“Anápolis parou e precisa de gestão, por isso sou candidato a prefeito”

Empresário do setor de Educação, filiado ao PTB, se coloca como alternativa ao oficialismo municipal e estadual na sucessão de João Gomes

Foto: André Costa

Foto: André Costa

Determinação e esforço são as duas palavras que podem definir a têmpera do empresário Roberto Naves e Siqueira, homem que chegou a Anápolis em 2001, como professor e no ano seguinte montou seu próprio e bem-sucedido curso preparatório para vestibulares. Filiado ao PTB, com experiência de ter sido diretor administrativo, financeiro e de fiscalização da Conab, Naves se coloca como alternativa à sucessão do prefeito João Gomes (PT), a quem ele critica pelo imobilismo e falta de criatividade para gerir a cidade. “Anápolis, que era campeã de empregos, vem perdendo vagas no mercado formal nos últimos anos. É preciso reagir”, diz.

Euler de França Belém – Comenta-se que em Anápolis, todos os candidatos a prefeito são da base governista, inclusive o prefeito João Gomes, que em reuniões diz que tem ligações pessoais com o governador Marconi Perillo. E o sr., especificamente, também é candidato da base governista?
Sou candidato a prefeito de Anápolis pelo PTB, um partido que pertence à base. Mas é muito relativo ser da base ou não ser. Eu não tenho apoio do governador e, diferentemente de Goiânia, em Anápolis ele tem candidato de seu partido, o PSDB. Quem tem apoio do governador é o candidato do PSDB. Admiro o governador, faço questão de registrar, sempre tive com ele uma ótima relação, mas saio candidato com independência, para me colocar como opção ao eleitor.

Euler de França Belém – O sr. é a terceira via?
Não terceira, mas como segunda ou primeira via. A terceira passou para outras pessoas. Nós queremos mostrar que em Anápolis, como sempre foi, há condição para ser independente, que é o objetivo de nossa candidatura. Isso porque não temos apoio do PT da ex-presidente Dilma Rousseff, não temos apoio do governo do Estado, que tem candidato lá. Mas posso dizer que muitas pessoas que compõem a base do governador Marconi Perillo estão nos apoiando, gente como o secretário Vilmar Rocha (PSD), os deputados Thiago Peixoto (PSD), Alexandre Baldy (PTN), Fábio Sousa (PSDB), João Campos (PRB) e Jovair Arantes (PTB), todos estão conosco. Mas em Anápolis nós enfrentamos o PSDB, vamos enfrentar, na verdade, o partido e o candidato do governador.

Euler de França Belém – Como o sr. avalia o trabalho do governador na cidade? Pessoas ligadas ao PT criticam, dizem que o governador não terminou o centro de convenções.
Acho difícil dizer que a ação do governador em Anápolis não é positiva. Se comparar Anápolis antes e depois de Marconi, houve avanço muito grande. Com certeza, há várias obras do governo em Anápolis que precisam ser terminadas, como o centro de convenções, o aeroporto de cargas, o anel viário, várias coisas, que estão bem adiantadas, diga-se. Mas sabemos, e o governador tem dito isso, que o governo estadual enfrenta problemas financeiros que impedem o término das obras no prazo que eles gostariam. Falar que o governador foi ruim para a cidade, não tem como falar — aliás, para o Estado inteiro. Mas essa avaliação quem vai acabar fazendo é o eleitorado; é o eleitor quem vai definir se está satisfeito com o governo estadual, e aí sim, se vota no candidato do PSDB, ou no governo municipal. Eu prefiro falar do que nós temos de propostas, do que pensamos e do que achamos que podemos contribuir.

Euler de França Belém – Um fato é que os candidatos mais à frente não têm mais de 20% nas pesquisas. O que explica esse quadro tão amarrado?
Na verdade, em Anápolis, ninguém passou de 16%. A leitura do quadro é simples, quando se tem uma população tão revoltada com a classe política, e ela olha para os candidatos conhecidos e não enxergam expectativa de melhoria neles, é natural que ninguém decole.

Cezar Santos – E esse quadro é bom para sua candidatura?
Para mim, essa avaliação é extremamente positiva, porque sou conhecido por apenas 14% da população de Anápolis, então tenho um público de 86% para poder trabalhar. Complicado é o candidato conhecido por 90% da população e não consegue chegar a 10 pontos, ou o que faz parte de uma máquina (municipal) ou da outra máquina (estadual) e não consegue chegar a 20 pontos. Essas pesquisas mostram que a população deu o recado: dos conhecidos, nenhum empolga. Mas tem de ficar claro também que a população não iria votar no novo pelo novo, ela quer o novo que tenha experiência.

