Roberto Naves: “Vamos continuar a trabalhar para que Anápolis possa avançar cada vez mais”

Candidato a reeleição pelo Progressistas, prefeito afirma que sua gestão preparou a cidade para enfrentar as adversidades e que quer fazer o município continuar a crescer

Candidato a reeleição, prefeito Roberto Naves (PP) diz que assumiu a gestão com R$ 200 milhões em dívidas e botou a casa em ordem nos últimos quatro anos | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

O prefeito Roberto Naves (PP) era um nome desconhecido do eleitor de Anápolis na eleição de 2016. Com o nome de sua empresa na urna, disputou aquele pleito como Roberto do Órion. Chegou ao segundo turno com 38.913 votos contra o então prefeito João Gomes, à época no PT, que liderou a votação com 53.988 votos. Com mais de 4 mil votos de frente, a novidade naquela eleição levou a melhor. Conquistou 88.730 votos e chegou à prefeitura.

Quatro anos depois, Roberto Naves diz acreditar que a população reconhece o trabalho que é feito na cidade e afirma que é possível avançar cada vez mais. Mais uma vez, o candidato saiu atrás na busca pelo voto do eleitor. Nas primeiras rodadas das pesquisas, aparecia atrás do deputado estadual e ex-prefeito Antônio Gomide (PT) nas intenções de votos.

Começou a crescer e virou o jogo, mesmo que empatado tecnicamente em alguns levantamentos com Gomide. Ao Jornal Opção, tanto o candidato do PT quanto o concorrente pelo MDB, empresário e cirurgião-dentista Márcio Corrêa, fizeram críticas à gestão Naves em Anápolis. “Principalmente no momento em que as pesquisas indicam que assumimos o primeiro lugar nas intenções de votos e abrimos vantagem, entendemos o desespero por parte dos outros candidatos”, respondeu o prefeito, que busca a reeleição no domingo, 15.

Augusto Diniz – Como tem sido o trabalho na campanha pela reeleição em Anápolis?
Temos trabalhado muito para equilibrar a administração com a campanha, o combate à Covid-19, os problemas da cidade que não deixam de existir com as atividades eleitorais. É uma campanha diferente. Estamos na busca do equilíbrio. Mas o foco é administrar a cidade de Anápolis e continuar como prefeito. Fomos eleitos para quatro anos de gestão. Não justifica parar um mandato para disputar uma eleição. As ações de campanha precisam ser no horário que sobra.

Augusto Diniz – Como Anápolis tem lidado com a pandemia da Covid-19? Qual foi o impacto na saúde e na economia?
Desde o início do nosso mandato trabalhamos para poder melhorar cada vez mais a saúde. Criamos o Zap da Saúde, no qual as pessoas podem marcar seus exames e cirurgias através do serviço de WhatsApp. Já tínhamos criado as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de horário estendido, que funcionavam até as 22 horas. Hoje virou um programa nacional do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Tínhamos estruturado nossa rede de saúde.

Quando a pandemia chegou, apenas adaptamos a rede que tínhamos e criamos uma rede exclusiva para os anapolinos que tinham problema e poderiam contrair a doença. Criamos 50 leitos de UTI [Unidade de Terapia Intensiva] e 80 leitos de enfermaria, independente do sistema de saúde da Região Pirineus tripartite do governo do Estado e do governo federal. Foi uma estrutura criada exclusivamente para o paciente de Anápolis.

Utilizamos o Zap da Saúde para implantar o serviço de telemedicina com aproveitamento da tecnologia. Transformamos as Unidades Básicas de Saúde de horário estendido em referência de tratamento a Covid-19. Desde o começo, contamos muito com a orientação da doutora Ludhmila Hajjar, que é uma das maiores autoridades de tratamento a Covid-19 no País, reconhecida mundialmente. Nas conversas com a doutora Ludhmila que nos preparamos e surgiu o primeiro protocolo com a previsão os três níveis da pandemia: risco leve, moderado e alto. É o mesmo protocolo que depois norteou as medidas adotadas em São Paulo, o protocolo de Salvador do prefeito ACM Neto (DEM).

Augusto Diniz – Em que situação Anápolis se encontra hoje na pandemia?
Temos menos de dez pacientes na UTI e menos de 20 na enfermaria. A situação está bem controlada. Mas não acabou. Sabemos que pode vir uma segunda onda. É importante frisarmos que Anápolis foi a cidade que ficou menos tempo fechada. Ficou apenas os primeiros 15 dias. Daí em diante, nossos decretos foram independentes.

Marcos Aurélio Silva – O fato de Anápolis ter sido a cidade que recebeu os primeiros repatriados vindos da China, que fez com que os governos estadual e federal voltassem os olhos para a cidade, contribuiu para que a cidade saísse à frente no controle da doença?
Contribuiu mais para deixar a população preparada para o momento em que a doença chegasse. Foi muito o recurso financeiro vindo através do Congresso que o presidente Jair Bolsonaro enviou para Anápolis para o enfrentamento da pandemia. Recurso que ajudou tanto na área da saúde, de uma força muito eficaz, como ajudou a conter as perdas na arrecadação.

No momento em que tudo fechou, o dinheiro parou de circular e, evidentemente, a arrecadação também diminuiu para todos os prefeitos. O fato de termos recebido os brasileiros que estavam em Wuhan foi muito importante para a cidade se preparar e ter mais tranquilidade ao saber o que iríamos enfrentar.

Marcos Aurélio Silva – Nos 15 dias de fechamento, como foi conduzida a situação naquele momento? E como está a questão do Distrito Agroindustrial de Anápolis (Daia) diante do fechamento inicial?
Augusto Diniz – Inclusive uma das indústrias precisou fechar porque foi detectado um índice alto de infecções de funcionários. Como a cidade lidou com a situação para controlar este foco de contágio e chegar à reabertura da fábrica?
Agimos sempre em obediência aos protocolos, normas e determinações da Vigilância Sanitária. Naquele momento em que foi descoberto um foco de contágio na Gerresheimer, a Vigilância Epidemiológica isolou rapidamente as pessoas que estavam contaminadas e quem teve contato com estes funcionários. Foi feita toda a sanitização do ambiente de trabalho para possibilitar que a empresa pudesse voltar a funcionar depois de dez dias.

