“José Eliton tem trajetória de renovação. Caiado sempre disputa eleição de forma reacionária”

Deputado federal do PSD diz acreditar que governador terá tempo e condições de crescer nas pesquisas pelo legado de seu grupo e ações à frente do Estado

“Não tenho a menor dúvida de que José Eliton é o que representa o melhor futuro para nosso Estado.” Confiante na decisão que seu partido, o PSD, fará até as convenções, o deputado federal Thiago Peixoto afirma que a melhor opção para o cargo de governador na eleição de outubro é a reeleição do tucano.

O parlamentar diz enxergar no sucessor de Marconi Perillo (PSDB) a representação do legado de um grupo político que está há mais de 19 anos no poder e a única esperança de renovação concreta entre as pré-candidaturas apresentadas até o momento em Goiás. Mesmo que o presidente do PSD, o ex-deputado Vilmar Rocha, não venha a apoiar José Eliton, Thiago diz acreditar que se a escolha fosse feita hoje, 100% do partido escolheria permanecer na base do governador.

Euler de França Belém – As mudanças realizadas na educação pelo governo Temer surtiram efeito? Como o sr. analisa as modificações implantadas?

São extremamente positivas, porém serão aplicadas de forma mais forte a partir de 2019. Neste ano temos alguns avanços com a sua implantação, mas haverá um salto de escala com a quantidade de escolas que serão implementadas a partir do próximo ano. Todo mundo falava muito em mudança do ensino médio. Na verdade, todo mundo adora falar de mudança, mas poucos querem de fato mudar.

O governo Temer teve essa qualidade assim que assumiu ao propor a mudança do ensino médio sem qualquer discussão precipitada. Era um tema exaustivamente discutido e que tinha soluções quase apresentadas. O governo teve a coragem de gerar o programa da reforma do ensino médio e sua efetividade a partir deste ano com ganho de escala em 2019.

Cezar Santos – Além da reforma do ensino médio, que o governo o PT queria ter feito, mas demonstrava falta de coragem para enfrentar o problema, o que mais seria necessário fazer para melhorar a educação?

Precisamos ter um foco maior na educação básica, tanto na pré-escola quanto no ensino fundamental como no ensino médio. As soluções para o ensino médio estão colocadas e vão gerar avanço. Mas temos de ter avanço também nos outros níveis. O fundamental, historicamente, é um nível no qual o Brasil tem mais qualidade do que tinha no médio. A pré-escola tem um desafio maior porque é algo extremamente novo. E em especial falta financiamento.

A busca de recurso é um ponto muito sério. Temos os planos adequados, com soluções colocadas, mas precisamos ter mais financiamento. Não é apenas ter mais dinheiro. O recurso precisa ser mais bem aplicado. Brasil teve um avanço da quantidade de recurso educacional, mas não se avançou na aplicação do dinheiro, o que é uma falha na execução. Não existe aplicação focada em resultado. E o resultado é olhar para o aluno.

Discutimos a educação em todas as perspectivas, mas discutimos pouco o assunto olhando para o aluno. Precisamos lembrar que só existe um sistema educacional porque existe o aluno, e ele tem de aprender. É preciso ter menos teoria e menos conversa. É hora de aplicar as soluções colocadas e ter um olhar muito específico para o aluno, porque é ele quem deve ser o centro do debate.

Euler de França Belém – Na biografia do ex-prefeito de Catalão, Haley Margon Vaz, há a informação de que ele mantém privadamente um curso de matemática para crianças e adolescentes pago por ele. Como o sr. avalia medidas de participação na educação como essa e a do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa), no Rio de Janeiro?

É uma grande iniciativa, tenho certeza que colabora muito, mas temos de ter medidas que saiam do ponto de vista de experiências pontuais para ganhar escala. É muito comum que todo mundo tenha um projeto na educação. Só que esses projetos viram praticamente projetos pessoais. Individualmente, o que Haley faz é muito bom. O que precisa acontecer é o setor público olhar para um projeto como esse, que em Catalão deu certo, e dar a escala adequada para fazer com que isso chegue a todas as escolas.

Temos de sair de uma educação que muitas vezes dá resultado do ponto de vista experimental, mas que precisa ganhar escala. Esse é um grande gesto do Haley que faz parte da história de vida do ex-prefeito. Tive a oportunidade de participar do lançamento da Universidade Federal de Catalão (UFCat). Quando chegou a minha vez de falar, decidi passar para o Haley se pronunciar no meu lugar, porque Haley foi o grande incentivador daquele momento. Fez isso como homem público e continua a fazer de forma individual.

Euler de França Belém – O sr. sabia que Haley pagava os salários dos professores da UFG em Catalão?