Cezar Santos – Experiência em quê, exatamente?
Tanto em gestão privada quanto em gestão pública.

Cezar Santos – Então, qual a sua biografia, a sua experiência para convencer o eleitorado anapolino?
Venho de uma família humilde, de Porangatu (GO), estudei em escola pública. Vim para Goiânia para estudar, sou formado em Farmácia e Bioquímica. Fui para Anápolis em 2001, como professor de Química, montei lá minha primeira escola em 2002, Órion Vestibulares — hoje sou dono também do Colégio Medicina, em Goiânia. No ano passado fiquei um período como diretor administrativo e financeiro da Conab (Com­panhia Nacional de Abastecimento), administrando um orçamento três vezes maior que o orçamento de Anápolis, de quase R$ 3 bilhões. Saí de lá sem nenhum processo administrativo, o que é raro. Fizemos a modernização administrativa da companhia, implantando algumas normas para diminuir a corrupção e a burocracia no gasto do dinheiro público. Então coto com essa experiência na área pública também. Voltei no começo do ano para ser candidato a prefeito de Anápolis, me tornei pré-candidato e nesse meio termo, já no governo Michel Temer (PMDB-SP), fui convidado para assumir a vice-presidência da Caixa Econômica Federal (CEF), mas não aceitei por entender que neste momento Anápolis precisa mais de mim.

Cezar Santos – Por que Anápolis precisa do sr.?
Anápolis sempre foi uma máquina de emprego, mas no ano passado, em vez de aumentar o número de empregos, perdeu 800 vagas formais; este ano, até março, já tinha perdido 900 e poucas vagas e em junho batemos o recorde, com 600 vagas formais perdidas.

Euler de França Belém – Fechou a Cecrisa…
Muitas empresas foram fechadas. O governo do Estado passa por dificuldades, é natural, o Daia (Distrito Agroindustrial de Anápolis) não tem espaço — não conseguimos fazer o Daia 2 — e o governo municipal está de braços cruzados. Anápolis tem uma característica que precisa ser colocada: é uma cidade de trabalhadores. E numa cidade onde as pessoas foram para trabalhar, na expectativa de ter uma vida melhor — e ela sempre concretizava esse sonho por dar oportunidades às pessoas —, não pode ficar à mercê do desemprego. Desemprego gera aumento do consumo de drogas, aumento de violência, maior custo para a saúde e gera também queda na arrecadação do município, que é o grande problema de Anápolis hoje. Anápolis parou!
E tanto parou que Aparecida de Goiânia já nos ultrapassou, Itumbiara está na cola, Catalão na cola, Rio Verde… Isso precisa ser dito. Os políticos se escondem atrás de uma crise, tudo bem a crise existe, mas cadê a competência para fazer diferente? Eu pergunto: Aparecida de Goiânia não passou por crise? Estamos no mesmo Estado, a 50 km de distância. O que justifica Aparecida crescer tanto e Anápolis parar no tempo? Isso é gestão. Em Anápolis faltou gestão. Quantas empresas Anápolis perdeu para Aparecida, para Itumbiara, para Catalão…
Tenho certeza que o governador tem um carinho especial pela cidade, mas ele sozinho não consegue fazer nada.

Euler de França Belém – Anápolis tem um prefeito que é empresário…
De quê?

Euler de França Belém – Não sei, dizem que ele é empresário. Ele não tem uma relação boa com o empresariado local?
É complicado eu responder isso nesse momento político, estou me abstendo de fazer avaliação dos meus concorrentes. Se João Gomes tem empresa, logo é empresário. Mas não tenho como fazer uma avaliação da relação que o prefeito tem com os outros empresários, em pleno período eleitoral.

Euler de França Belém – O sr. falou no Daia 2, que diferentemente do outro é privado, a proposta é ser particular, não é?
Não, Daia é distrito agroindustrial do Estado. O deputado A­le­xan­dre Baldy, quando estava se­cretário de Indústria e Comér­cio, negociou e comprou uma área.

Cezar Santos – A área já foi adquirida?
A área foi comprada, mas não houve pagamento por parte do governo, o processo está se arrastando e não conseguimos instalar o Daia 2. Entendemos que o governador tem o maior interesse do mundo em ajudar nossa cidade, mas o fato é que não aconteceu.

Euler de França Belém – Mas com empresas fechando, tem lógica construir um novo Daia?
O que ocorre é que às vezes a empresa está fechando porque determinado segmento está fraco. Por exemplo, a Cecrisa fechou em Anápolis por causa da matéria-prima; as vendas diminuíram e nas unidades dela no Sul a matéria-prima chega a preço mais em conta. Anápolis estava ficando muito caro para a Cecrisa. Então, quando se fecha uma empresa como a Cecrisa, não significa que outra vai chegar e ocupar, é totalmente diferente. A empresa que chega quer construir o prédio nos padrões da necessidade dela, a planta é própria e não adaptação.

Euler de França Belém – O sr. diz que não quer avaliar os concorrentes, mas não tem como contornar. O prefeito João Gomes tem a máquina, teve o governo federal até esses dias, antes de Temer…
Não concordo, como um prefeito fala que tem apoio do governo federal se a interlocução com os ministros era feita por um deputado do PTB, Jovair Arantes?

Cezar Santos – O deputado federal Rubens Otoni não fazia essa interlocução com os ministros petistas?
Várias interlocuções foram feitas por Jovair Arantes e muitas delas passaram por mim.

Euler de França Belém – O PT tem um desgaste muito grande no País. Anápolis tinha resistência ao PT e elegeu Antônio Gomide, que era maior que o partido. Agora, o quadro é outro, o que pode afetar o candidato petista, embora ele não seja visto como tal. Como é esse quadro na cidade?
Vejo dois momentos: existe um desgaste da classe política e há um desgaste dos partidos políticos. Entre os partidos, o mais desgastado é o PT por tudo aquilo que fez com o País, pela corrupção, tanto que a Operação Lava Jato, José Dirceu preso e a história mostram isso. Se o PT irá gerar desgaste para o prefeito ou não, as pesquisas indicam que sim nas urnas, mas não há como prever. O fato é que, mesmo sem o desgaste do PT, que é muito grande, a própria administração pública gera desgaste. Acontece que, com o afastamento do prefeito Antônio Roberto Gomide, o atual prefeito ficou dois anos no poder, então pode mostrar a que veio. Será uma soma de fatores, mas não podemos esquecer que, mesmo com os desgastes, há dois pontos que eles vão trabalhar: poder da máquina pública, que é grande; e, às vezes, o próprio Antônio Gomide. Não sei se ele vai entrar de cabeça na campanha, realmente. Será que é o momento de ele se vincular ao PT?

Cezar Santos – Ele é um dos fundadores do partido em Goiás.
Sim, mas a grande questão é que o atual prefeito diz que também é da base do governador Marconi Perillo e o ex-prefeito saiu candidato a vereador. Como fica o quadro?

Cezar Santos – A leitura é que a candidatura de Gomide a vereador é para tentar alavancar a reeleição do prefeito João Gomes.
Eu tenho outra leitura.

Euler de França Belém – Qual?
Se Antônio Gomide sai candidato e vai cuidar da campanha dele, teoricamente ele não está tão interessado em alavancar a candidatura do prefeito. Se estivesse, ele seria coordenador de campanha. É relativa essa questão.

Cezar Santos – Quando Antônio Gomide era prefeito, dizia-se que a cidade estava “um brinco”, que ele tinha transformado Anápolis etc. e tal. João Gomes certamente deu continuidade ao que estava sendo feito. Quais são os grandes problemas de Anápolis atualmente?
Administrar qualquer coisa com muito dinheiro é fácil; difícil é administrar sem dinheiro. Sem dinheiro, é preciso competência para inovar e isso não é para qualquer um. O momento em que Antônio Gomide conseguiu fazer uma administração considerada boa, era um momento ímpar, em que o Brasil era a sétima economia do mundo, em que o País tinha muito dinheiro, pois vendia commodities, estava vendendo o pré-sal, que hoje ninguém sabe se o petróleo vai sair de lá ou se compensa — às vezes, fica mais caro tirar o petróleo de lá do que comprar de outro lugar. E tem um detalhe: naquele momento, Anápolis veio da administração do ex-prefeito Pedro Sahium, que havia colocado as contas em dia. Justiça seja feita a Sa­hium, que entregou a prefeitura com as contas em dia e dinheiro em caixa. Então, o ex-prefeito Antônio Ro­ber­to Gomide teve condições de fazer o que fez. Agora, de dois anos para cá, quando o País entrou em crise, chegou a hora da competência para fazer diferente. É o momento de fazer muito com pouco. Agora é a hora de separar os homens dos meninos.

Euler de França Belém – Água em Anápolis sempre foi um problema. O ex-prefeito Ernani de Paula diz que municipalizou o fornecimento. O governador Marconi Perillo fez intervenção e colocou Alcides Rodrigues, que fez um novo contrato com a Saneago. Antônio Gomide assumiu e estendeu o contrato até 2023, mas o problema da água se arrasta. Por que não se resolve isso?
A primeira coisa que precisamos nos conscientizar é que a água em Anápolis já é terceirizada. A Saneago é uma empresa do Estado, que é empregada da Prefeitura. O grande problema da água na cidade está nos investimentos que a Saneago fez nos últimos 20 anos em Anápolis. A principal captação de água se dá no Ribeirão Piancó, região que abriga muitas famílias produtoras de bananas e de verduras. Essas famílias exportam bananas. Nem a Prefeitura nem a Saneago fizeram nada e agora o discurso é de que falta água por causa dos produtores do Piancó. Isso é absurdo. O que precisa olhar é o seguinte: quais foram os investimentos que a Saneago fez? A Saneago passa por dificuldades financeiras e não tem condições de fazer os investimentos que Anápolis precisa. Então, todo ano falta água e a empresa não consegue investir, é simples: não tem como continuar com a Saneago. Existe um contrato até 2023. Tudo bem, mas quando os contratos ferem a população, eles podem ser quebrados por interesse público. É isso: vamos continuar com a Saneago, se ela não resolve os problemas da cidade?
O que precisamos é fazer uma concorrência pública do esgoto. A empresa que ganhar terá que aportar dinheiro; com isso, nós podemos construir mais uma estação de captação de água. Pode ser com a Saneago? Pode, mas também pode não ser. Por que os aproximadamente R$ 9 milhões que a Saneago arrecada por mês em Anápolis não podem ficar na cidade? Anápolis precisa de um aporte de R$ 80 milhões a R$ 100 milhões e a Saneago não tem a capacidade de endividamento, não tem onde buscar o dinheiro, então não vejo solução para o problema da água em Anápolis com a Saneago.

Cezar Santos – Resumindo, se assumir, o sr. vai chamar a Saneago para rediscutir o contrato.
Para rediscutir ou para rescindir. O que não podemos é brincar de gato e rato, jogar a responsabilidade um para o outro e continuarmos com o problema da falta de água.

Euler de França Belém – Arquitetos sempre dizem que o crescimento urbano de Anápolis é desordenado e que isso afeta as nascentes. Isso procede?
Na verdade, a cidade não foi projetada para ter quase 500 mil habitantes. Isso não é um problema de Anápolis, mas da maioria das cidades do País. Anápolis tem várias nascentes, se não me falha a memória, a cidade está em cima do Aquífero Guarani, que é uma das maiores reservas de água potável do mundo. O que precisamos é rediscutir o crescimento da cidade. Foi feito um novo Plano Diretor neste ano e estou estudando para poder me posicionar. Ouvimos que o Plano não foi bom para a cidade. E isso não só na questão das nascentes. Quando se libera um loteamento, é preciso pensar no trânsito, na viabilidade da empresa que faz o transporte coletivo, na infraestrutura elétrica, de água e de esgoto e mais: em creches, na pavimentação, etc. Então, estão expandindo a cidade sem exigir algumas coisas em contrapartida. Um novo loteamento deveria ser entregue não só com a infraestrutura básica, mas também com os pontos de ônibus, com uma creche construída e “n” coisas que deveriam ser discutidas. O que não pode é o crescimento desordenado, prejudicando as nascentes, o transporte público e, às vezes, inviabilizando tudo isso.

Euler de França Belém – O transporte coletivo também é alvo de críticas, tanto o municipal quanto o intermunicipal. Procede?
A concessão do transporte do município está sendo discutido. Era a TCA, passou para a Urban e foi interessante para a atual administração fazer isso porque, na troca, a Urban fez um aporte financeiro, que está sendo gasto na Prefeitura. Agora, o transporte entre Anápolis e Goiânia, e vice-versa, é realmente superlotado. Muita gente viaja em pé, algo que não é permitido. Mas há coisas mais graves: não há condições de a rodoviária de Anápolis ainda estar naquele local, que é totalmente inadequado. Os ônibus entram pela Avenida Brasil, o trânsito não flui. É um absurdo. Aquele local não é interessante nem para quem comanda a rodoviária. Como vai aprovar um shopping ali? Aprovaram um de frente. Então, a própria empresa que administra a rodoviária tem o maior interesse, desde que estimulada, a construir outra rodoviária, em um local mais estratégico.
A própria empresa que administra a rodoviária teria o maior interesse, desde que estimulada, a construí-la em um local mais estratégico. Portanto, temos que avaliar a questão do transporte pelo que a população diz — e não houve melhora, segundo a maioria dela.

“Máquina pública anapolina está inchada e em colapso”

Fotos: André Costa

Fotos: André Costa

Euler de França Belém – Há pouco tempo, o sr. disse que há um déficit muito grande de vagas nas creches, os Cmeis.
Quando nos propomos a ser uma via independente, devemos sim mostrar os problemas. E, nos que diz às creches, o prefeito Antônio Gomide construiu muitas e elas funcionam, mas dava para construir mais. Ainda tem um déficit muito grande. Hoje, na divisão das vagas, para ter ideia, precisa da orientação e participação do Ministério Público, para que seja realizada da melhor forma possível. A verdade é que faltam vagas.
A meu ver, nós precisamos fazer parcerias e de ter menos governo e mais sociedade. Parcerias com sociedades organizadas, com igrejas de todas as religiões, por exemplo. Precisamos entender que, às vezes, com o dinheiro que se constrói uma única creche, pode com este mesmo valor e parcerias construir duas ou três. Não podemos pensar em apenas construir. Pre­cisamos refletir: Com este dinheiro, como faço para construir mais?
Igreja católica, evangélica, maçonaria e sociedades organizadas existem. E o prefeito tem de entender que ele não é “o líder”, mas sim “um líder”; perceber que uma cidade não se constrói apenas com um lí­der, e sim com vários líderes. Qual a função de um líder? Assumir responsabilidades. Como prefeito, temos de fazer isso, chamar a sociedade organizada, pegar o que temos para construir X e transformar em 3X ou 4X, dividindo a responsabilidade.
Quando se faz uma parceria com uma igreja e passa a parte administrativa para ela, você economiza. Ela, teoricamente, não paga salário. Quantas pessoas trabalham voluntariamente? Já, nas prefeituras, não é assim. A minha visão de administração está em desburocratizar, em otimizar a utilização do dinheiro e fazer muito mais com a mesma quantia. É preciso sair do tradicional, sem se preocupar com o nome que vai na placa, pois não podemos nos preocupar se será uma obra do Roberto, por exemplo, ou de outro prefeito fulano, mas sim com o número de vagas, com a quantidade de creches.

Euler de França Belém – O PT apregoa que está muito bem na educação em Anápolis. O sr. concorda?
Eu me baseio em números. Na grande parte do País, a educação se lista entre os três maiores problemas; em Anápolis, hoje, aparece em quarto ou quinto lugar. Ou seja, houve sim uma melhora na educação. Mas é preciso que evolua mais. A melhora que existiu já resultou em um problema: o aumento salarial dos professores foi parcelado em dez vezes, e isso é gestão.
Por que ainda temos o mesmo número de secretarias, muitas delas desnecessárias? São quase 20 secretarias. Gasta-se o dinheiro de forma errada e vai parcelar, justamente, o salário do professor?
Educação vai sim melhorando, mas, se não houver uma constância, ela para e, depois, piora.

Cezar Santos – A máquina pública Anapolina está inchada?
É fato, a máquina pública anapolina está inchada e em colapso. A arrecadação caiu muito e a despesa não para de subir.

Euler de França Belém – Quanto absorve da arrecadação?
Não sei responder qual a porcentagem.

Cezar Santos – De qualquer forma, o que sobra para investimento é muito pouco?
É quase nada. A maquina está tão inchada, que não permite investimento. Os dois viadutos em construção são por financiamento da Caixa Econômica Federal (CEF), com dois anos de carência. Ou seja, o próximo prefeito tem de pagar. São obras que, como o sr. perguntou se o prefeito tinha facilidade, até onde sei, não teria necessidade de ser por financiamento. Podia conseguir recursos junto ao governo federal, a fundo perdido. O Ministério da Cidade tem dinheiro para isso. Quando contei ao deputado Jovair Arantes que os viadutos eram por financiamento, ele não acreditou: “não existe uma coisa dessas”. O tanto de dinheiro que se tem em Brasília…
Este também é um ponto em que queremos nos diferenciar: nós queremos ser ativos em Brasília, pois precisamos de um governo, de uma diretoria parlamentar ativa, uma vez que não faltam recursos, mas sim projetos e as certidões — não digo apenas de Anápolis, mas da maioria dos municípios. Muitas vezes sai o dinheiro e se perde a emenda por não ter a certidão nem projetos bem elaborados. Apoio parlamentar nós temos. Imagina se não conseguiremos recursos para cidade com o deputado Jovair, com o deputado Alexandre Baldy, com João Campos, Fábio Sousa, Lucas Virgílio, Marcos Abrão. Não teremos dificuldades nisso. Mas mesmo com essa perspectiva, não queremos uma campanha de promessas, pois seríamos mais do mesmo. Queremos uma campanha de propostas inovadoras, que visem fazer mais com menos.

Euler de França Belém – Um exemplo de uma proposta inovadora.
A criação do financiamento municipal para o curso de Me­dicina, que é inovador. A saúde aparece em primeiro lugar como o maior problema da cidade e a população diz que faltam profissionais. Se pegarmos um profissional da área médica, que trabalhe por credenciamento ou por plantões, que custam em torno de R$ 1 mil — ele sai para a prefeitura por cerca de R$ 30 mil o mês, isso sem ser um médico concursado. Já com o financiamento, com o mesmo valor, você consegue ter dez médicos.
Estive na UniEvangélica e conversei sobre o assunto. A mensalidade para a prefeitura ficaria entre R$ 3,5 mil e R$ 4 mil. Ao pagar os seis anos e dar a oportunidade a um jovem de fazer um curso que ele não faria por não ter dinheiro, ele devolveria seis anos em trabalho para a prefeitura por meio período. Mas alguém dirá: “Esperamos seis anos para resolver o problema da saúde?” Não, pois com a crise que enfrentamos, se a prefeitura perguntar aos cursandos do último ano quem tem dificuldade de pagar a mensalidade, a grande maioria se colocaria à disposição. A prefeitura paga o último ano e eles trabalham um ano, ideia que faz parte de uma gestão inovadora. É baratear, é conseguir quase dez profissionais pelo valor de um.
Já quanto à questão do trabalho, nós vivemos em uma cidade em­pre­sarial, de trabalhadores e se não temos empresas, não temos trabalho e, assim, temos dificuldade. A­pa­recida de Goiânia construiu vár­ios centros comerciais e industriais, já Anápolis não construiu nenhum por conta de burocratização e falta de incentivo, o que se resolve de forma muito rápida, desde que não burocratize. É preciso dar oportunidade aos empresários da cidade, lembrando que muitos deles construíram centros em Aparecida. Por quê? Porque teve incentivo e muito menos burocracia.

Euler de França Belém – Voltando a saú­de, o que compete ao Estado, o Hos­pital de Urgências, funciona bem?
Funcionar, até que sim. Mas não é suficiente. Existe uma diferença en­tre funcionar bem e ser suficiente.

Euler de França Belém – Ele não é suficiente por atender toda à região?
Sim, o sistema de saúde é o mes­mo de todo o país, em qualidade. Funcionar, funciona sim. Mas tem o mesmo problema de Goiânia.

Cezar Santos – E em relação à geração de emprego, qual sua proposta?
Nós pretendemos transformar as feiras em mercados municipais. Observamos que uma coisa que gera empregos rapidamente e sem custo nenhum são as férias e muitas estão mal administradas; algumas funcionam apenas uma vez por semana. E o espaço nos demais dias serve para quê? E se elas funcionarem todos os dias e derem oportunidade para mais pessoas trabalharem? Quantas pessoas fazem crochê e não fazem mais por não ter onde vender? Quantas não consertam sapatos, mas não o fazem, pois não têm lugar por conta do aluguel?

Euler de França Belém – Como será a estrutura dessas feiras?
A estrutura da feira livre já existe, o que precisamos é transformar em mercado municipal. Teremos emprego e espaço para todos que ali estão; e, a partir do momento que funcionar todos os dias, o número de vagas aumentará circunstancialmente. O que acontece hoje é que a pessoa faz feira no domingo, faz feira em outro local na terça-feira, e outra em outro dia. Se a feira funcionar todos os dias, essa pessoa terá um local para ficar, sem precisar ficar se deslocando. E a população terá mais espaço para fazer suas compras.

Euler de França Belém – A comunidade aprovará o projeto?
Nós temos que perguntar a quem está desempregado, pois não podemos administrar só para quem está de barriga cheia, mas sim para todos. Se for para o bem da sociedade, temos de fazer. Eles vão aprovar, uma vez que existe custo para levar a estrutura de feira em feira. Se puder trabalhar com uma estrutura fixa, o custo então reduz. Sai muito mais em conta, ao contrário de uma estrutura móvel que tem de levar de feira em feira. Faremos um estudo para transformar as feiras em mercados municipais.
Em toda cidade, existe um mercado municipal, não é mesmo? Ele funciona bem? Sim, o de São Paulo funciona, o de Goiânia e Anápolis também. E onde está escrito que só tem de ser um? É a grande pergunta, pois se a cidade comportar não tem problema.

Euler de França Belém – Em São Paulo, existem vários, mas só um é muito grande e maravilhoso; um deles, até, é privado.

Cezar Santos – Em Goiânia existem vários.
Precisamos, portanto, ampliar isso.

Euler de França Belém – O sr. é candidato do Carlos Cachoeira?
Falso, nunca tive nenhum negócio fraudulento, nunca respondi a qualquer processo, ou mesmo estive em frente a um delegado ou tive um boletim de ocorrência, e nem mesmo tive qualquer negócio com Carlos Cachoeira. Ele é da cidade e querido por muitos moradores anapolinos. Mas como os adversários não tiveram como dizer que eu sou candidato do governador, ou do PT, eles inventaram essa história, que não é verdade.

Euler de França Belém – Mas o sr. conhece Cachoeira pessoalmente?
Conheço, como a grande maioria dos anapolinos. O meio empresarial o conhece e não podemos dizer que não, que nunca conversamos com ele. Agora, se me perguntar que tipo de relação eu tive com ele, posso dizer claramente que nenhuma. Até mesmo porque meus negócios são de educação. Sou dono do Colégio Orion, em Anápolis, do Colégio de Medicina, em Goiânia.

Euler de França Belém – Nenhuma?
Nenhuma.

Euler de França Belém – Negócio? Nada?
Até mesmo porque meus negócios são na área de educação, sou dono do Colégio Órion, sou dono do Colégio Medicina, a vida inteira fui filiado ao PTB e o cargo que eu ocupei foi a diretoria financeira da Conab. Eu sou ligado ao deputado Jovair Arantes.

Euler de França Belém – Cidades como Campinas e São Carlos, em São Paulo, aproveitam muito o potencial de cidade universitária. O sr. não acha que Anápolis precisa trabalhar melhor essa questão?
Está no nosso projeto e eu estou anunciando pelo Jornal Opção. Eu ainda nem procurei as faculdades. Mas essas instituições que ainda não têm curso de Medicina ou da área de saúde terão em mim um parceiro diuturno para conseguir trazer esses cursos, e na verdade será um grupo de parceiros. Está comprovado que cidades polos com vários cursos na área de saúde naturalmente desenvolvem esse setor. Como explicar uma faculdade como a Fama (Faculdade Metropolitana de Anápolis) abrir um curso de Medicina em Mineiros e não em Anápolis? Anápolis tem muito mais estrutura e mercado para abrir esse curso.
O que falta às vezes é a boa vontade dos políticos. Nós vamos trabalhar dia e noite para abrir no mínimo mais duas faculdades de Medicina em Anápolis. Porque aí a cidade tem mais estudantes, mais pessoas praticando e, com certeza, a saúde vai melhorar a um custo muito mais baixo.

Euler de França Belém – Sobre a questão da qualificação da mão de obra, houve um período em que os melhores cargos do Daia não eram para os moradores Anápolis. Alguns diziam que era por falta de qualificação. Isso melhorou?
Tem melhorado. Não era só no Daia. Notava-se essa questão da qualificação em todos os segmentos. Quando eu abri a minha primeira empresa em Anápolis há 16 anos, 80% da mão de obra era de Goiânia. Hoje não mais. A cidade cresceu, as pessoas aproveitaram as oportunidades, se qualificaram. Para alguns cargos sempre vai acontecer um déficit. Mas pegando o Sesc, Sesi, Senai e os cursos que foram oferecidos ajudaram a qualificar a população anapolina.

Euler de França Belém – Os formandos dos cursos de Farmácia, por exemplo, são absorvidos pelo mercado da cidade?
Absorve sim. O polo farmoquímico em Anápolis hoje é muito grande. Em Anápolis é difícil encontrar um farmacêutico desempregado.

Euler de França Belém – Algumas cidades brasileiras, assim como na Europa, já conseguem trabalhar bem o seu lixo. O sr. tem algum projeto de aproveitamento do lixo de Anápolis?
Nós temos que fazer um estudo em cima do lixo. Pretendo fazer um estudo do contrato do lixo. Nós temos que ver quem recolhe e quem fiscaliza a pesagem. É preciso avaliar o contrato do lixo para saber o que pode ser feito. Claro que em uma sociedade sustentável o ideal é que a grande maioria do lixo seja reaproveitado. Mas para isso é preciso que o governo municipal dê oportunidade.

Euler de França Belém – Tem verbas federais para fazer isso?
Tem verbas federais para tudo isso. O que não tem é projeto e boa vontade.

Euler de França Belém – A segurança pública não é uma atribuição específica do prefeito, mas ele pode ajudar, há casos de criação de bancos de horas e outras medidas para ajudar o setor. Como o sr. vê essa questão?
Nós temos o banco de horas. Eu estava com o deputado Alexandre Baldy e ele me falou que o efetivo é de cerca de 240 policiais nas ruas em Anápolis para quase 500 mil habitantes, ou seja, um policial para cada 2 mil pessoas. O certo era ter um policial para cada grupo aproximado de 200 pessoas. Nós precisamos trabalhar junto ao governo do Estado. Nós precisamos ver a viabilidade da criação da guarda municipal.
A lei diz que a segurança é obrigação do Estado. Nós podemos ter várias interpretações. O governo municipal é Estado como poder público. A lei não fala que é do Estado como posição geográfica, diz apenas que é obrigação do Estado, ou seja, do Poder Público.

Euler de França Belém – O sr. é a favor da guarda municipal armada?
Eu sou a favor da guarda municipal armada. Eu sou a favor de qualquer coisa que combata a criminalidade.

Euler de França Belém – Nos Estados Unidos todas as guardas municipais são armadas.
Eu sou a favor de que os nossos policiais e guardas sempre estejam em melhores condições do que o bandido. O bandido não anda mal armado, então a polícia tem que andar bem armada.

Cezar Santos – Tem que preparar essa guarda e dar equipamento para ela atuar.
E eu sou uma pessoa que defendo e sou parceiro dos policiais da sociedade. Eu não defendo e não sou parceiro de bandido.

Euler de França Belém – O sr. foi da Conab e talvez saiba nos explicar melhor o que acontece com os produtos que estão em falta e os preços estão muito altos, como o feijão, que está quase a preço de ouro. Qual o motivo desse valor absurdo? Isso pode acontecer com outros produtos? Lembrando que os Estados Unidos mantêm grandes estoques reguladores.
Dentre vários erros que o governo do PT cometeu, esse foi um. Quantas vezes nós avisamos o governo do PT, quando estávamos na Conab com outros diretores, de que se não tivesse estoque não faríamos a obrigação da Conab, que é regular estoque. E não regulando estoque a gente fica à mercê da especulação e os preços disparam.
Hoje a Conab não está equipada com estoque suficiente para aguentar nenhum tipo de crise. Por exemplo, se houver um período chuvoso alongado no Sul vai faltar arroz; uma seca esticada no Mato Grosso vai faltar soja; uma safrinha que não deu o que tinha que dar vai faltar milho.
Na verdade, a ideia do PT de que não havia necessidade de se ter grandes estoques para poder regular o mercado foi mais um erro estratégico. Como vários outros erros. E quem paga é a sociedade. Está aí o preço do feijão nas alturas.
Eu já tenho notícia de que o nosso querido (ministro da Agricultura) Blairo Maggi não tem essa visão, que a Conab está, no governo Temer, tentando recompor esses estoques. Mas eu não sei se vai ter tempo suficiente. E caso aconteça qualquer tipo de variação climática, nós vamos sentir rapidamente no preço da mercadoria. Porque a Conab, cuja principal função é regular o preço, não tem estoque regulador.
E quando você diz que os Estados Unidos têm grandes estoques, nós cansamos de colocar isso para o governo federal. Os Estados Unidos são a potência que são porque conseguem manipular tudo através dos estoques. Se você tem estoque, às vezes não precisa nem colocar o produto no mercado. Só de você anunciar que vai colocar parte do seu estoque para regular o preço, o preço já cai. E aí a população não é prejudicada.

Euler de França Belém – Anápolis tem produtores rurais em que áreas?
Anápolis tem produtores rurais agropecuários, com produtores fortíssimos na área de verduras, principalmente de banana. Além de ter produtores rurais, nós temos a concentração do arroz brejeiro, de várias empresas que trabalham com isso. