequena joia na questão ambiental da Grande Goiânia é a Serra das Areias, em Aparecida, que sofreu um processo de degradação, mas hoje é uma área de preservação permanente (APP). A serra está bem cuidada hoje?
É uma questão complicada. A Serra das Areias, mesmo tendo se tornado uma APP, ainda pertence a particulares. Um projeto que foi votado na década de 80 transformou a serra em parque, o que prejudicou muito a cidade. Por quê? Porque, para ser parque, não se pode fazer nada em entorno. E esse limite afeta o centro de Aparecida.

"Há recursos para que seja criado o parque da serra das areias em seu sopé, com instalação de equipamentos. mas a área ainda é de particulares”

“Há recursos para que seja criado o parque
da serra das areias em seu sopé, com instalação de equipamentos. mas a área ainda é de particulares”

Elder Dias – É o que se chama de zona de amortecimento…
Exatamente. Basicamente isso atinge 70% daquela região da cidade. Nós, então, votamos um projeto que colocava essa área como APP. Só que o local continua na mão de particulares. Então, não existe nenhum investimento da prefeitura para que possamos conservar essa área. Quem sabe, avançando um pouco mais em breve, e de fato tornemos lá um patrimônio público com nosso investimento. Há recursos para que seja criado o Parque da Serra das Areias, em seu sopé, com alguns equipamentos que serão instalados. Mas, como eu disse, essa área ainda pertence a particulares.

Cezar Santos – Mas a administração não pode fazer alguma ação, quem sabe parcerias com esses proprietários?
Na verdade, esse projeto já avançou um pouco. Lá já se permite, principalmente onde não se vá degradar o meio ambiente, fazer empreendimentos, chácaras e clubes de ecoturismo. Mas talvez o grande avanço será mesmo desapropriar. Só que hoje o poder público não tem aporte financeiro para fazer isso, é inviável.

Elder Dias – Em Goiânia, a questão da expansão urbana está sendo colocada novamente como uma necessidade, apesar de haver mais de 100 mil lotes vagos. Também em Aparecida há grandes áreas de vazios urbanos. Como está sendo planejada, se está, a expansão urbana em seu município?
O manual do Plano Diretor prevê expansão basicamente para condomínios fechados, principalmente na região leste, onde está sendo construída a Universidade Federal de Goiás (UFG). Existem alguns projetos de lei que foram votados e que levaram à redução dos vazios urbanos pela cidade. Um ponto foi a construção de equipamentos públicos por toda a cidade: levamos Cmeis [centros municipais de educação infantil], UBSs [unidades básicas de saúde], praças etc. Posso dizer que isso ajudou bastante a reduzir os vazios urbanos. Mas há uma ferramenta interessante, que é o ITU [Imposto Territorial Urbano] progressivo.

Elder Dias – E isso está funcionando?
Sim, embora os contribuintes reclamem muito. De qualquer forma, é uma ferramenta que serve para reduzir a especulação imobiliária em Aparecida e que é grande. No Plano Diretor, como eu disse, há cinco ou seis novas áreas de expansão para condomínios fechados.

Elder Dias – Então, seria para um público de poder aquisitivo maior…
Não é para casa popular, mas seria para classe média. Por um lado, é complicado “fechar” uma área, mas, por outro, facilita para o poder público, já que limpeza, roçagem, iluminação, tudo isso fica por conta dos próprios empreendimentos.

Elder Dias – Ao contrário do que há em loteamentos como os residenciais Orlando Morais, na região norte, e Jardins do Cerrado, no limite oeste do município de Goiânia. São bairros muito populosos e que sofrem com uma ausência acentuada de ação do poder público. Essas pessoas que lá moram poderiam estar incorporadas à cidade, até pela quantidade de lotes vagos. A Prefeitura de Aparecida tem um planejamento para construir uma cidade mais barata?
Tem de ter muita criatividade. Uma das ações seria descentralizar os equipamentos. Por exemplo, hoje o maquinário de limpeza sai do Centro de Aparecida para ir até o Setor Madre Germana. São 14 quilômetros de deslocamento para que se possa fazer a operação. A ideia é descentralizar a cidade em três ou quatro regiões, tenho certeza de que isso vai reduzir os custos. Tenho certeza de que isso vai reduzir os custos.

Elder Dias – Seria uma espécie de projeto de subprefeituras?
Não, apenas de descentralizar a máquina administrativa, no que diz respeito aos serviços para a população. Vamos ter um menor deslocamento, então menor desgaste de peças, menos consumo de combustíveis, entre outras despesas.

Elder Dias – Em Aparecida não se debateu a divisão da cidade em regiões administrativas? Pergunto porque, aqui em Goiânia, parece que isso ocorrerá, tanto com Iris Rezende (PMDB) como com Vanderlan (PSB).
Confesso que me interessa mais a descentralização dos equipamentos físicos. Agora, fazer outra estrutura, na forma de subprefeituras, acaba sendo uma oneração maior da administração, com uma provável criação de novos cargos.

“Vamos consolidar o porto seco avançado”

Elder Dias – O Hospital Municipal de Aparecida deve ser inaugurado ainda este ano. As finanças da cidade, no que diz respeito ao gasto com a folha, devem estar no limite do teto. Para abrir um equipamento público como um hospital, será preciso novas vagas, novas nomeações, talvez novo concurso público. Quanto da receita de Aparecida está comprometida com a folha do funcionalismo?
Realmente nós estamos no limite. Mas temos de entender que muita coisa hoje é terceirizada. Se conseguirmos trazer esse discurso para a gestão pública vamos conseguir reduzir os custos e trazer esse pessoal para trabalhar no hospital. Obviamente, a unidade vai funcionar em sua totalidade não imediatamente, agora. A ideia é começar com 40% a 60% da capacidade, até conseguirmos dotá-lo para utilizar toda sua potencialidade.

Fotos: Fernando Leite/Jornal Opção

Fotos: Fernando Leite/Jornal Opção

Elder Dias – Já há um escalonamento para que se atinja esses 100% de uso do hospital?
Não sei ainda precisar, não tive oportunidade de me ater aos dados, mas o governo federal, agora, está liberando apenas 30% do maquinário. A ideia é colocar as UTIs e os consultórios para funcionar.

Elder Dias – Isso pode gerar uma crítica costumeira em relação a unidades de saúde recém-inauguradas, que é o não funcionamento daquilo que foi aberto.
Mas, se for salva uma vida na UTI, já vai ter valido todo o investimento para abrirmos o hospital.

Cezar Santos – O que o sr. pensa para fortalecer ainda mais os distritos industriais, um ponto forte da economia de Aparecida?
Foi uma política que deu a Aparecida o status que hoje ela tem, de ser uma cidade industrial e empresarial. Tudo começou com o ex-prefeito Norberto Teixeira [gestão de 1983 a 1988 e de 1993 a 1996], que criou o Daiag [Distrito Agroindus­trial de Aparecida de Goiânia] e o Dimag [Distrito Industrial do Município de Aparecida de Goiânia]. Depois, o grande salto nesse quesito veio com Ademir Menezes [gestão de 1997 a 2004], que abriu, salvo engano, quatro polos em sua administração. Com o prefeito Maguito Vilela veio a atração de mais indústrias para a cidade.

Agora, creio que é preciso consolidar essa ideia de Maguito, que é o Complexo Logístico, Industrial e Alfandegário (Clia), que é um porto seco avançado. Nós sabíamos que esbarraríamos em uma dificuldade que já estamos tentando resolver. Estivemos com o ministro Henrique Meirelles [da Fazenda] para isso. Hoje existe um lobby muito grande dos portos secos e molhados já existentes para que não se abram novas concessões. Nós precisaríamos de uma medida provisória para ter o Clia, que vai facilitar e favorecer a vida de várias empresas que já fazem essas operações em Aparecida, tanto de importação como de exportação. Essa receita ficaria no município, o que seria um ganho estratosférico para a cidade e traria novas empresas.

Aparecida é no trevo do Brasil. Estamos no meio de duas rodovias importantes, que cortam a cidade. Nosso aeroporto de cargas está praticamente apto a ser construído, faltando apenas uma licença do Iphan [Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional]. O prefeito Maguito está querendo a resposta rápida do instituto e, se não houver autorização logo, ele vai liberar assim mesmo. É um aeroporto privado, executivo e de cargas, no qual a administração teve participação com sua atuação política em Brasília.

Cezar Santos – Há outras iniciativas nesse ponto?
Outra iniciativa que vamos ter é de trazer um braço ferroviário de Senador Canedo até Aparecida. Com isso, consolidaríamos este grande momento da cidade. Além do Clia, também está previsto um polo para confecções. Talvez Aparecida, em todo o Estado, deva ser o município que mais tenha minifacções. Também queremos ter um polo hortifrutigranjeiro, que será nosso Ceasa. Na região do Garavelo vamos ter também outro polo, de micro e pequenas empresas, uma das regiões mais adensadas e de comércio muito forte em toda a cidade, mas com setor industrial ainda pequeno. Por fim, vamos ter o polo Aparecida Tec, um parque tecnológico que foi feito pelo prefeito Maguito Vilela. É um modelo diferente e já está tudo asfaltado e cercado, falta apenas a iluminação. Vou ter o prazer de receber as empresas de inovação e tecnologia.

Além das empresas, nós vamos fazer também uma incubadora para que nós possamos estar gerando tecnologia e inovação na cidade de Aparecida de Goiânia. E temos alguns polos particulares também. Um deles é o All Park Polo Em­presarial, o primeiro polo dentro do Centro-Oeste no modelo adotado em Cingapura, que é um condomínio fechado, da Inovar. Esse já está pronto e vendendo áreas. E o outro polo particular é do grupo da dupla Zezé di Camargo & Luciano e de Ester Panarello, fica próximo aos dois primeiros polos. Aquela área toda vai ser também um grande polo particular.

Augusto Diniz – A consolidação desses investimentos na cidade gera algumas demandas. Uma delas é a educação. Qual é o déficit de vagas em centros municipais de educação infantil (Cmeis) e o que a prefeitura pode fazer?
Estima-se entre 3 mil e 5 mil crianças. Na verdade, nós temos hoje, entre Cmeis próprios e conveniados, 55 unidades. Quando o prefeito assumiu eram nove, seis próprios e três conveniados. Na verdade essa é uma demanda reprimida de antes. Como não existiam Cmeis, as pessoas não procuravam vagas. Hoje com a construção desses novos Cmeis, que na semana passada entregamos mais um, vão restar apenas dois para ser entregues, que nós possamos construir novos Cmeis.

Nós temos um projeto que já estão em licitação, que é o da construção de 19 novos Cmeis com recursos que já foram conseguidos através do governo federal. Agora a grande dificuldade não é nem construir, mas o custeio desses Cmeis, que eu posso dizer que é muito caro, principalmente porque inclui pessoal. Mas nós vamos trabalhar para aumentar o número de Cmeis e a quantidade de vagas, mas sabendo que nós temos limite de gastos e que às vezes, infelizmente, nós não conseguiremos atender todas as crianças.

Algo que eu pude reparar, e que eu confesso que eu não observava: a quantidade de mães solteiras qualquer um pode apontar, mas há muitos pais solteiros também que cuidam dos seus filhos hoje. Então hoje, além das mães, muitos homens que trabalham e que precisam ter onde deixar seus filhos. Vamos continuar essa política de construção para que nós possamos oferecer vagas para essas crianças.

Augusto Diniz – Um exemplo de construção de Cmei que aconteceu juntamente com outras obras em Aparecida foi no Bairro Andrade Reis, onde foi feita a estrutura de asfalto, quadra coberta da escola, o Cmei e uma UBS. Essa é uma política que vai ser continuada? A prefeitura vai ter essa condição de fazer projetos casados para ser criada toda a estrutura necessária para a população?
Acredito que nós temos de trabalhar nesse sentido. Na verdade, já existia a escola municipal, o que nós construímos foi só um ginásio. E aquela escola leva o nome de um amigo de infância que faleceu de uma forma muito trágica, Neivio Rocha Barbosa. Nós vamos trabalhar nesse sentido, esses equipamentos que têm possibilitado a redução desses lotes vagos. Aquela região é uma região que cresceu muito no governo do prefeito Maguito Vilela. Foi feita uma pequena praça ali também. Acho que tudo isso beneficia com certeza a levar essas e mais obras para a região.

Elder Dias – A nomeação já anunciada da sua mulher, Mayara Mendanha, para a Secretaria de Assistência Social do município segue uma tradição antiga de os políticos terem uma pasta voltada para a primeira-dama. É uma prática que lembra muito a questão do nepotismo. Não seria melhor não dar esse cargo para ela?
Não vejo de forma alguma como prejuízo para a administração. Na verdade, eu acho que ninguém trabalhou mais e esteve mais próximo do povo esse tempo do que minha mulher. Eu até diria que ela me surpreendeu. E talvez, se fizer uma pesquisa no meio da população, as pessoas a queiram no cargo porque, de fato, é uma menina trabalhadora, que cresceu na Feira Hippie, uma pessoa muito humilde, que veio de uma família muito pobre. A minha sogra foi doméstica, o meu sogro era caminhoneiro. Assim, minha mulher cresceu fazendo feira.

Aos seus 9 anos, ela que fazia a comida em casa. Portanto, Mayara conhece o povo como ninguém e não vejo de maneira nenhuma como usurpação. Pelo contrário, ela vai me ajudar muito, principalmente a ter esse olhar mais humano com o povo de Aparecida de Goiânia. E isso é uma prática que já existe há anos, não vejo como nepotismo, talvez o único caso que eu não veja assim. Talvez as pessoas estivessem esperando que eu anunciasse outros nomes. Isso ocorre acho que por causa de uma pergunta feita no programa do jornalista Paulo Beringhs, em que eu estive. Mas, repito, eu não tenho nenhum temor de colocá-la na secretaria e acredito que ela vai fazer um grande trabalho social.

Elder Dias – Já tem outro secretário definido?
Tem, mas ainda não posso falar.

Cezar Santos – Eu gostaria que o sr. fizesse um balanço do PMDB nessas eleições. Como se saiu o PMDB? Porque perdeu prefeituras e de número de eleitores.
Perdemos em número de prefeituras, mas ganhamos em grandes prefeituras. É o caso de Catalão, de Aparecida, de Rio Verde. Talvez em número de votos nós aumentamos da eleição passada para essa eleição. E, independentemente do resultado em Goiânia, a diferença vai ser muito pequena e o PMDB sairá muito fortalecido, ganhando nas principais cidades.

Cezar Santos – Então a eleição de 2016 foi boa para o PMDB visando 2018?
Principalmente para o grupo de que eu faço parte, que também saiu muito fortalecido.

Cezar Santos – Mas dizem que, com Iris em Goiânia, Maguito fica prejudicado. Gostaria que o sr. fizesse uma análise sobre isso.
Eu vejo, por parte de pessoas próximas a Iris, a defesa do caiadismo, o que é natural. Agora, vejo também que o Maguito, por essa fidelidade histórica que ele tem ao PMDB e principalmente a Iris Rezende, ele não pode ficar fora desse processo. Maguito deve muito a Iris e acho que essa fidelidade é algo que tem de ser enaltecido. Pode ser até que aconteça amanhã um embate entre o senador Ronaldo Caiado e uma possível postulação de um dos Vilelas [Maguito e Daniel].

Acredito que, enquanto partidários, nós temos sim de defender Iris. E amanhã creio que ele vai ter de ter essa mesma postura em defender que o PMDB tenha candidatura própria em vez de a de outro partido – a não ser que Ronaldo Caiado venha para o partido e, quem sabe, possa disputar na convenção o direito de ser candidato pelo PMDB.

Prefeito eleito Gustavo Mendanha: “O PMDB ganhou grandes prefeituras e aumentamos o número de votos” | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

Prefeito eleito Gustavo Mendanha: “O PMDB ganhou grandes prefeituras e aumentamos o número de votos” | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

Augusto Diniz – O sr. acredita que Iris vá abrir mão da candidatura a governador em 2018?
Eu tenho certeza de que, com uma vitória em Goiânia, Iris não será mais candidato. Isso é talvez é uma das grandes convicções que tenho

Augusto Diniz – A eleição em Aparecida foi encerrada sem segundo turno, como o sr. disse que em certo momento da campanha as pesquisas apontavam para essa possibilidade. O deputado estadual Marlúcio Pereira (PSB) e o empresário Professor Alcides (PSDB) deixaram de ser adversários nas urnas, o primeiro volta a ser um político com um mandato de deputado estadual em curso representando a cidade e o outro volta a ser um empresário importante em Aparecida. O sr. já conversou com os dois? Pretende ter os dois como parceiros?
Eu já tive uma conversa com Marlúcio, que me ligou para me dar os parabéns e nós nos conversamos rapidamente ao telefone. Já Alcides não fez essa ligação. E eu confesso que eu não fiz também ainda. Estou esperando um pouco passar esse momento. Ele ficou chateado com algumas coisas que aconteceram e eu não quis ligar para ele ainda. Mas é uma pessoa que eu gosto e que reputo como um homem que fez muito pela educação. O deputado Marlúcio, da mesma forma, representa Aparecida. E a eleição de fato se encerrou no dia 2 de outubro. A partir de agora, vou governar não só para aqueles que votaram em mim, como para aqueles que também não votaram. Vou governar para todos, com muita tranquilidade. Se eles quiserem ajudar a cidade de Aparecida, com certeza estarei contando com eles.

Augusto Diniz – Além dos dois ex-adversários, quem hoje são políticos que ocupam cargos eleitos e que podem ajudar Aparecida?
Muitos. Temos os deputados Daniel Vilela (PMDB), Lucas Vergílio (SD), Magda Mofatto (PR), Rubens Otoni (PT), Pedro Chaves (PMDB) e Flávia Morais (PDT). Esses são deputados federais que se colocaram à disposição da cidade de Aparecida de Goiânia e que estiveram comigo em meu palanque. E também há deputados de nossa bancada no Congresso que não foram de meu palanque, mas que eu acredito que continuarão ajudando Aparecida de Goiânia, que é o caso de João Campos (PRB), Fábio Sousa (PSDB), Sandes Júnior (PP), que são parlamentares que sempre estiveram contribuindo. Outro que ressalto é o deputado Thiago Peixoto (PSD) [hoje secretário estadual de Desenvolvimento Econômico], que é meu amigo pessoal e também esteve me ajudando.

Euler de França Belém – O sr. tem em Brasília um “deputado” que não tem mandato, que é Sandro Mabel (PMDB).
Essa talvez seja uma das figuras mais emblemáticas para ajudar a cidade de Aparecida de Goiânia. Sandro Mabel hoje tem muita força com o presidente Michel Temer (PMDB) e eu já estive por diversas vezes com ele. É um padrinho político que eu tenho que me ajudou bastante em minha eleição. Acho que Sandro vai poder me ajudar muito a cidade. Também não posso esquecer do senador Ronaldo Caiado (DEM), a quem nós ajudamos em Aparecida, onde ele teve, talvez, uma das votações mais expressivas no Estado de Goiás. Ele já ajudou muito com emendas de bancada e acredito que vai continuar ajudando a cidade.

Augusto Diniz – Em entrevista ao Jornal Opção, o prefeito Maguito Vilela disse que a gestão a partir de janeiro de 2017 é do sr. e que ele será apenas um conselheiro. Qual vai ser a atuação do Maguito em sua gestão?

Euler de França Belém – O sr. fez algum convite para ele participar da equipe?
O prefeito Maguito é um professor. Posso dizer, até de uma forma não pejorativa, que o vejo como um pai político. Eu me identifico muito com ele. Embora seja filho de um político tradicional da cidade, o meu perfil é muito mais parecido com o perfil do prefeito Maguito do que do meu pai, o ex-deputado Léo Mendanha. Meu pai sempre foi muito combativo.
Daniel Vilela até brinca comigo e fala que nós fomos trocados na maternidade (risos), que ele é filho do meu pai e eu sou filho do pai dele. O meu DNA político é muito mais parecido com o DNA do prefeito Maguito do que com o deputado Léo Mendanha, que é meu pai biológico.
Com certeza vou ter Maguito como um conselheiro, como um professor. Eu tenho dito que Maguito será o embaixador da cidade de Aparecida de Goiânia. Sei, principalmente pelo momento que vivemos, que nós vamos ter dificuldade.

Euler de França Belém – O sr. tem a maioria da Câmara?
Nós elegemos 15 vereadores, o que é uma maioria, mas não esmagadora. Mas eu já estou conversando com alguns partidos. São 25 no total os vereadores em Aparecida. Têm alguns candidatos que se elegeram e não estiveram comigo, mas que podem caminhar conosco a partir de janeiro. Isso aconteceu principalmente por conta de os partidos serem muito ligados ao governo estadual, mas os vereadores podem caminhar comigo na Câmara. É o caso do PSDC e do PEN. Alguns nomes, como o pastor Cláudio Nas­cimento (PRB), que é muito ligado ao deputado João Campos e que teve de apoiar Marlúcio Pereira por conta do partido. Ele está na mesa diretiva da Câmara hoje e é alguém de minha extrema confiança, meu amigo mesmo. O PSDC elegeu três vereadores e foi um partido que já estava apalavrado comigo, mas saiu de última hora. De qualquer maneira, desses três vereadores, dois deles já estarão em minha base.

Elder Dias – O Maguito já disse ao Jornal Opção que não se candidataria mais…
(interrompendo) Eu sou um que já tenho dito para ele parar de falar isso. Eu acho que amanhã o Maguito pode, sim, ser um candidato a governador, a senador, tem muito a contribuir, é um homem que tem uma visão diferenciada de mundo. Acho que como prefeito ele se reinventou.
Embora vá estar com quase 70 anos no próximo pleito. Ele é alguém que preza pela inovação e pela modernização. Além disso, é um homem que tem boa relação com qualquer partido. Portanto, eu acredito que o Maguito possa e deva se candidatar novamente, no que contribuirá muito com o Estado de Goiás.

Elder Dias – Os srs. já conversaram sobre o assunto?
Eu conversei com ele, há algumas semanas, e lhe disse que era para ele parar de dizer o que vinha declarando. O nome dele tem, sim, de estar à disposição do partido e do povo goiano para futuras eleições.

Elder Dias – Há um projeto de lei na Assembleia, do deputado Paulo Cezar Martins (PMDB) que versa sobre a troca do nome do município, de “Aparecida de Goiânia” para “Aparecida de Goiás”. O que o sr. pensa sobre o assunto?
Eu não sei se é consenso, mas a questão de ligar muito nossa cidade a Goiânia vem de algo que eu acredite que tenha ocorrido por muito tempo, que era essa dependência em relação à capital. Mas hoje vejo que o município não depende mais de Goiânia, vejo que conquistamos uma independência. E, quanto ao nome Aparecida de Goiás, é preciso ser feito um plebiscito. Eu mesmo prefiro só Aparecida, mas é algo pessoal. E, claro, qualquer mudança que for feita precisa, primeiro, passar pela consulta do povo para ver se as pessoas estão de acordo. Eu acho até interessante conversar com o deputado Paulo Cezar para, quem sabe, fazermos uma constituição popular.

Euler de França Belém – Ao contrário de antigamente, hoje, muitos ônibus voltam abarrotados de Aparecida para Goiânia. Até tempos atrás isso era exatamente o inverso.
Hoje, a cidade tem oferecido muitas oportunidades de trabalho e de estudo para Goiânia e outras cidades. Hoje muita gente de outros municípios faz faculdade em Aparecida.

Cezar Santos – Dizem que Goiânia está virando cidade-dormitório de Aparecida.
Sim, inclusive o candidato Vanderlan Cardoso (PSB) disse isso, recentemente.

Euler de França Belém – Segundo o deputado Alexandre Baldy (PTN), 30% da mão de obra do polo farmacêutico de Anápolis vem de Goiânia e 20% é de Brasília.

Elder Dias – Goiânia também já é uma cidade que exporta trabalhadores. Agora, o que tem de emprego sendo gerado…
Eu visitei muitas empresas grandes durante a campanha e perguntei quem votava em Aparecida e, quase a metade, não era dali, eles moram em Goiânia.

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