Sabia. Para instalar o curso, a prefeitura teve de assumir a folha de pagamento da universidade. Haley teve um papel fundamental na criação da Universidade Federal de Catalão. É de fato o homem que mais lutou para que aquilo ocorresse. Houve um grande trabalho coletivo, com muita gente envolvida, mas ele tem papel de pioneiro, fundamental e crucial.

Euler de França Belém – O ex-governador Marconi Perillo (PSDB) tentou implantar as Organizações Sociais (OSs) na educação em busca um resultado: melhorar a qualidade da educação para os alunos. Por que o governo não conseguiu tirar do papel esse projeto?

O governador partiu do princípio de que uma iniciativa que deu certo na saúde, a qual ninguém discute o avanço obtido com a aplicação de um novo modelo com as OSs, e decidiu que faria o mesmo na educação. Só que o grande enfrentamento corporativista impediu que isso ocorresse. O governador colocou o projeto como prioridade, mas houve todo o embate corporativista, uma má interpretação por diversos setores da sociedade e não foi possível de implementar o que seria o primeiro caso nacionalmente.

Todo Brasil espera que um primeiro Estado implemente essa medida em escala maior para que passe a ser adotada como política pública. Insisto que mais uma vez foi o corporativismo que venceu a inovação, venceu um olhar claro e forte de atendimento ao setor público, pensando nos seus interesses corporativistas impedindo que a inovação chegasse.

Euler de França Belém – Caso um dos pré-candidatos a governador pedisse ao sr. que apresentasse duas propostas para a educação nos próximos quatro anos, quais seriam?

A minha primeira sugestão é algo que Goiás já vem fazendo, mas que talvez não seja dito com muita clareza: não inventar a roda. Não trazer uma solução mágica. Temos práticas educacionais no Brasil e no mundo que se mostram eficazes. O que precisamos é colocar, de forma conjunta, e aplicar à nossa educação pública.

Fizemos isso em certo nível quando fui secretário com o pacto da educação, que era o uso de políticas públicas de sucesso no mundo que pudessem ser adaptadas e gerar avanço no nosso Estado. Não é preciso inventar a roda. É olhar o que tem dado certo em outros países e colocar de forma conjunta para ser aplicado na nossa educação.

É por isso que o Estado de Goiás nos últimos anos tem tido avanços em qualidade. Porque tem práticas inovadoras, não quer inventar a roda e vem buscando o que tem dado certo para a rede estadual.

Euler de França Belém – Mas não haveria outra sugestão além dessa?

Não porque não há solução mágica. É preciso buscar soluções sistêmicas que estão funcionando no mundo e possam ser aplicadas em escala no Brasil. Não faria nada diferente do que a rede estadual vem fazendo há algum tempo. Não é uma coisa ou são duas. É uma série de políticas públicas que possam acontecer e já vêm acontecendo em Goiás. A questão do currículo, a do ensino médio e uma série de práticas positivas que vêm ocorrendo nacionalmente e que podem ser aplicadas aqui em uma escala específica.

Cezar Santos – Realizou-se na Assembleia semana passada uma audiência pública para discutir compliance, que é objeto de um projeto do deputado Francisco Jr. (PSD) para implementar a prática na administração pública. Como estão Goiás e o Brasil na discussão sobre planejamento e controle de gastos?

Há uma nova discussão com relação a controle no País dado a tudo que vem ocorrendo. As grandes crises políticas que o Brasil vive são fruto da corrupção, que têm uma relação muito grande com controle e com compliance. O nosso modelo fracassou. Qualquer discussão nesse sentido tem de avançar. O Brasil ainda tem de descobrir qual modelo exato. Ainda não há uma solução colocada. A visão da iniciativa privada de compliance não pode ser simplesmente trazida para o setor público, porque são objetivos diferentes. Temos de estabelecer uma nova relação com controle.

Participo de um grupo chamado “Bra­zil Rising”, incentivado pela Fundação Lemann. É formado por 30 pessoas, inclui governadores, senadores, senadores, deputados federais, professores e tem discutido uma nova reforma de Estado. Uma reforma que passa pela questão de como gerar outros sistemas de controle no Brasil sem trazer mais burocracia e prejuízos ao investimento do setor público. Muitas vezes o controle segura o investimento. Temos de buscar um novo modelo. Qualquer iniciativa nesse sentido é muito positiva.

Euler de França Belém – O sr. tem uma atuação muito forte na área cul­tural no Congresso Nacional, setor que é sempre o patinho feio, prin­cipalmente em época de crise. Houve incentivo maior à cultura ou es­ta­gnou-se o investimento?

Houve uma nova visão de cultura, que vejo como extremamente interessante. Quem trouxe a visão e começou a aplicá-la foi o ministro Sérgio Sá Leitão, que teve toda a habilidade de, em um setor de muitas divergências e embates, trazer ações que pudessem acalmar esse setor. Mais do que isso, trouxe uma visão de economia criativa.

A cultura não pode ser vista somente do seu ponto de vista limitado. É um setor que tem uma grande influência econômica em qualquer nação. Se olhada nesse aspecto, a cultura pode tirar resultados culturais, econômicos e sociais muito fortes. Uma nova visão que começou a ser aplicada pelo ministro Sérgio Sá Leitão no governo Temer, que gerou um programa chamado “Cultura Gera Futuro”, e que deve ser implementada olhando para a cultura do ponto de vista da economia criativa além da visão cultural que nós temos.

É algo muito interessante, que vem ganhando escala em todo Brasil. Na semana passada, a proposta começou a ser apresentada em Goiás. Traz uma visão mais ampla de cultura e que terá condições de ter mais financiamentos e aceitação pela sociedade, que tira a cultura do seu gueto e jogar para a sociedade, em especial com a visão de economia criativa.

Euler de França Belém – Goiás tem agora PX Silveira como superintendente executivo de Cultura. Como o sr. avalia essa escolha? O que o sr. destaca do trabalho de Marconi e José Eliton (PSDB) na cultura em Goiás e o que precisa ser feito?

Temos uma agenda cultural forte no Estado e consolidada há décadas. Tivemos neste mês a 20ª edição do Fica [Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental], que foi um sucesso muito grande. O Fica colocou o Estado de Goiás com força na rota do audiovisual. Agora é hora de dar os próximos passos.

O próximo passo virá de um novo diálogo com a cultura com a visão de economia criativa, com novos agentes de cultura que possam participar disso. PX Silveira tem toda legitimidade e história para promover esse diálogo, trazer novos caminhos e soluções. PX tem uma história no Estado, história nacional na Funarte [Fundação Nacional de Artes], tem diálogo muito forte com o ministro da Cultura. O superintendente, ao lado do governador José Eliton, pode traçar os novos passos da cultura no nosso Estado.

Euler de França Belém – O tempo novo é novo na cultura?

Tenho certeza que sim. Contudo, tem de buscar autorrenovação, novos avanços. Isso não cabe só à cultura. O Estado e o tempo novo trouxeram avanços significativos para Goiás em todos os aspectos: na saúde, educação, cultura, na nossa economia então nem se fala. Temos de avançar. E nada melhor do que o grupo ou as pessoas que conseguiram promover esse diálogo até agora e o avanço com Goiás para olhar para o futuro e traçar os novos passos. Não vamos traçar esses passos na cultura ou em nenhuma área voltando ao passado. Temos de olhar para o futuro.

Euler de França Belém – O grupo do ex-governador Marconi Perillo completa em dezembro 20 anos no poder. Em 1998, o discurso era de que o mesmo povo que põe tira e o de que o outro grupo havia envelhecido no governo com 16 anos. Se José Eliton vencer a eleição, o tempo novo chegará a 24 anos à frente do Estado. Como dizer aos eleitores de 1998 e à nova geração que esse grupo do PSDB, PP, PTB, PSD e PR também não envelheceu?

O povo põe e o povo tira. Essa continua sendo a mesma lógica. Somos um país democrático e acreditamos nisso. Teremos a eleição de outubro para mostrar qual o melhor caminho para o futuro do nosso Estado. Talvez por estar muito tempo na liderança do Estado, a sociedade não está gerando a comparação com o que tem acontecido no País. Se você comparar os avanços que Goiás tem alcançado em qualquer área com os outros Estados vai perceber que ainda continuamos – mesmo há mais de 19 anos no poder – avançando de forma muito rápida. Pode comparar com qualquer Estado do Centro-Oeste ou do Brasil.

Somos referência em educação básica e superior em todo País ao comparar com os outros Estados. Por vezes, ficamos vivendo o nosso mundinho e não percebemos, mas quando passamos a olhar para fora percebemos o quanto avançamos ao nos compararmos com os nossos vizinhos, que deveriam ter avançado igual a Goiás.

Nos compare com quem está apresentando projeto agora. Temos duas pré-candidaturas mais sólidas colocadas além do nome do governador José Eliton. A primeira é do senador Ronaldo Caiado (DEM). Não tem uma proposta ou não faz a mínima ideia do que ocorre no Estado em nenhuma área. Caiado só faz discurso fácil. Ele não entende nada de política pública de educação e não tem ninguém do lado dele que entenda. Não tem ninguém do lado do senador que entenda de política pública de saúde, apesar de ser médico. Se você comparar o que nós podemos apresentar para o futuro com o que Caiado pode apresentar, não tenho a menor dúvida que Caiado seria o maior retrocesso para o nosso Estado.

Apesar de Daniel Vilela ter boas ideias, o deputado não tem grupo político consolidado”

Apesar de pessoalmente Daniel Vilela (MDB) ter boas ideias e ações, o deputado não tem grupo político consolidado para gerar essa implementação. O próprio MDB vive uma implosão. Não vejo sustentabilidade para um projeto como Daniel tem defendido. Fala muito de tecnologia, mas não consegue dizer de forma clara como colocar isso em prática como política pública. É um discurso ainda raso, apesar de Daniel ser capaz. Não vejo ao lado do deputado pessoas capazes de dar esse respaldo ao pré-candidato do MDB. Se Daniel é bom individualmente, falta a ele um grupo para ajudá-lo nesse aspecto.

Se o cidadão – o eleitor – for comparar o que fizemos no passado e o que temos a oferecer com relação ao futuro com qualquer uma das pré-candidaturas colocadas, não tenho a menor dúvida de que José Eliton é o que representa o melhor futuro para nosso Estado. Muito foi feito pelo governador Marconi Perillo e por esse grupo pelo nosso Estado. Como alguém que tem compromisso com o futuro, entendo que o melhor ainda está por vir. Esse grupo é capaz de gerir melhor nosso Estado.

Euler de França Belém – Qual salto qualitativo tem de ser dado?

Temos primeiro que garantir os avanços. O economista-chefe do Instituto Ayrton Senna e professor do Insper, Ricardo Paes de Barros, esteve há poucos dias em Goiânia e mostrou estudo do Insper que aponta que o Estado de Goiás é o que mais reduziu desigualdade social no Brasil nos últimos 20 anos, com geração de emprego, aumento de renda, educação. Esse é um estudo independente que mostra como o Estado avançou naquele que é o maior desafio nacional, que é gerar mais equidade social.

É papel do governo José Eliton e do grupo que o governador lidera projetar o futuro e dizer quais serão os próximos passos dados pelo Estado em discussão com a sociedade. Não tenho dúvida que esse é o grupo capaz de fazer isso.

Euler de França Belém – Como su­perar a chamada fadiga de material?

Autorrenovação. Esse grupo tem de promover sua própria renovação com mais diálogo com a sociedade e promover mudanças nos quadros. As duas opções colocadas não representam isso. Nada melhor do que um grupo que já foi capaz de trazer avanços agora mostrar capacidade de se autorrenovar. O maior exemplo disso é o próprio José Eliton. José Eliton tem uma trajetória de vida pública muito mais de renovação do que Daniel e Caiado.

Quem é Caiado para falar em renovação? Desde que me entendo por gente, Caiado disputa eleição em Goiás e no Brasil. Sempre da mesma forma: com bravata, de forma irresponsável, sem trazer projetos, de uma forma reacionária. Se você gerar a comparação com o que está colocado, nós somos o melhor projeto. Na vida pública, Daniel tem mais tempo de mandato do que José Eliton tem. Caiado nem se fala! Mas se for somado o que Daniel tem de mandato já é mais do que José Eliton tem de vice-governador e governador. Nesse quadro, quem é um novo componente é José Eliton.

O apelo não pode ser só por renovação do agente político. O apelo tem de ser por renovação de ideias e propostas. Qual renovação de ideias Caiado representa? Zero. Ele representa passos atrás com os quais a sociedade não pode conviver.

Cezar Santos – O sr. tem citado o mote do marketing de campanha, com foco na comparação e de quem seria a verdadeira renovação. É isso mesmo?

Do ponto de vista de comparação, qual a ideia de política pública o senador Caiado tem para alguma área? Não conheço nenhuma. Não sei o que ele defende para a educação, saúde, segurança pública. Até porque nunca defende nada, só ataca aquilo que é feito. É incapaz de gerar uma ideia. É um destruidor de ideias. Não vejo ninguém ao lado de Caiado com essa capacidade.

Daniel, apesar de conhecer individualmente os valores do deputado, não entendo que represente ou tenha políticas públicas para nenhuma dessas áreas. Temos de garantir nossas conquistas e propor passos adiante como um grupo que é capaz não só de pensar, mas de implementar políticas públicas, que é o grupo de José Eliton e Marconi Perillo.

Euler de França Belém – O que Goiás pode fazer para avançar na área de tecnologia?

Não é um desafio de Goiás, é um desafio do mundo. A economia do mundo está mudando através da economia digital. E os governos terão de se adaptar a isso através de leis e com mais tecnologia. O grande desafio é como o governo pode usar plataformas tecnológicas para o diálogo e execução de políticas públicas com o cidadão. Isso pode acontecer na área educacional com relação mais próxima entre o poder público e o aluno, o pai do estudante através de plataformas de tecnologia, desde acesso ao conteúdo até a relação da comunidade com a escola.

Na saúde, isso pode acontecer desde o simples agendamento de uma consulta ao uso do histórico de dados de políticas públicas para gerar soluções. É um novo momento do mundo e Goiás não pode perder esse caminho. A sociedade vem mudando desde a sua mobilidade, na educação e na saúde, e precisamos avançar no Estado nesse sentido.

“Qualquer posição será tomada nas convenções”

Euler de França Belém – A gestão do prefeito Iris Rezende (MDB) está puxando Goiânia para trás?

Iris é extremamente contraditório nas suas posições. Primeiro quero reconhecer o papel de Iris na história de Goiânia e Goiás. Reconheço também que Iris não tem a cabeça do momento que a nossa cidade precisa. Tem a história, mas não tem o futuro. Isso atrapalha muito Goiânia. Primeiro o prefeito lançou uma ideia, que eu participei quando estava na Prefeitura de Goiânia, das subprefeituras.

Depois muda de ideia e diz que em um novo mundo não são necessárias subprefeituras, mas sim novas plataformas digitais. Até acredito que seria uma grande solução. Mas o que Iris fez em relação a isso? Não fez nem uma coisa nem outra. Vem sendo assim em todas as áreas sem exceção de nenhuma. Iris é um homem com uma história brilhante, mas um futuro que compromete a nossa capital. Nossa cidade, que é moderna, nova, aberta a todos os aspectos de novidade e inovação, está fechada com relação a isso na prefeitura.

Cezar Santos – Em outras palavras, o sr. diz que Iris ficou no passado?

Ficou. E não digo isso por causa da idade. Sei de homens com a mesma idade com capacidade de renovar e buscar novos conceitos. Iris não está se mostrando capaz. O problema é que o prefeito não gera prejuízo individual, mas sim para toda cidade. Como homem público, o prejuízo que Iris tem gerado é para todos goianienses.

Euler de França Belém – Como o sr. avalia Marconi como político? É um modernizador?

Marconi é um político com capacidade de diálogo muito ampla. Com capacidade e coragem de tomar decisões. Completamente aberto ao novo mundo, às novas ideias. Tem todo o exemplo das políticas publicas do Estado para comprovar que é capaz de conquistar espaços cada vez maiores no País. Apesar de ter tido muitos mandatos, é um político novo que terá muito futuro no aspecto nacional.

Euler de França Belém – O sr. acredita que se Marconi for eleito senador pode alçar voos mais altos?

Irá para a arena nacional. Dedicou sua vida pública à questão regional, tem diálogo e respeito nacional, mesmo com foco regional. Como candidato ao Senado e depois como senador, Marconi deve partir para um projeto nacional.

Euler de França Belém – Os encontros dos governadores do Centro-Oeste tiveram resultados práticos ou houve apenas discurso político?

Gerou o diálogo e a troca de experiências positivas de políticas públicas entre os governadores. O exemplo mais claro disso são as OSs na saúde, que hoje acontecem nos outros Estados do Brasil Central tendo Goiás como exemplo. Diversas práticas educacionais também foram adequadas a outros Estados. Os governadores e suas equipes passaram a dialogar e a trocar experiências.

Outra importância foi a criação de um bloco político forte com peso nacional. Há hoje um grupo de governadores que têm diálogo, afinidade e que defendem políticas públicas próximas uma da outra nacionalmente, o que gera facilidade para que tudo avance. É um projeto novo, com menos de três anos, que já gerou resultados práticos, mas que tende a gerar mais resultados ao longo do tempo.

Cezar Santos – Na segurança pública, falava-se na interligação das polícias no Consórcio Brasil Central, que depois se tornou uma discussão nacional. O sr. percebeu essa movimentação?

A partir desse grupo, passou-se a ter uma discussão de segurança pública integrada, primeiro do ponto de vista regional, que foi uma conversa liderada pelo governador José Eliton. Ele teve a ideia de uma integração regional. Depois, o próprio José Eliton liderou o debate da integração de inteligência e de política pública na segurança em âmbito nacional.

A primeira pessoa que falou sobre a criação do Ministério da Segurança Pública foi o governador José Eliton. Hoje se vê que isso ganhou escala. Temos uma secretaria com status de Ministério pensando a política pública de segurança nacional e integrada. Essa discussão nasceu no grupo do Brasil Central, liderada pelo ex-governador Marconi Perillo e pelo governador José Eliton.

Cezar Santos – Por isso que o projeto da política de segurança pública nacional foi aprovado no Senado e vai se tornar um programa nacional.

Foi uma visão que nasceu regional em Goiás, depois tomou a dimensão do Brasil Central, e que em seguida ganhou, liderada por Goiás e pelo Brasil Central, proporção nacional. Parece até óbvio, mas é gerar uma integração de segurança pública. Muitas vezes falta no Brasil fazer o óbvio para que as coisas de fato aconteçam.

Euler de França Belém – Como se resolve o problema das grandes organizações criminosas, que são chamadas de Estado bandido?

Com inteligência entre os governos estaduais e federal para desarticular esses grupos. Não vamos vencer simplesmente com a guerra entre polícia e bandido. Temos de ir um degrau acima.

Euler de França Belém – O sr. é um deputado federal dos mais atuantes de Goiás, o PSD tem três deputados estaduais [Simeyzon Silveira, Lucas Calil e Francisco Jr.] e 16 prefeitos, que apoiam a pré-candidatura do governador José Eliton. Conseguirão convencer Vilmar Rocha a subir no palanque do tucano?

A posição pessoal do Vilmar Rocha não é o nosso objetivo. Não queremos convencê-lo. O que queremos é o partido nesse projeto. Vilmar chegou a um nível de críticas e posicionamento difícil de se envolver em uma campanha. A grande maioria do partido pensa diferente do presidente do PSD. Vilmar é um homem sério, que sempre se pautou pela democracia. Tenho certeza que ele respeitará a maioria e tenho convicção total de que o PSD caminhará com José Eliton.

Vilmar diz que a decisão será tomada nas convenções. Qualquer decisão partidária será tomada nas convenções, não só do PSD. Se a convenção fosse hoje, não tenho dúvida que 100% do partido decidiria por caminhar com José Eliton candidato a governador.

Cezar Santos – Além do PSD, outros partidos da base se mantêm em posição dúbia sobre declar apoio à reeleição de José Eliton. Por que tem havido essa indefinição?

É natural os partidos dialogarem com todas as forças políticas, o que é legítimo, e tomarão suas decisões no momento adequado. Não posso falar pelos outros partidos. No PSD de fato há uma divergência. Não é simplesmente a vontade esperar. Entendo que quanto antes o partido demonstrasse a decisão de apoio, mais o partido teria condições de se fortalecer nesse projeto. Mas é uma posição minha que diverge de Vilmar Rocha. Na hora certa vamos chegar à convergência.

É importante dizer que minha relação com Vilmar é de amizade. É a primeira vez que nós divergimos. Temos convergência com quase tudo que lemos. Temos hábito de trocar livros de presente. Concordamos na visão de mundo e na decisão de Vilmar no rumo que o Brasil deve seguir, que é com Geraldo Alckmin (PSDB). Mas tenho divergência na eleição estadual. Isso é democrático, pontual, mas temos muito mais coisas que nos unem do que nos separam. Nós nos respeitamos.

Euler de França Belém – Mesmo contra, Vilmar Rocha não faz ataque pessoal ao governador José Eliton. Entendo apenas como uma crítica.

Vilmar tem uma visão – e tem legitimidade para tê-la – com relação a uma mudança que deve ocorrer em Goiás.

Euler de França Belém – Por que o PSD acredita que José Eliton vai crescer nas pesquisas e ganhar a eleição?

Caiado é conhecido por sua história política por 100% dos goianos. É mais fácil nesse momento as pessoas falarem que vão votar naquelas que conhecem. Quando alternativas novas forem apresentadas e o cidadão começar a conhecer melhor José Eliton, teremos uma mudança significativa nesse quadro. Basta ver as pesquisas de segundo turno.

Quando se tem o cenário Caiado e José Eliton é possível ver o governador quase que triplicando sua intenção de votos e Caiado subindo poucos pontos. Enquanto Caiado chega ao seu limite, José Eliton representa perspectiva maior de crescimento. Vivi outras eleições e vi isso acontecer com Alcides Rodrigues em 2006, Maguito Vilela em 1994, quando Caiado perdeu as eleições. Temos provas históricas de que isso pode acontecer.

“Principal problema do Daniel é o MDB”

Thiago Peixoto diz a Cezar Santos e Euler Belém: “PSD tem legitimidade para pleitear vaga ao Senado para Vilmar”

Cezar Santos – Apesar de ser natural relativizar o peso das pesquisas, na última pesquisa Serpes/O Popular, Caiado começou a cair, Daniel diminuiu e José Eliton começou a subir. Qual leitura o sr. faz desse cenário?

Isso mostra de forma clara que conforme José Eliton vai se mostrando como alternativa, o governador tem maior adesão da sociedade. Como governador, José Eliton vai mostrar mais sua identidade, passará a defender mais o que pensa, tanto o legado quanto o futuro. Será natural o crescimento. As pessoas vão perceber que, apesar de conhecer, Caiado é incapaz governar o Estado. Ficará cada vez mais claro com esse embate. Por outro lado, Daniel é fragilizado pelo próprio MDB.

Euler de França Belém – Há dois aspectos: a divisão do MDB e o envolvimento do partido em um escândalo nacional de corrupção.

O principal problema do Daniel, que é o presidente do partido, é o próprio MDB, que não consegue ter um discurso firme, um projeto claro, com uma dissidência quase autofágica. É estranho.

Euler de França Belém – Na disputa entre Lúcia Vânia (PSB) e Demós­tenes Torres (PTB), a base vai apoiar quem? E o PSDB fica com quem?

Gostaria que o candidato da base ao Senado fosse Vilmar Rocha. Defendo que, assim com PSB e PTB, o PSD tem legitimidade para pleitear uma eleição ao Senado e nós temos um nome que é Vilmar Rocha. O que dificulta são as posições do Vilmar. As posições que tem tomado publicamente o atrapalham nesse processo. Mas vejo que deveria ser o objetivo do PSD. Meu nome para o Senado neste momento não é da Lúcia nem do Demóstenes, é do Vilmar.

Euler de França Belém – Como o sr. analisa a batalha campal travada entre Lúcia Vânia e Demóstenes?

Demóstenes tem mostrado presença e disposição muito grandes, a­lém do diálogo com os municípios, li­deranças políticas e a sociedade. Isso facilita muito o trabalho do pré-candidato do PTB. Por outro lado, reconheço o peso que a senadora Lúcia Vâ­nia tem dos partidos que hoje caminham com ela, tanto o PSB quanto o PPS. É importante que estabeleça-se o critério adequado para qualquer decisão. Seja favorável ao Demóstenes ou à Lúcia ou para outro nome.

Euler de França Belém – Alckmin suporta o bombardeio até outubro e consolida-se como candidato?

Espero que sim. Temos um momento interessante de fortalecimento dos extremos no País. Precisamos de líderes com mais bom senso, que busquem mais diálogo, maior capacidade de construção do que os extremos. Alckmin é um exemplo disso. O problema é que são os discursos extremistas que têm tido maior apelo, e isso pode custar caro ao Brasil. O caminho quase nunca está nos extremos. Não conheço solução viável que seja extremista.

Euler de França Belém – Como o sr. avalia o movimento encabeçado por Cristóvam Buarque (PPS-DF), Vilmar Rocha e Fernando Henrique Cardoso (PSDB) de lançar um candidato de centro no primeiro turno?

Apesar de concordar e defender o movimento, vejo que não teve a força necessária para gerar essa união. Não teve, até o momento, adesão forte. O que pode ser um problema.

Euler de França Belém – O sr. acredita que o PT pode apoiar a candidatura de Josué Alencar (PR-MG), filho do ex-vice-presidente José Alencar?

Não sei dizer. Vejo que qualquer apoio do PT a uma candidatura atrapalha o partido nos seus projetos eleitorais ao Congresso e nos Estados para as Assembleias. Ter um nome do PT fortalece esses projetos. É muito difícil o PT abrir mão disso.

Euler de França Belém – Há quem acredite que Henrique Meirelles (MDB) seria um bom presidente, mas não seria um bom candidato. Como explicar?

É exatamente isso. Sempre que ocupou posições no Executivo, ocupou com muita competência. Seja na vida pública ou na iniciativa privada. Como presidente do Banco Central, Meirelles foi responsável pelo salto econômico que o Brasil teve. Como ministro da Fazenda, foi responsável por virar a curva descendente econômica e colocar o País em uma curva crescente. Mas do ponto de vista eleitoral e político, Meirelles tem suas deficiências e dificuldades. Seria um bom presidente, mas não um bom candidato.

Euler de França Belém – A economia está em recuperação lenta, prejudicada pela greve dos caminhoneiros, que não têm dimensão da crise que geraram. Parece que o País está pior do que a realidade. O Brasil vai crescer 1,3%, o que não acontecia antes. Por que a desconexão entre o Brasil real, em processo de recuperação, e o Brasil apocalíptico que a imprensa vende?

Nós vivíamos até o ano passado a maior crise econômica da história do Brasil. Uma crise sem precedentes. Muito pior do que qualquer outra crise. Desde que se começou a medir o PIB no Brasil nunca tivemos uma crise tão forte. O governo Temer, junto com o ministro Meirelles, teve a capacidade de reverter essa curva. A sociedade está muito ansiosa, com razão, com relação aos resultados.

Apesar de ter revertido, o cidadão ainda sente a economia muito frágil. A pessoa está desempregada ou tem alguém na família que está sem emprego. Ela não consegue ver esse movimento de reversão da crise na sua vida. Entendo que essa insatisfação continue. O problema é que, por mais que o governo tenha avançado em algumas medidas, ainda não fizemos mudanças estruturais para continuar avançando para a recuperação dessa crise.

Euler de França Belém – A falta de legitimidade do presidente Temer tem prejudicado o processo de recuperação?

Falta força política do governo com o Congresso e com a sociedade para promover os avanços. Mas o governo tentou fazer a reforma da Previdência, infelizmente não conseguiu. Vamos pagar caro com isso. Teríamos um avanço econômico muito maior se a reforma da Previdência tivesse sido feita ano passado. As reformas vão ocorrer. Sem elas o Brasil não vai ter como avançar.

O principal problema do Brasil para poder crescer é resolver o problema das contas públicas. O que mais gera desequilíbrio hoje é a Previdência. Se não mexermos nisso complica. Agora temos um discurso hipócrita. Todo mundo concorda com a reforma da Previdência, “mas não essa que está aí”. Qual seria então? Isso é conversa fiada para ficar bonito. Então é preciso dizer qual seria essa reforma. O Congresso teve ampla discussão. A reforma enviada pelo governo foi alterada em um amplo debate.

Cezar Santos – Como o sr. vê as pré-candidaturas de Marina Silva (Rede) e Ciro Gomes (PDT) polarizarem o debate? Quais são as vantagens de cada um deles?

O pior caminho que o Brasil pode ter é com Bolsonaro, que é extremamente radical em suas posições, com declarações polêmicas, a favor inclusive de tortura. São coisas extremamente fortes que a sociedade brasileira não pode conviver. Qualquer alternativa que não seja o Bolsonaro é melhor. Defendo a candidatura do Geraldo Alckmin. Entendo que Meirelles seria um bom nome.

Ciro é um homem inteligente, com experiência pública como governador, ministro e parlamentar, um homem corajoso, muito polêmico, que talvez tenha de segurar mais suas opiniões, mas não o colocaria como um nome ruim para presidir o Brasil. Marina, apesar de considerá-la muito capaz, a vejo muito sozinha. Não é uma pré-candidata com relação sólida com a política e com a sociedade. Apesar de aparecer bem nas pesquisas, não a vejo com trânsito adequado para governar o Brasil.

Cezar Santos – Marina Silva se au­senta dos debates mais polêmicos.

Ela se ausenta dos debates importantes. Criou um partido muito tímido do ponto de vista político, tanto de grupo quanto no debate. Marina é frágil politicamente. Ciro não. Ciro já é capaz de criar um corpo político tanto para ganhar a eleição quanto para governar o Brasil.

Cezar Santos – Fala-se que com esse clima de desencanto da sociedade com a política, pode haver uma renovação muito grande no parlamento. O sr. vê essa possibilidade?

Na última eleição tivemos uma renovação no parlamento de quase 50%. O parlamento brasileiro tem um nível de renovação alto. O problema é quem você escolhe como renovação. Outro problema é que o brasileiro tem pouca atenção com a eleição para o Legislativo. Temos um foco muito grande na eleição presidencial, dos governos estaduais, até para o Senado em algum nível. Quando se chega ao debate para eleger deputados federais e estaduais, essa discussão se torna algo muito fraco. Isso atrapalha muito.

A sociedade hoje critica o Congresso, com razão, mas como se fosse uma nave espacial que tivesse chegado na Terra e esquece que votou naquele Congresso. Ela pode mudar, manter, alterar esse Congresso. O nível de renovação vai muito de os candidatos que se apresentarem como renovação estabelecerem diálogo com os partidos, sociedade, cidadão e política. Também não vejo isso acontecer de forma forte.

Quais são os nomes para deputado federal, que não os vinculados aos partidos atuais, que surgem como fortes para a eleição parlamentar? Desconheço. Se tem um grupo buscando essa renovação de candidatos, não há um trabalho de sucesso junto ao cidadão até o momento. Isso não está claro. A pessoa acha que vai se eleger pela rede social sem construir uma base política, sem construir diálogo como a sociedade, se apresentar como a cara nova e ganhar a eleição? É muito difícil.

Cezar Santos – Pode acontecer como exceção.

Pode acontecer entre as pessoas que já são populares pela política ou por outros motivos e têm reconhecimento na sociedade. Sair do zero e querer que a sociedade reconheça isso é difícil.

Euler de França Belém – A Exame desta quinzena tem uma matéria sobre como a educação da Irlanda melhorou, inclusive atraiu o Google para o país.

Você sabia que a Irlanda tem talvez o que seria mais próximo de um modelo de Organizações Sociais gerindo a sua rede pública? O governo não tem escola na Irlanda. Como a tradição religiosa, principalmente católica, é muito forte, quase todo o sistema educacional está na mão das Organizações Sociais. O governo financia, estabelece o currículo e cria metas.

Euler de França Belém – No Brasil foi apresentado um projeto para que as universidades públicas passem a receber doações. Isso tem funcionado?

Precisamos ter essa cultura. Antes a Fundação Lemann, por exemplo, podia fazer um investimento em uma universidade americana e não podia fazer qualquer aplicação de recurso nas universidades brasileiras. Com esse projeto aprovado ano passado, gerou-se condições, que podem ser avançadas, para que isso ocorra. É preciso criar essa cultura para que o setor privado possa estabelecer um sistema de financiamento da educação pública universitária no País.

Cezar Santos – Como uma parceria.

Uma parceria que vai não só na parte de financiamento, mas também de aproximação, diálogo, para que o que seja gerado na universidade possa ser aplicado no setor privado. Para que o setor privado possa ser mais estudado nas universidades. A maior barreira disso hoje passa a ser ideologia. Há uma ideologia forte que interfere para que isso aconteça. Legalmente isso já pode acontecer, é preciso romper a barreira ideológica e cultural.

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