“Caiado não é oposição verdadeira aos 20 anos do governo como é a candidatura de Daniel”

Deputado Heuler Cruvinel (PP), que concorre a vice ao lado do emedebista nas eleições majoritárias, lembra que o senador democrata só é contrário aos tucanos a partir de 2014

Deputado federal Heuler Cruvinel, candidato a vice-governador na coligação Nova Ideias Novo Goiás | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

Do Sudoeste goiano, o deputado federal Heuler Cruvinel (PP) é o candidato a vice-governador ao lado do colega de Câmara, o parlamentar Daniel Vilela (MDB), que disputa o cargo de governador. Na defesa do emedebista, Heuler afirma que Daniel reúne as características que o povo de Goiás procura como um político de perfil renovador, jovem e que represente a mudança para governo do Estado. “Esperamos que, com o início da campanha de televisão e rádio, o nome do Daniel fique ainda mais conhecido. É a primeira eleição majoritária que o deputado disputa. Com a boa imagem que tem, ao mostrar que é um candidato de oposição bem preparado, com bons projetos, a tendência é o crescimento natural da candidatura e das intenções de voto para que Daniel possa ter condições de estar no segundo turno”, aposta.

Augusto Diniz – Como está a campanha ao lado do deputado Daniel Vilela (MDB)?
Intensificamos a nossa presença no interior com as carreatas e dividindo a chapa majoritária para ter condições de atingir o maior número de cidades neste primeiro momento. Esperamos que, com o início da campanha de televisão e rádio, o nome do Daniel fique ainda mais conhecido. É a primeira eleição majoritária que o deputado disputa. Com a boa imagem que Daniel tem, ao mostrar que é um candidato de oposição bem preparado, com bons projetos como ele tem, a tendência é o crescimento natural da candidatura e das intenções de voto para que Daniel possa ter condições de estar no segundo turno, e com isso receber novos apoios, para poder vencer as eleições. Com o início do programa de TV na sexta-feira, 31, material que já está sendo gravado, os primeiros debates na semana passada, a população começa a tomar conhecimento das propostas dos candidatos. Com isso, acreditamos no crescimento da candidatura Daniel e Heuler.

Marcelo Mariano – Qual imagem do Daniel será trabalhada no rádio e na TV, a da renovação?
A imagem da renovação, da mudança, da oposição ao governo, com novas ideias, projetos para haja condições realmente de fazer essa renovação. O eleitor tem esse sentimento de mudança muito aflorado neste momento. Temos de aproveitar o momento e mostrar a imagem do novo, de quem tem a tenacidade, vontade e capacidade de fazer. Com o perfil do Daniel, temos condições de convencer o eleitor e fazer nosso candidato crescer nas pesquisas para ter condições de chegar no segundo turno.

Marcelo Mariano – Qual avaliação o sr. faz do desempenho do Daniel nos debates até o momento?
Daniel tem se mostrado bastante preparado, com capacidade, bons projetos, assumindo o papel de oposição verdadeiro e com condições de convencer o eleitor, principalmente quando são analisadas as propostas e o comportamento de cada candidato nos debates. Na TBC, quando o debate poderia ter se estendido, houve o problema com o apresentador. Graças a Deus o jornalista Enzo de Lisita passa bem. Virão outras oportunidades para Daniel mostrar seus projetos, capacidade e preparo, principalmente no comparativo com os outros candidatos. O eleitor terá essa oportunidade de escolher o melhor candidato. E Daniel tem se mostrado muito bem.

Marcelo Mariano – O sr. disse que Daniel representa a oposição verdadeira. O senador Ronaldo Caiado (DEM) não é essa oposição verdadeira?
Até a indicação de José Eliton (PSDB) em 2010 para ser vice-governador partiu do Caiado. Esteve presente em 16 anos do governo. Só nos últimos quatro foi oposição. No tempo em que esteve no governo fez parte das ações, com indicações e presença. Caiado não é a oposição verdadeira dos 20 anos como é a candidatura do Daniel.

Rafael Oliveira – As pesquisas tem mostrado a busca do eleitor por um candidato honesto. De acordo com a última rodada da pesquisa Serpes/O Popular, 69% dos entrevistados procuram um candidato honesto. Qual será o diferencial do Daniel, já que todos candidatos dizem que são honestos e apresentam propostas?
As proposta do Daniel são mais modernas, que vem ao encontro do que o eleitor procura. Além de ser um candidato ficha limpa, honesto, que nunca teve problema ou sofreu qualquer tipo de processo, muito menos eu – temos uma chapa ficha limpa -, Daniel tem boas propostas em todas as áreas, conhece a real situação do Estado e quais ajustes fiscais que terão de ser feitos nos próximos anos para reequilibrar as finanças do governo. É preciso que haja mais gestão e menos política. Economizar para ter recurso na hora de fazer os investimentos necessários para melhorar os serviços públicos no nosso Estado.

Teremos condições de mostrar que realmente podemos reduzir o custo do Estado para que tenhamos condições de ter recursos para fazer os investimentos necessários. São essas as condições que iremos buscar para administrar e fazer as parcerias necessárias com o governo federal. Não se administra só com recurso do Estado. Os outros candidatos não tem a boa articulação que o político moderno e jovem que é Daniel tem. Nosso candidato tem capacidade de fazer a aproximação e as parcerias necessárias com os municípios, o que é de vital importância para que os recursos cheguem a toda população.

Augusto Diniz – Nas pesquisas de intenção de voto, Daniel aparece apenas em terceiro lugar. Por que, mesmo com as qualidades que o sr. defende que Daniel tem, Daniel ficar atrás de outros candidatos?
O nome do Daniel é o menos conhecido entre a população goiana. Por isso é importante o início da propaganda de televisão e rádio para Daniel se tornar mais conhecido, para que o nome do candidato possa chegar a toda população goiana. Que a população tenha conhecimento da candidatura de Daniel e identifique no nosso candidato as características que, eu acredito, ele terá condições de mostrar à população goiana. Acreditamos que ele pode ser mais conhecido, que ele pode avançar nas pesquisas. Hoje já há empate técnico no segundo lugar. Temos totais condições de ir para o segundo turno.

Com o decorrer da campanha, quando o eleitor começar de fato a analisar e passar a tomar a sua decisão, consolidar o voto, que Daniel possa crescer nas pesquisas, ter esse voto e chegar no segundo turno com o nome leve, com menos rejeição. Se mostra com boa imagem, é ficha limpa, tem boas propostas, boa articulação, bom relacionamento e é o melhor nome para ser o governador do nosso Estado.

Marcelo Mariano – Caso Daniel não vá para o segundo turno, o emedebista estaria mais próximo de apoiar Ronaldo Caiado ou José Eliton?
Daniel Vilela estará no segundo turno. Pode ter certeza de que Daniel e Heuler estarão no segundo turno. Conversaremos com quem não estiver no segundo turno o apoio à nossa candidatura para vencer as eleições no dia 28 de outubro.

Marcelo Mariano – O sr. e Daniel aceitam apoio tanto de José Eliton quanto de Caiado?
Estamos dispostos a conversar. Faz parte do nosso bom relacionamento e articulação. Queremos fazer realmente que os nossos projetos tenham condições de serem implementadas em nosso Estado.

Rafael Oliveira – Daniel disse que o apoio do PP trouxe uma musculatura forte à coligação. Quando o ministro Alexandre Baldy passará a participar efetivamente da campanha?
Foi muito importante o apoio do PP, PRB e PHS para a candidatura de Daniel. Deu a musculatura que era de vital importância, somou o tempo de televisão e rádio, que o tempo que nosso candidato usará para se mostrar para a população goiana. Daniel conseguiu um tempo maior com essas adesões. O ministro Baldy tem trabalhado no Ministério das Cidades, tem percorrido todo o Brasil. No período de trabalho, Baldy tem de estar no Ministério. Mas está à disposição da campanha. Inclusive começamos a colocá-lo como participante das próximas reuniões, eventos e compromissos da campanha.

É importante que Baldy atue principalmente nos municípios em que tem serviço prestado, principalmente em Anápolis. É de vital importância a presença do ministro Baldy em seu reduto eleitoral, município para o qual conseguiu inúmeros recursos e benefícios, para mostrar que está de corpo e alma juntamente comigo e Daniel, Vanderlan Cardoso (PP) e Agenor Mariano (MDB). Baldy está à disposição para começar a participar dos eventos de campanha.

Augusto Diniz – O sr. disse que Daniel seria a oposição de verdade porque Caiado indicou o vice de Marconi Perillo (PSDB) em 2010. Tanto a chapa do MDB quanto a do DEM tem candidatos a vice que era da base aliada até pouco tempo, no caso do sr. e do deputado estadual Lincoln Tejota (Pros). Como o eleitor tem visto essa mudança de lado?
Eu nunca ocupei nenhum cargo em nenhum governo, do Marconi ou de José Eliton. Sempre tive na Câmara Federal uma postura de independência, embora tenha sido eleito na aliança junto com o ex-governador Marconi nas outras duas eleições. Como representante da população goiana na Câmara nos últimos dois mandatos, e agora neste novo desafio em poder me lançar candidato a vice-governador, tenho de ser esse representante da população. Quando percebemos esse sentimento aflorado da população de mudança, realmente buscamos uma outra alternativa, um outro caminho, que tenha novos nomes para exercer as funções de destaque no governo.

Por isso fizemos a opção, que foi tomada pelo partido – num primeiro momento. Quando o partido, por meio do presidente, ministro Alexandre Baldy, decidiu fazer a aliança com Daniel Vilela, fui convidado a compor a chapa com vice. Foi então que fizemos a análise e a escolha de aceitarmos ser vice de Daniel por acreditar no projeto de Daniel e por ter a sensação de que a população goiana hoje busca mudança de toda a postura e prática política que temos no nosso Estado.

“PP teve mais espaço, melhores condições para crescer, ampliar espaço e ter seus nomes com Daniel”

Deputado federal Heuler Cruvinel | Fotos: Fernando Leite/Jornal Opção

Augusto Diniz – O acordo com o MDB foi fechado na noite da data limite para realização das convenções partidárias. Até aquele momento havia uma dúvida se o PP iria com José Eliton ou Daniel Vilela. Essa busca por renovação do partido era algo claro ou foi simplesmente um acordo político?
Não teve nenhum acordo político. Não temos nada definido em uma futura gestão de Daniel e do MDB sobre ocupação de espaço e cargos no governo. Esse assunto nunca foi discutido. Realmente buscamos a renovação, a mudança, que é o sentimento da população goiana neste momento. Essa foi a escolha do presidente do partido com os integrantes do executiva estadual do PP, para que o partido pudesse fazer essa opção. Depois de feita a escolha é que nos reunimos. Eu, Vanderlan e o ministro Alexandre Baldy viemos para o PP no final do período de mudança partidária para poder disputar as eleições.

Chegamos no PP entre 5 e 7 de abril. Fizemos essa escolha depois de analisar todos os projetos, qual seria o melhor caminho para o PP e a sigla teria melhores condições de buscar mais espaço. Montamos uma boa chapa para disputa dos deputados federais, temos um candidato a senador com condições reais de vencer as eleições, mas não teria condições de ser candidato em outra chapa. E o partido está representado na chapa majoritária com meu nome na vice. Onde o partido teve mais espaço, melhores condições de poder crescer e ampliar seu espaço e ter seus nomes foi junto com Daniel. Esse é um dos motivos dessa escolha, além dos projetos, que têm identificação com nosso partido, equilibrados, de mudança e que vêm ao encontro do que a população pede.

Marcelo Mariano – Houve alguma interferência da cúpula nacional do PP para que a aliança com o MDB em Goiás fosse firmada, já que o partido é aliado do governo Michel Temer (MDB)?
Foi feito um pedido do presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira, ao presidente estadual, ministro Alexandre Baldy. Mas o ministro e os integrantes da executiva do partido fizeram a escolha pelos motivos que disse anteriormente. Por entender que era o caminho onde o partido teria mais espaço de crescimento para eleger seus deputados, poder ter uma vaga ao Senado e ainda ocupar a candidatura a vice-governador. Acreditamos no projeto do Daniel. Ministro Alexandre Baldy tem uma ligação com o presidente Temer.

Augusto Diniz – O pedido do senador Ciro Nogueira e do presidente Michel Temer foi uma canetada nacional imposta para o PP em Goiás ou houve independência na escolha?
Houve independência. Não teve canetada. Foi feito um pedido, mas não foi feita a exigência. O pedido era verificar se havia condições de caminhar com o MDB em Goiás. Por acreditarmos que o projeto é viável, compusemos com o projeto e a candidatura de Daniel.

Rafael Oliveira – Alguns filiados históricos, como o deputado federal Roberto Balestra, criticaram o PP por não chegar à convenção com uma definição sobre a aliança a ser feita. Dos 26 prefeitos, 23 estão com o governador José Eliton. Esse assunto no partido é pauta superada ou ainda há a tentativa de união?
Recebemos o posicionamento dos prefeitos do PP com bastante naturalidade. Sabemos que na maioria dos municípios há a rivalidade do PP, que veio da Arena, com o MDB, que veio da UDN. Historicamente são adversários nos municípios, temos dificuldades de fazer os palanques nessas cidades. No primeiro momento, esperamos para ver qual seria a reação dos prefeitos. Sabíamos que haveria essa dificuldade de ter a adesão dos prefeitos, principalmente aqueles que têm a promessa do Goiás na Frente, que aguardam receber parcelas do programa.

Temos conversado com o deputado federal Roberto Balestra quanto com os prefeitos para que tenhamos condições de trazer a maior quantidade de prefeitos no decorrer da campanha. Precisamos esperar os avanços que virão com o programa de televisão e rádio para que possamos atuar de forma mais decisiva junto a esses prefeitos e outros componentes do partido.

Augusto Diniz – O programa Goiás na Frente gera uma dificuldade na hora de negociar com esses prefeitos?
Os prefeitos têm esperado o pagamento de parcelas do Goiás na Frente. Em grande parte dos municípios as obras estão paralisadas. Com o histórico negativo que o governo do Estado tem, principalmente com empreiteiras e construtoras de não pagamento, principalmente às vésperas de eleições, não há a confiança para que as obras possam ser continuadas. Os prefeitos esperam que as obras não fiquem paralisadas. O problema é que as empreiteiras não confiam no pagamento por parte do Estado, o que leva a paralisação na grande maioria dos municípios. Estamos esperando o desdobramento para que possamos ter uma atuação mais firme a partir de setembro.

Augusto Diniz – Qual é a importância de ter o ex-prefeito de Senador Canedo, Vanderlan Cardoso, na chapa como candidato a senador?
É um candidato qualitativo, que tem hoje bons índices nas pesquisas eleitorais para o Senado. É muito importante a candidatura de Vanderlan para a candidatura de Daniel. Vanderlan tem um recall muito grande por ter sido candidato duas vezes ao governo do Estado, saiu bem de uma candidatura a prefeito de Goiânia, indo para o segundo turno com o prefeito Iris Rezende (MDB). É qualitativo, tem boas propostas. É um empresário muito bem sucedido, saiu muito bem avaliado de quando foi prefeito de Senador Canedo. Vanderlan como candidato a senador ajuda muito Daniel na campanha.

Augusto Diniz – O que muda com a troca de Maguito Vilela pelo deputado federal Pedro Chaves (MDB) na primeira suplência de Vanderlan?
Ter Pedro Chaves como primeiro suplente de Vanderlan é uma força para fidelizar os votos do MDB. Pedro Chaves tem uma presença muito forte nas regiões Norte e Nordeste do nosso Estado.

Augusto Diniz – Daniel é de fato jovem, até pela idade, e sempre esteve na oposição aos governos tucanos em Goiás. Mas carrega o histórico familiar de um ex-governador, que é Maguito Vilela (MDB). Essa ligação tão próxima a Maguito não quebra a lógica do discurso da renovação?

Marcelo Mariano – Daniel não usará o sobrenome Vilela na urna, aparecerá apenas Daniel. Isso foi uma jogada?
Não houve qualquer interesse. É apenas para usar um nome mais simples para chegar à população. Vilela é um sobrenome que agrega à candidatura de Daniel, porque o ex-governador Maguito saiu muito bem avaliado quando foi governador deste Estado. Foi Maguito quem começou os programas sociais que depois se tornaram referência para todo Brasil, sai muito bem avaliado depois de oito anos à frente da gestão de Aparecida de Goiânia, como um dos ex-prefeitos mais bem avaliados do Estado de Goiás. É um político honesto e ficha limpa. Não tem qualquer problema Daniel ser filho do ex-governador Maguito Vilela. Para nós, Daniel pode dar sequência ao legado, a tudo de bom que foi feito por Maguito.

Augusto Diniz – Os candidatos Weslei Garcia (PSOL) e Kátia Maria (PT) têm explorado um discurso negativo à imagem de Daniel pela ligação com o governo Temer por ter presidido a Comissão Especial da Reforma Trabalhista. No discurso dos dois, Daniel teria apoiado uma reforma que teria deteriorado as condições de trabalho dos empregados. Como combater esse discurso?
A Reforma Trabalhista não trouxe nenhum prejuízo para o empregado. Ele não perdeu nenhum direito garantido na Constituição. Tivemos o melhor mês de julho no emprego nos últimos dez anos. A Reforma Trabalhista foi benéfica. Não acreditamos que possa prejudicar a candidatura de Daniel o assunto Reforma Trabalhista. Com relação a ser do mesmo partido, o presidente Temer não é candidato, não terá qualquer influência no governo do Estado. Com a saída da Presidência da República, Temer tem de ser investigado e punido caso tenha culpa em algum processo. Que possa ser responsabilizado por tudo que tenha feito ao longo dos anos. Temer não ocupará nenhum cargo público a partir do dia 1º de janeiro, quando acreditamos que Daniel ocupará o Palácio das Esmeraldas.

Marcelo Mariano – O PP é o partido com o maior número de filiados investigados na Operação Lava Jato. Como descolar essa imagem de Daniel e do sr.?
Temos o mesmo posicionamento. Quem tiver culpa tem de ser punido. Tem de ser investigado. Se tiver algum problema na Justiça que pague com a punição determinada pelo Judiciário. Eu sou ficha limpa, deputado Daniel Vilela é ficha limpa, não respondemos a nenhum processo em curso. Cheguei agora no Progressistas (PP), não participei de nenhum fato ocorrido em que outros parlamentares do partido estão sendo investigados.

Marcelo Mariano – Como trabalhar isso na campanha? A população pode acabar por associar, fora a impopularidade do presidente Temer. Como fazer para descolar essa imagem?
Não acredito que a imagem de Daniel esteja colada a de Temer. Temos em Goiás uma candidatura independente, principalmente com a figura de Daniel mostrando propostas para modernizar e melhorar o Estado de Goiás. Embora adversários tentem colar a imagem de Daniel ao Temer, o presidente não é candidato e não terá nenhuma relação com o futuro governo de Daniel.

Augusto Diniz – O candidato que as as pesquisas de intenção de votos, Caiado, tem focado muito no discurso da honestidade, ética e coerência por ser ficha limpa. Dada a distância de Daniel para o primeiro colocado, de cerca de 30 pontos percentuais, há espaço para todos os candidatos explorarem o discurso da ficha limpa?
A verdade é que ser honesto não é virtude, é na verdade uma obrigação. Tanto Daniel quanto Caiado, pelo o que sei, são ficha limpa, portanto são candidatos honestos. Temos essa figura do Daniel, acreditamos que a população enxergará essa bandeira da honestidade, que Daniel realmente é ficha limpa. No decorrer dos debates, Daniel ser apresentará com essa imagem de um candidato ficha limpa.

“Na sua atuação parlamentar ao longo dos anos, Caiado buscou espaço de oposição, de críticas, nunca tentou fazer um trabalho de construção”

Heuler Cruvinel em entrevista aos jornalistas Rafael Oliveira, Augusto Diniz e Marcelo Mariano: “Quero, sendo vice-governador, fazer o elo entre Estado e municípios” | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

Marcelo Mariano – MDB tem um candidato próprio a presidente, que é Henrique Meirelles. Nacionalmente, seu partido apoia Geraldo Alckmin (PSDB). O sr. vai subir no palanque do Meirelles em Goiás?
Meirelles é goiano, foi ministro da Fazenda, presidente do Banco Central. Quando Meirelles esteve à frente do Banco Central, o emedebista fez com que a economia de Goiás vivesse um momento virtuoso. Tivemos condições de inserir as classes C e D no mercado melhorando a condição de vida da porta para dentro de suas casas. É um momento que a população goiana e brasileira tem saudade. Tem uma boa imagem por ser um político diferenciado. Foi candidato mais votado a deputado federal em 2002, já aparece como o terceiro colocado nas pesquisas em Goiás. É um bom candidato a presidente, que acredito ter um bom perfil, que realmente pode agregar e que pode ajudar a candidatura de Daniel em Goiás.

Marcelo Mariano – É o seu candidato?
Meu partido está em uma aliança com Geraldo Alckmin. Meirelles é o candidato do Daniel. E estamos com Daniel para poder fazer a minha escolha até o dia 7 de outubro. Estaremos juntos com Meirelles participando da campanha porque é um candidato equilibrado, ponderado, com boas propostas e principalmente para poder reativar a economia do nosso País.

Augusto Diniz – Alckmin e Meirelles têm chance de ir para o segundo turno?
São dois candidatos com perfil parecido, ocupam espaço no centrão. Alckmin tem uma aliança maior, mais ampla, que dará a ele o maior tempo de rádio e televisão para poder mostrar os resultados que teve à frente de quatro mandatos como governador de São Paulo. Mas Meirelles também tem condições de crescimento, de poder buscar o espaço do centrão, tendo em vista que os dois têm o mesmo perfil. Temos de ver com o desenrolar da campanha quem terá mais condições de crescer com chance de chegar no segundo turno.

Augusto Diniz – Ao mesmo tempo, os mais de 5 minutos de Alckmin no rádio e TV podem ser um risco se mal usados?
Temos de esperar para ver o que vai acontecer a partir de agora. Mas 42% do tempo e televisão é bastante grande para poder mostrar os seus feitos em São Paulo. Ao mesmo tempo, alguns acreditam que isso pode prejudicá-lo com uma grande exposição na propaganda eleitoral.

Rafael Oliveira – Qual será perfil do sr. no cargo de vice-governador?
Fui eleito duas vezes deputado federal e sempre defendi um mandato municipalista de resultado. Sempre atuei em favor dos municípios que represento para levar benefícios e recursos, coisa que o candidato Ronaldo Caiado, ao longo dos 30 anos de mandato como representante do nosso Estado, seja na Câmara ou no Senado Federal, nunca trabalhou para levar resultados e benefícios. Não tem um município no Estado que Caiado tenha levado um prego ou parafuso para ajudar no desenvolvimento desses municípios.

Eu, diferentemente, sempre atuei para os municípios que represento, principalmente na minha região, onde tive a maior votação para chegar à Câmara Federal. Pude levar benefícios e recursos a todos os municípios da minha região. Quero, sendo vice-governador, fazer o elo entre Estado e municípios, para que possamos estabelecer essa parceria e estabelecer os benefícios. Sou um político de construção, da realização de uma política de resultado, para levar os benefícios e ajudar os municípios do nosso Estado. Esse é o meu objetivo com vice-governador junto com Daniel, tendo em vista que temos hoje uma boa proximidade e um bom relacionamento, confiança. Criamos um vínculo de amizade. Acredito que existiria esse espaço com Daniel para exercer o trabalho de parceria.

Augusto Diniz – Não tem havido um erro de estratégia dos candidatos, que têm focado demais as críticas no governador, que está no segundo lugar nas pesquisas, quando o alvo deveria ser o primeiro colocado?
Essa poderia ser uma boa estratégia, tendo em vista que sempre o candidato Ronaldo Caiado, na sua atuação parlamentar, ao longo dos anos, buscou o espaço de oposição, de críticas, nunca tentou fazer um trabalho de construção, de poder ajudar tanto as pessoas como os municípios e o Estado de Goiás de um modo geral. Esse seria um caminho para mostrar o que realmente ao longo dos anos foi feito pelo senador Ronaldo Caiado em benefício do Estado, dos nossos municípios e das pessoas.

Caiado sempre defendeu os ricos, nunca se preocupou com os pobres, com os que mais precisam, mas necessitam. Nunca teve essa preocupação em nenhum projeto na Câmara Federal e no Senado. Sempre defendeu latifundiário, sempre defendeu megaempresários, sempre defendeu os mais ricos. Mas nunca defendeu quem realmente precisa, quem realmente necessita. Esse também seria um caminho para mostrar a diferença dos candidatos nessa eleição.

Marcelo Mariano – O sr. vem de uma região em que o agronegócio é muito forte. Por que o sr. acredita que Caiado seja tão forte entre os ruralistas?
Ele sempre teve essa defesa, como disse aqui anteriormente. Sempre defendeu os latifundiários, sempre defendeu os megaempresários, sempre defendeu os mais ricos. Por isso que às vezes Caiado tem essa boa imagem, principalmente na minha região, que é a mais desenvolvida do nosso Estado de Goiás. Eu também sou representante do produtor rural, mas sempre quero trabalhar para o produtor rural, mas também para o lavrador, para o empresário, mas também para o trabalhador. Essa é a nossa diferença.

Augusto Diniz – Foram apresentadas propostas para as mulheres na semana passada. Que propostas são essas?
Principalmente pelas mulheres serem 52% da população goiana e brasileira. Elas têm de buscar espaço também na política. E hoje com a representatividade, que não temos no governo do Estado – não temos nenhuma secretária da gestão do governador José Eliton -, temos de buscar dar os espaços para que as mulheres possam defender o que elas necessitam.

Entre as atividades estão a recreação, na Secretaria da Mulher, investir nas delegacias especializadas de proteção à mulher, auxiliar no combate aos crimes previstos na Lei Maria da Penha no nosso Estado para que as mulheres possam ser protegidas, tendo em vista que Goiás é o segundo Estado em número de feminicídios. Temos de trabalhar em defesa e proteção das mulheres no Estado.

Marcelo Mariano – Quantos deputados estaduais e federais o PP espera eleger?
Acredito que a nossa chapa – PRB, MDB e PP – deva fazer de quatro a cinco deputados federais. Estaduais acreditamos que elegemos dois na chapa pura do PP. Temos quatro nomes competitivos: Sandes Júnior, Roberto Balestra, Alexandre do Baldy e Professor Alcides. A chapa da coligação ainda tem Iris Araújo (MDB) e João Campos (PRB).

Marcelo Mariano – Quanto do fundo eleitoral do PP vai para a campanha do Daniel Vilela?
Ainda não temos nada estabelecido. Estamos esperando a resposta do presidente estadual do partido, Alexandre Baldy, para que o ministro tenha condições de destinar parte do dinheiro do fundo para a candidatura do Daniel.

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