As indústrias do Daia praticamente não pararam. Mesmo porque muitas delas são indústrias farmacêuticas ou fábricas que trabalham para a indústria farmacêutica. Por isto mantivemos estas indústrias abertas. Hoje estamos no protocolo leve, com basicamente todas as atividades retomadas. Há uma cobrança da obediência às regras de uso de álcool em gel, distanciamento social e uso de máscara ao sair de casa. Temos os segmentos da sociedade em funcionamento quase que em sua totalidade.

Augusto Diniz – Se o sr. for reeleito prefeito, qual trabalho terá de ser feito para estimular o crescimento econômico do Daia e dos outros setores da economia de Anápolis?
Da forma com que nós administramos a pandemia, Anápolis ficou na frente de Aparecida de Goiânia e de Goiânia na quantidade de vagas de emprego geradas de acordo com o Caged [Cadastro Geral de Empregados e Desempregados]. É um dado importante. Anápolis tem uma economia muito forte. Inauguramos o Centro de Empreendedorismo, Inovação e Tecnologia de Anápolis (Ceitec). Colocaremos para funcionar o primeiro coworking público, as startups e firmamos parceria com as universidades para que possamos valorizar e dar oportunidade ao jovens que querem empreender.

O Espaço da Oportunidade trabalha em parceria com Sesi e com o Senac para ofertar cursos para a pessoa que quer se qualificar e conseguir uma oportunidade no mercado de trabalho. Para aumentar o número de vagas no mercado de trabalho, foi importante toda a articulação realizada para que o presidente Jair Bolsonaro sancionasse a lei que manteve o incentivo fiscal à CAOA. Mantivemos a CAOA no município de Anápolis e garantimos o investimento de mais de R$ 1 bilhão. Somente através das fábricas que virão para Anápolis e produzirão para a CAOA serão gerados mais de 1 mil empregos.

Anápolis está em fase final de permuta para terminar a implantação primeiro Distrito Industrial Municipal, que ficará na Região Norte da cidade, perto da Vila Jaiara e do Recanto do Sol. Trabalhamos em todas as áreas com foco na qualificação da mão de obra, no aumento na oferta de vagas de emprego e em dar oportunidade àqueles que buscam apoio para empreender. Pensamos a cadeia econômica como um todo.

Marcos Aurélio Silva – O que o sr. implementou e pretende apresentar para garantir a manutenção das empresas em Anápolis e atrair novos negócios para o distrito municipal?
Anápolis é uma cidade que se beneficia da questão geográfica. É uma cidade extremamente bem localizada. Com a retomada da Ferrovia Norte-Sul, está interligada a todo o Brasil, mas principalmente ao Porto de Itaqui, em São Luís (MA), através da linha férrea, o que barateia muito o transporte.

Anápolis tem uma mão de obra qualificada abundante pelo número de universidades, além de ser uma mão de obra relativamente barata se comparada aos grandes centros. A cidade conta com incentivos municipais, estaduais e federais. Anápolis é uma somatória de bons fatores para que a empresa possa se instalar. E é por isto que a cidade se tornou esta potência. Vamos continuar a trabalhar para que Anápolis possa avançar cada vez mais.

Augusto Diniz – O Jornal Opção publicou no domingo entrevistas com os principais adversários do sr. na disputa eleitoral, o deputado estadual e ex-prefeito de Anápolis, Antônio Gomide (PT), e o empresário e cirurgião-dentista Márcio Corrêa (MDB). O candidato do MDB disse que a gestão municipal está descontrolada e que o Daia está abandonado. Qual é a situação fiscal da Prefeitura de Anápolis?
Assumimos a Prefeitura de Anápolis com uma dívida de aproximadamente R$ 200 milhões. Recebemos na primeira semana de 2017 uma carta da empresa de coleta de lixo com o aviso de que suspenderia o serviço por atrasos de repasses de R$ 24 milhões. Os diabéticos estavam na rua com nariz de palhaço e faziam apitaços porque não tinham insulina. Os postos de saúde não contavam com medicamentos e luvas. O que é pior: a prefeitura não tinha crédito para comprar.

Trabalhamos muito, colocamos a casa em ordem. Não temos mais este problema financeiro. Não temos mais falta de medicamentos. Os diabéticos de Anápolis têm protocolo próprio. Anápolis é uma das únicas cidades de Goiás, quiçá do País, que oferecem insulina Lantus – muito mais cara, mas dá mais qualidade de vida para o paciente. A prefeitura está com todas suas contas em dia. Temos todas as certidões negativas. É por isto que temos a oportunidade de buscar recursos junto ao governo federal para tocar obras importantes, como o asfalto do Polocentro, do Jardim Promissão e tantas outras obras que estão em andamento na cidade.

Principalmente no momento em que as pesquisas indicam que assumimos o primeiro lugar nas intenções de votos e abrimos vantagem, entendemos o desespero por parte dos outros candidatos. Mesmo ao entender, é difícil de aceitar o nível baixo dos ataques que têm ocorrido nas últimas semanas. Naturalmente, ter um crescimento apontado pela pesquisa Serpes/O Popular, no qual tiramos uma diferença de 24 pontos em 20 dias, sugere até mesmo uma decisão eleitoral no primeiro turno.

Neste momento, os adversários se uniram com um propósito único: difamar, caluniar e tentar manchar a imagem da atual gestão. Mas uma coisa tem de ficar clara. A nossa é a única gestão da história de Anápolis que teve uma conta aprovada pelo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) sem ressalva. E é a primeira gestão na história que completa quatro anos de administração sem processo por improbidade administrativa.

Os números e as ações que tivemos durante os quatro anos falam por si. Tenho tranquilidade porque sei que a população anapolina é extremamente esclarecida e crítica. Vê que o nível tem abaixado porque querem nos atingir. Eles são experts nisto. Não preservam nem a família. Fico até mesmo envergonhado por eles. Mas acredito que este momento passa. Daqui a pouco a eleição irá acabar e poderemos ter a oportunidade de cuidar da nossa gente e da nossa cidade.

Augusto Diniz – O sr. citou a segunda rodada da pesquisa Serpes/O Popular. No primeiro levantamento, parecia que o deputado Antônio Gomide caminhava para uma vitória fácil em Anápolis no primeiro turno. Como o sr. disse, houve um crescimento da sua candidatura a reeleição nas intenções de votos na segunda rodada (30,7% na estimulada), com uma queda de 13 pontos do ex-prefeito (28,9%). Como o sr. recebeu o resultado? Qual foi o trabalho realizado que possibilitou a virada nos números? E o sr. acredita que existe uma possibilidade de vencer no primeiro turno?
Desde o começo, as pesquisas indicam que teríamos uma disputa muito acirrada. Mas o crescimento nos últimos 20 dias indica uma tendência muito forte de liderança da nossa candidatura, com possibilidade de vencer no primeiro turno. O que não vamos perder é o foco. Usamos o período eleitoral para mostrar tudo aquilo que fizemos e o que queremos fazer.

Em 2017 e 2018 nós passamos por uma das maiores crises econômicas da história. Em 2020 nós passamos por uma pandemia. Mesmo com todas turbulências, Anápolis tem Bolsa Universitária Municipal implantada pelo nosso governo. Através da parceria com o governo do Estado, Anápolis é a única cidade que tem uma força tática municipal. São dez viaturas com 30 policiais fortemente armados, que fizeram com que os índices de criminalidade caíssem em mais de 60%.

Anápolis é a única cidade do Estado de Goiás que, mesmo com todas as adversidades, que conseguiu construir uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Pediátrica. Nos próximos dias, Anápolis será a única cidade do Brasil a contar com uma UPA Geriátrica. Estamos com projeto e área escolhida para que possamos ter o tão sonhado Hospital Municipal. Com isto, poderemos resolver de uma vez por todas a questão das cirurgias eletivas.

Isto incomoda as pessoas. Fazemos uma campanha limpa, na qual mostramos aquilo que fizemos e o que pretendemos fazer. O que temos a oferecer para a população anapolina é trabalho, tranquilidade e seriedade. Da mesma forma que nós estivemos ao lado da população durante a pandemia. Com equilíbrio, seriedade e trabalho que enfrentamos a pandemia. Não deixamos um anapolino sequer sem leito de internação de UTI ou de enfermaria.

Este é o mesmo Roberto que irá administrar Anápolis pelos próximos quatro anos. Para fazer com que Anápolis continue a crescer cada vez mais. Queremos trabalhar para ter uma população cada vez mais feliz.

Marcos Aurélio Silva – O candidato Valeriano Abreu (PSL) fez acusações contra o sr. ligadas à chácara em que mora? Que situação seria esta?
O nível de baixaria chega a um ponto quase inadmissível. Eu tenho um apartamento financiado, onde moro há muitos anos. Quando veio a pandemia, minha mãe, que tem problemas de saúde, alugou uma chácara pra ficar durante esse período e eu levei minhas filhas pra lá pra ficarem com a vó. É uma chácara simples que foi alugada para passar o período da pandemia. O imóvel foi alugado e o contrato foi pago por ela na imobiliária. É uma covardia envolver família pra fins eleitorais. É uma covardia sem tamanho.

Como disse, qual foi o prefeito que passou quatro ano à frente da Prefeitura de Anápolis que não tem qualquer processo contra ele? Se existe denúncia, tem de ser feita ao Ministério Público, que é o órgão responsável pela apuração. Temos todas nossas contas aprovadas. Não temos problemas que envolvam qualquer suposta irregularidade na gestão. Entendemos que o desespero e o despreparo fazem com que os candidatos façam qualquer coisa por cinco minutos de fama quando se veem na iminência de perder a eleição.

Augusto Diniz – Na saúde, tanto Gomide quanto Márcio criticam a mesma questão. Os dois candidatos alegam que o Cais Mulher foi fechado pela sua gestão. Qual é a situação deste Centro de Atendimento Integrada à Saúde?
Convido os adversários a visitarem o Cais Mulher, porque nunca mais falarão que a unidade está fechada. Anápolis não tinha atendimento de pediatria. Precisávamos resolver o problema rapidamente. O Cais Mulher estava instalado em um prédio de fácil adaptação para que pudéssemos inaugurar a UPA Pediátrica. Nós não fechamos o Cais Mulher, apenas mudamos a unidade de lugar.

O Cais Mulher nunca foi fechado. Foi mudado de lugar. Na mudança, melhoramos a estrutura. Na gestão passada, o Cais Mulher e o Banco de Leite funcionavam juntos. Uma mãe que amamentava seu filho recém-nascido ficava na mesma recepção para receber ou doar leite com pacientes com ISTs [Infecções Sexualmente Transmissíveis]. Quando mudamos o Cais Mulher de local, nós criamos o Banco de Leite de Anápolis em uma estrutura própria, com nutricionista, psicólogo e odontólogo só para as mães que são lactantes. Levamos o Banco de Leite para outro prédio.

O Cais Mulher não só está aberto como a prefeitura adquiriu um novo aparelho de mamografia. Anápolis é a única cidade do Estado de Goiás com fila de mamografia zerada. Se uma pessoa precisar fazer uma mamografia, o exame é marcado para menos de 24 horas após o pedido. Quando os adversários não têm discurso, começam a mentir sobre a situação das unidades de saúde da cidade.

“O que temos a oferecer para a população anapolina é trabalho, tranquilidade e seriedade. Da mesma forma que nós estivemos ao lado da população durante a pandemia”

“Com equilíbrio, seriedade e trabalho que enfrentamos a pandemia. Não deixamos um anapolino sequer sem leito de internação de UTI ou de enfermaria” | Fotos: Fernando Leite/Jornal Opção

Augusto Diniz – O sr. falou sobre o turno estendido na saúde em Anápolis. Mas os outros candidatos dizem que falta atendimento 24 horas na cidade. Qual é a realidade da rede de saúde em Anápolis?
As Unidades Básicas de Saúde nunca funcionaram 24 horas. A unidade que funciona 24 horas é a UPA, que fica o tempo todo aberta. O Hospital Municipal funciona 24 horas. O que criamos foram as UBSs de horário estendido, que não existiam no País. Nossa gestão criou este modelo entre 2018 e 2019. Agora existe o programa porque o governo federal implantou. O sistema de saúde de Anápolis está equilibrado e funciona da forma que deve ser, para que toda a população tenha atendimento de saúde.

Quando você pede para um morador da cidade de Anápolis comparar o nosso sistema de saúde com o que funcionava no governo do PT, teremos no mínimo 70% da população que dirá que hoje a situação é infinitamente melhor. Temos de entender também que a saúde é um desafio constante. Não porque nós melhoramos que está tudo ótimo. Mas melhorou muito. E trabalharei para melhorar cada vez mais, porque a demanda irá aumentar e novos problemas como a Covid-19 podem surgir.

É preciso estar preparado 24 horas por dia para atender a população. O sistema de saúde tem uma central de regulação totalmente informatizada. Anápolis conta com uma central de abastecimento farmacêutico completamente informatizada, que obedece todas as normas e protocolos exigidos pela Agência Nacional da Vigilância Sanitária (Anvisa) para acondicionar medicamentos.

O governo passado pegava as vacinas utilizadas para imunizar as crianças e guardava as doses em geladeiras comuns. Vocês têm noção o que isto pode causar? Se a temperatura da vacina variar de quatro a cinco graus celsius, a dose perde o princípio ativo. As geladeiras comuns não mantêm temperatura quando acaba a energia.

Nós não. Compramos refrigeradores de vacinas, que são interligados a nobreaks e a computadores. Antes de a criança ser vacinada, o responsável por aplicar a vacina verifica a temperatura apontada no sistema em todo o período de armazenamento para atestar a qualidade da dose. Trabalhamos muito para melhorar cada vez mais a saúde e é o que vamos continuar a fazer.

Marcos Aurélio Silva – O sr. é um empresário do ramo da educação e tem acompanhado a situação das escolas durante a pandemia. O que foi possível avançar na área e o que precisará ser feito para possibilitar a retomada das aulas? Qual modelo Anápolis irá seguir em 2021?
Vamos começar pelo professor. Fizemos um concurso público. Contratamos 150 novos professores e vamos continuar a chamar do cadastro de reserva. Em infraestrutura, inauguramos cinco CMEIs, chegaremos o sexto Centro Municipal de Educação Infantil nos próximos dias. Inauguramos escolas. Construímos 14 quadras com ginásio nas escolas. Colocamos aparelho de ar condicionado em mais de 50% das salas de aula. Trabalhamos a parte humana, que é o professor, e a parte estrutural.

Os desafios serão muito grandes na educação. Tem muita gente que não entende de educação preocupado em recuperar o aprendizado. Só que o primeiro desafio é recuperar o vínculo do aluno. Precisamos fazer com que o estudante queira voltar para a escola. Porque o aluno agora só mexe no celular. Para resgatar o vínculo, trabalhamos na reforma das escolas para melhorar a estrutura e preparar o ambiente para reconquistar o aluno.

Precisamos garantir que o estudante tenha o vínculo restabelecido com a escola. Depois temos de trabalhar junto ao Conselho de Educação e com a Secretaria Municipal de Educação para elaborar um planejamento a médio prazo de recuperação do conteúdo e do tempo perdido. Não adianta acreditarmos que iremos recuperar o ano letivo de 2020, que foi perdido em termos de educação, em um ano. Se tentarmos recuperar tudo em um curto espaço de tempo, podemos sobrecarregar o aluno e levar o estudante a um processo de estafa. Precisamos evitar esta situação que o aluno não perca completamente o vínculo escolar.

Queremos que o aluno venha para a escola para que possamos diluir o déficit provocado pela pandemia nos próximos dois ou três anos para que o aluno não sinta a pressão. É muito importante pensarmos como educadores, pensar como professores, para que consigamos fazer o planejamento. E é o que estamos a fazer. Nos preparamos para que consigamos restabelecer o vínculo escolar do aluno.

Augusto Diniz – O sr. citou a inauguração de cinco CMEIs. Qual é o déficit existente de vagas na educação infantil em Anápolis?
Tenho certeza que o déficit hoje é diferente do número oficial que temos de janeiro. O déficit é constatado quando a pessoa procura a vaga e o município não consegue ofertar. Sabemos que a crise econômica irá afetar muitos pais. E muitos pais que estavam com seus filhos na rede privada não terão condição de pagar a mensalidade. Isto gerará um aumento da procura pela rede pública de ensino. Estamos atento a esta situação e buscamos uma solução para este aluno, que é um aluno temporário.

São crianças que vêm agora para a unidade municipal de ensino, mas, assim que o pai tiver o empego de volta, a tendência natural é que este aluno volte para a escola particular. Precisamos estar atentos a este novo desafio. Para o novo desafio que inclui pais que tinham filhos matriculados nas escolas particulares, temos um projeto de pagar a mensalidade até o pai encontrar um emprego se não tivermos a vaga na rede municipal. Se em dois meses o pai voltar a trabalhar, naturalmente voltará a pagar a mensalidade do filho. Será um projeto gerido pela Secretaria de Desenvolvimento Social.

É uma situação que envolve evitar que uma criança fique em situação de vulnerabilidade. Um criança que não tem escola e onde ficar transcende a educação passa a necessitar de atendimento da área social. É quando a parte social da prefeitura precisa acompanhar e agir. Estamos antenados a todas estas situações. Até a esta demanda, que não é fixa, mas temporária. Precisamos pensar a educação com atenção a todos estes detalhes.

Augusto Diniz – O candidato Márcio Corrêa diz que o servidor público de Anápolis está desmotivado e sem liderança. Gomide afirma que o plano de carreira dos professores e o piso nacional da educação não têm sido cumpridos pela prefeitura. Em que condição os servidores municipais estão?
A Prefeitura de Anápolis não tem qualquer ato de ilegalidade quanto aos pagamentos dos servidores, senão responderíamos a um processo por improbidade administrativa. Estabelecemos na nossa gestão a titulação para os servidores da saúde e administrativos. A titulação na verdade é um aumento que pode ser de 15%, 20%, 25%, 30% ou 35% direto no salário. Este reajuste por titulação é de acordo com o título que aquele funcionário tem.

Foi no nosso governo que Anápolis implantou o vale-alimentação para os servidores que ganham menos de R$ 3 mil. Dizer que o servidor público não está motivado faz parte da estratégia política dos adversários. Não tenho nem como responder porque é algo que está muito distante da realidade. Não é o que se verifica de fato.

Augusto Diniz – E sobre o não pagamento do piso nacional da educação aos professores do município?
Nenhum professor de Anápolis ganha menos do que o piso. Neste ano foi proposto um reajuste de 12,83% para o piso. Em Anápolis, dados o reajuste não só para os professores, mas para todos os servidores. Com a pandemia, o acordo firmado com os professores de reajustar em 12,83% não foi possível. Esperamos passar o estado de calamidade pública para podermos resgatar o acordo. Mas não tem nada a ver com o piso. Ninguém em Anápolis recebem menos do que o piso. Caso houvesse esta situação, seria um crime de improbidade administrativa.

Marcos Aurélio Silva – É nítida a forma da religião em Anápolis. E o sr. parece ter caído nas graças dos líderes religiosos da cidade. Como o sr. avalia esta situação e a que fator o sr. credita esta proximidade com as igrejas?
Sou uma pessoa de família. Sou cristão. Católico praticante. Baseio a minha vida nos princípios cristãos. Trabalhei muito nestes quatro anos em diálogo e pronto para ouvir os líderes evangélicos, os líderes católico e a sociedade organizada. Fico muito feliz por ver lideranças importantes reconhecerem o trabalho importante que fizemos nos últimos quatro anos. Foi um trabalho árduo de enfrentamento e resolução de problemas.

Quando tínhamos grandes dificuldades, sempre recorremos a estas pessoas que querem o bem da cidade e são formadores de opinião. Criamos um vínculo com estas pessoas. É um vínculo extremamente importante. São líderes da nossa cidade. São fatores que somam muito para que possamos ter uma cidade cada vez melhor.

Augusto Diniz – Outra área impactada pela pandemia foi a assistência social. Há uma dúvida sobre qual será o futuro dos beneficiários do auxílio emergencial. O que o sr. pretende fazer para ajudar estas pessoas caso o auxílio não seja renovado ou modificado?
As parcerias que temos com instituições do terceiro setor que cuidam das pessoas em situação de vulnerabilidade, sejam crianças abandonadas, pessoas em situação de rua, idosos que precisem de um centro de acolhimento ou até mesmo mulheres vítimas de violência – Anápolis é a única cidade que conta com um centro de acolhimento de mulheres vítimas de violência -, são muito importantes.

Existem recursos federais para serem repassados a estas instituições. Só que no governo anterior, o dinheiro das instituições nunca foi repassado. As contas estavam travadas no Ministério do Desenvolvimento Social porque a gestão passada não elaborou os projetos, não realizou os chamamentos públicos e não firmou o convênio com as instituições. O que era zero de repasse no governo passado, quando as instituições ficavam com o pires na mão, hoje chega a R$ 400 mil de repasse mensal às instituições do terceiro setor.

São instituições que realizam o trabalho que a prefeitura faz com muito mais amor, porque têm isso como missão. Tenho convicção de que o presidente Jair Bolsonaro não irá deixar as pessoas que realmente precisam do auxílio sem o benefício. O que tende a ocorrer é a economia começar a melhorar, muitas pessoas que precisavam do auxílio porque estava tudo fechado já não necessitem mais porque o comércio reabriu. Temos de esperar tudo depurar para saber quantas pessoas ainda precisarão do auxílio. Neste momento, a prefeitura, o governo do Estado e o governo federal continuarão unidos para cuidar das pessoas como fizemos durante a pandemia.

Marcos Aurélio Silva – O que mudou no transporte público em Anápolis nos últimos anos?
O transporte coletivo de Anápolis contava com a TCA [Transportes Coletivos de Anápolis]. No governo do PT, a empresa foi trocada pela Urban. Temos trabalhado e fiscalizado o transporte público para melhorar cada vez mais o serviço. Temos usado a força do contrato para aplicar penalidades quando a empresa não cumpre o que é devidos.

Está em processo de implementação o GPS nos ônibus para que a população saiba na palma da mão onde o ônibus está, quanto tempo demora para chegar. Avaliamos um aumento no número de linhas e a renovação da frota, que é obrigação contratual. Temos trabalhado para que tenhamos um transporte coletivo cada vez mais eficiente e com mais conforto para a população.

Quando falamos em transporte precisamos pensar em mobilidade. Anápolis é a cidade que tem um problema interessante. Os dois bairros mais populosos são a Grande Jaiara e o Grande Recanto do Sol. São dois bairros que estão na Região Norte. E os empregos de Anápolis estão na Região Sul, que é onde fica o Daia. Força as pessoas a cruzarem a cidade no mínimo duas vezes por dia. Dificulta bastante a mobilidade urbana.

Gostaria de agradecer o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), Sandro Mabel, que me ajudou a escolher a área do novo distrito industrial de Anápolis, que fica na Região Norte da cidade. Com isto, poderemos equilibrar a oferta de empregos e diminuir o trânsito dentro de Anápolis. É um planejamento a curto, médio e longo prazo para a mobilidade.

Augusto Diniz – Em 2019, o sr. cobrava bastante o serviço da Saneago de rede de água e esgoto em Anápolis. Depois, o sr. renovou a concessão da distribuição e captação de água e esgoto com a empresa estatal estadual até 2050. O que mudou nesta relação que fez com que a renovação do contrato se concretizasse? Como a prefeitura irá cobrar da Saneago a universalização dos serviços de água e esgoto na cidade?
O contrato antigo era de concessão. A Saneago podia explorar a água no município. Mas não era um contrato que deixava expressa qual era a obrigação da Saneago. Por isto que todos os governantes reclamavam – e eu também reclamei bastante -, mas tinham como obrigar a Saneago a resolver o problema. Nossa primeira intenção era municipalizar a água. Só que precisaríamos de R$ 500 milhões de investimento. A prefeitura não tinha condição de arcar com este custo.

O contrato era muito ruim. Era de concessão e já estava no fim. Faltavam apenas três anos. Qual era a única solução? Mudar o contrato. Saímos de um contrato de concessão para um contrato de programa. A Saneago não tem mais a concessão da água no município de Anápolis. A Saneago tem um contrato de programa no qual a empresa tem a obrigação de executar um cronograma estabelecido pela prefeitura. O cronograma da prefeitura será construído através da discussão e levará em consideração as necessidades das regiões da cidade.

Mudou a realidade. Hoje eu não posso apenas cobrar da Saneago. Hoje eu posso exigir da Saneago o que a empresa tem de fazer em qual prazo. Como é um contrato de programa, não precisamos falar em rescindir contrato. Se o programa não for cumprido pela Saneago, o contrato é rescindido automaticamente. Neste momento, não temos o que reclamar da Saneago. Nos nove meses do novo contrato, os investimentos feitos pela Saneago na cidade de Anápolis superam os recursos aplicados em Anápolis nos últimos dez anos.

O problema de água não foi solucionado completamente. Mas está sendo solucionado. Os investimentos têm sido feitos, o estudo ambiental para a área que receberá o reservatório está pronto, o processo de desapropriação será iniciado. Há problemas que podem ser resolvidos rapidamente. Outros precisam começar a ser resolvidos e a solução tem de ser trabalhada para que um dia comemoremos o fim deste problema. E é o que o temos feito. Estamos no meio do caminho, rumo a fim, para poder resolver de uma vez por todas o problema da água.

“O desespero e o despreparo fazem com que os candidatos façam qualquer coisa por cinco minutos de fama quando se veem na iminência de perder a eleição”

Prefeito e candidato a reeleição em Anápolis, Roberto Naves em entrevista aos jornalistas Augusto Diniz e Marcos Aurélio Silva: “O nível de baixaria chega a um ponto quase inadmissível” | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

Augusto Diniz – Sabemos que todos os municípios brasileiros dependem de recursos vindos de outros governos ou instituições para conseguir tocar mais projetos e obras. Por isto, a boa relação institucional com governador e presidente é importante. O sr. hoje mantém bom relacionamento administrativo tanto com o governador Ronaldo Caiado (DEM) quanto com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Mas seus adversários dizem que é um laço que não trouxe benefícios para Anápolis, ficou apenas no apoio político e eleitoral. De fato a sua aliança com Caiado e Bolsonaro é apenas por votos?
Responderei às críticas dos adversário com uma lista de benefícios trazidos pelos governos estadual e federal. A retomada da Ferrovia Norte-Sul, lei de incentivo à CAOA, força tática municipal, restaurante popular, Centro de Desenvolvimento Tecnológico de Linhas Férreas, que funcionará no Centro de Convenções de Anápolis através de uma parceria entre a prefeitura, o governo do Estado e o governo federal via ministro Tarcísio de Freitas (Infraestrutura).

É natural que quem não tem o apoio do governo federal e do governo do Estado tente desdenhar destas parcerias. Mas grande verdade é que o presidente Jair Bolsonaro, o governador Ronaldo Caiado e o prefeito Roberto Naves trabalhamos 24 horas por dia em função da nossa cidade. É para Anápolis que veio a aeronave Embraer KC-390 e que virá o caça Gripen. É a nossa cidade que receberá o Centro de Desenvolvimento de Indústria Bélica. Esta parceria é extremamente importante.

Digo com todas as letras: ninguém administra uma cidade como Anápolis sem parceria parceria com o governo do Estado e com o governo federal.

Augusto Diniz – Há algumas obras que precisam ser destravadas, mas que dependem de negociação com os governos estadual e federal. São elas a Ferrovia Norte-Sul, o Aeroporto de Cargas e o Centro de Convenções de Anápolis. Como estão as três construções?
O Aeroporto de Cargas tem uma contestação do Ministério Público na questão ambiental. A obra está parada porque há uma ação proposta pelo Ministério Público em decorrência de uma erosão. A Ferrovia Norte-Sul tem a Rumo Logística em parceria com o governo federal, a prefeitura e o governo do Estado. A Rumo Logística irá usar parte do Centro de Convenções para criar o Centro de Desenvolvimento Tecnológico de Linhas Férreas. A ferrovia é construída dentro do cronograma previsto pelo ministro Tarcísio de Freitas e a Rumo Logística trará parte de sua estrutura para Anápolis dentro desta parceria.

Augusto Diniz – O Centro de Convenções de Anápolis ganhará uma nova finalidade, diferente da prevista no projeto de construção da obra?
Não. O Centro de Convenções é uma obra gigantesca. Prefiro até que o governo do Estado fale sobre a parte administrativa do Centro de Convenções, mas uma parte do espaço será destinada à parceria que inclui o Ministério da Infraestrutura e a Rumo Logística. Lhe adianto em primeira mão, mas não saberia o local exato de funcionamento. A parceria já está firmada. A Rumo Logística irá ocupar um espaço do Centro de Convenções.

Augusto Diniz – No início do seu plano de governo, o sr. propõe transformar Anápolis em uma cidade inteligente. Como isto será feito? A cidade inteligente que o sr. apresenta será na parte administrativa ou incluirá o videomonitoramento na parte de segurança pública?
A cidade tem de ser inteligente. O governo tem de existir para cuidar das pessoas. Nosso foco é cuidar das pessoas. Estamos em fase de conclusão de um processo licitatório para interligar todos os órgãos públicos com fibra óptica para não dependermos de uma rede de internet externa. Precisamos contar com uma rede de intranet. Com a rede de fibra óptica iremos aumentar a velocidade de comunicação entre os órgãos da prefeitura, o que melhorará ainda mais o atendimento à população.

Com a rede de fibra óptica, conseguiremos instalar 200 câmeras de segurança, o que já está em licitação. Usaremos tecnologia de reconhecimento facial e identificação de placas para auxiliarmos o trabalho da Polícia Militar e da Polícia Civil. Quando falamos em cidade inteligente e cidade moderna, precisamos desburocratizar a cidade.

Anápolis é a única cidade do País que tem alvará de construção e uso do solo 100% on-line, medidas que foram implementadas na nossa gestão. A pessoa consegue tirar o uso do solo oficial e aprovar um projeto na Prefeitura de Anápolis mesmo se morar na China. Queremos transformar Anápolis em uma cidade inteligente onde as pessoas são as maiores beneficiadas.

Augusto Diniz – A sua coligação se consolidou com 14 partidos. Como foi possível fechar uma chapa com tantas siglas em apoio à sua reeleição?
Com muita tranquilidade. As pessoas reconheceram o trabalho que foi realizado. É uma construção do diálogo, com apresentação do que já fizemos e aquilo que queremos fazer para a nossa cidade. Recebi com grande alegria. Quando mais pessoas lhe apoiam significa reconhecimento pelo trabalho feito.

Marcos Aurélio Silva – Uma coligação ampla assim facilita a construção de uma base confortável na Câmara?
Uma base ampla na Câmara, assim como foi para disputar a eleição, depende muito de conversar e mostrar o que se quer. Base ampla na Câmara significa bons projetos. Se o prefeito apresenta bons projetos, terá uma base ampla. Se apresentar projetos ruins, a pessoa não terá base alguma. Se o Executivo quiser ter uma boa convivência com o Legislativo, basta apresenta bons projetos e explicar o porquê de cada proposta. Acredito muito em uma base ampla pela nossa forma de governar.

Augusto Diniz – O deputado Antônio Gomide alega que Anápolis abandonou o videomonitoramento que existia na gestão do parlamentar à frente da cidade. As câmeras não estão mesmo em uso?
Não abandonados qualquer projeto criado em gestões anteriores. O grande problema é que fingiam que faziam o serviço. As câmeras não tinham visão noturna. Só conseguiam observar o que ocorria durante o dia. O que fazemos é modernizar e melhorar cada vez mais tudo o que foi implementado por governos anteriores. Não acabamos com projetos de ex-prefeitos ou mudamos o nome da iniciativa. Esta é a forma que administramos. Muitas vezes conseguimos melhorar os projetos. Porque entendemos que desta forma quem ganha é a população.

Augusto Diniz – O sr. abre seu plano de governo com as frases: “O desenvolvimento de Anápolis não pode parar. Nosso desafio é continuar fazendo mais e melhor com ousadia”. Por que o sr. acredita que o eleitor deve deixa-lo mais quatro anos à frente da prefeitura?
Mesmo ao enfrentar todos os problemas de pandemia e crise econômica, com governo Michel Temer (MDB) e companhia, conseguimos cumprir aproximadamente 95% daquilo que tínhamos proposto em 2016. É o que nos dá credibilidade. As pessoas sabem que sou de falar pouco, mas também sabem que trabalho bastante. O que nos dá credibilidade é saber que, mesmo com todas as dificuldades, lâmpadas de LED já foram instaladas em metade da cidade, a UPA Pediátrica está em funcionamento, a força tática municipal está nas ruas, o Natal de Coração leva o espírito natalino aos quatro cantos da cidade e a Secretaria de Desenvolvimento Social realmente faz um trabalho de justiça social.

Tudo aquilo que tínhamos apresentado lá atrás quando queríamos ser prefeitos de Anápolis para implantar na nossa cidade conseguimos cumprir aproximadamente 95%. É o que nos dá credibilidade para poder conversar com as pessoas, com a cidade e apresentar novas propostas. Quando o anapolino olha as propostas que temos, naturalmente a pessoa lembra das propostas que foram feitas em 2016. Quando a população vê as propostas que fizemos em 2016, a cidade enxerga com muita tranquilidade tudo aquilo que avançamos. Construímos a nossa história em cima da verdade. Isto facilita demais o trabalho.

Augusto Diniz – Como será o Natal de Coração em 2020? Haverá alguma alteração em decorrência da pandemia?
A primeira-dama [Vivian Naves] e a secretária de Desenvolvimento Social [Eerizânia Freitas] levam em consideração a pandemia e os protocolos de segurança para decidirmos se há condição de realizarmos o Natal de Coração. É uma ação importante porque todo ano se as pessoas mais carentes queriam ver o espírito natalino tinha de ser através da televisão ou precisavam pegar um ônibus até o Centro da cidade para ver as ruas iluminadas.

No Natal de Coração não. A pessoa não precisa sair de casa. Ela recebe a caravana do Papai Noel onde mora, com trenzinho da alegria, algodão doce, pipoca, foto, apresentação cultural e um brinquedo para aquela criança que realmente precisa. É uma forma democrática de cuidara das pessoas. Mostra aquilo que pensamos e queremos para nossa cidade: uma Anápolis que realmente tenha participação de todos, independente de onde more.

Augusto Diniz – O sr. disse que aproximadamente 95% das promessas feitas em 2016 foram cumpridas. Mas quais foram os projetos que o sr. gostaria de ter concluído, mas precisará de mais tempo e pretende executar caso seja reeleito prefeito?
Precisamos terminar de resolver o problema da água e da Câmara Municipal, que é um presente do PT. O PT deixou este presente para a cidade. Não conseguimos encontrar um escritório de engenharia que queira emitir o laudo final se é preciso demolir ou se há condição de terminar a obra. A primeira licitação foi realizada e nenhum escritório de engenharia quis emitir laudo.

Augusto Diniz – Por que nenhuma empresa de engenharia quis assumir a obra?
Porque é uma obra problemática, construída no brejo, mal projetada, com problemas de infraestrutura e de projeção de escândalo nacional. Os escritórios de engenharia não querem entrar em uma situação assim. Por isto abrimos um processo licitatório, com pregão eletrônico. Qualquer empresa do País poderia participar. Mas não apareceu interessada.

Voltamos a divulgar para que alguma empresa se sensibilize e venha avaliar a obra. Procuramos a Universidade Federal de Goiás (UFG), que não quis vir a Anápolis realizar o estudo para a prefeitura. Corremos atrás. O que não podemos é tomar uma decisão política sobre o prédio da Câmara Municipal. Precisamos de uma decisão técnica. Até porque os envolvidos com a obra e o governo passado respondem criminalmente pela obra. É uma questão que está nos 5% de propostas que ainda precisamos resolver.

Augusto Diniz – Há alguma possibilidade de apresentar uma proposta de mudança da área de construção do prédio da Câmara?
A prefeitura é um poder independente. A Câmara é outro poder independente. A prefeitura não tem de cuidar de prédio da Câmara Municipal. Quem tem de se preocupar com o prédio do Legislativo é a Câmara. O que precisamos saber é se vamos terminar aquela obra e aproveitar para alguma finalidade ou se teremos de jogar no chão. Por isto precisamos de um laudo técnico que defina a condição. O Ministério Público recomendou a demolição. Mas precisamos de um laudo técnico para embasar a decisão.

Augusto Diniz – O governador Ronaldo Caiado decidiu há duas semanas intensificar a agenda eleitoral de apoio aos candidatos a prefeito nas cidades em que os candidatos têm chance de irem para o segundo turno. Em Goiânia, como o palácio fica na capital, tem participado de eventos da campanha do senador Vanderlan Cardoso (PSD) diariamente. Tem a previsão de participação de Caiado na reta final do primeiro turno em Anápolis?
Como disse no início da entrevista, nossa agenda tem sido bem diferente. Não abrimos mão de trabalhar e cuidar da cidade. Não realizamos carreatas ou reuniões com aglomeração. Temos respeitado todos os protocolos de segurança. Existe uma dificuldade na organização de grandes eventos em Anápolis, o que fez com que o governador Ronaldo Caiado não pudesse estar presente nas agendas de campanha. Mas temos certeza do carinho do governador. Sempre que preciso o governador está em Anápolis. É mais uma questão de ajustar o evento de campanha para que Caiado possa estar presente.

Augusto Diniz – A troca de partido, do PTB para o Progressistas, ajudou na aproximação com o governador Ronaldo Caiado?
Independentemente de partido, a aproximação com o governador começou quando Ronaldo Caiado foi eleito. Eu troquei de partido no final de 2019. A aproximação se deu em função de eu ser prefeito da cidade onde o governador nasceu. Quando o governador assumiu o mandato de governador, Caiado me convidou para ir ao Palácio das Esmeraldas e disse que queria que eu o desse a oportunidade de trabalharmos juntos para transformar Anápolis. Respondi que “tudo que eu quero é o que há de melhor para Anápolis”. “Se o sr. quer esta parceria, que é importante para Anápolis, não tem porque não fazermos.” 

É uma relação muito respeitosa. Conversamos muito aquilo que é importante para a cidade. Também dialogamos sobre outros assuntos que dizem respeito ao Estado, mas eu não tenho participação na politica do governo estadual. O que temos é uma amizade. Hoje posso dizer com muita tranquilidade a vocês que admiro e aprovo tudo que o governador tem feito à frente do Estado. Acredito que o governador Ronaldo Caiado será a pessoa mais preparada para disputar a reeleição em 2022. Com certeza estarei do lado do governador.

Augusto Diniz – Por que o sr. optou por sair do PTB e ir para o Progressistas?
Quando houve uma intervenção no PTB estadual e foi trocada toda a direção do partido pelo presidente nacional, o ex-deputado federal Roberto Jefferson, não concordei com muitas coisas que ocorreram naquele momento e decidi não ficar no PTB. Optei pelo Progressistas, um partido que tem uma base muito forte no Estado de Goiás, que trabalha cada vez mais para ampliar o número de prefeituras, que tem um bom tempo de televisão e que tem serviço prestado.

Augusto Diniz – Em 2016, o sr. entrou como um nome desconhecido na disputa eleitoral e optou na urna por utilizar sua marca na educação privada para concorrer como Roberto do Órion. Quando foi o momento que o sr. entendeu que o anapolino já o conhecia pelo nome como prefeito e podia voltar a ser Roberto Naves?
Quando as pesquisas deram que o índice de conhecimento do nome do prefeito na cidade passava de 80%. Foi quando passei a adotar Roberto Naves. Mas foi uma decisão tomada com base em dados científicos.

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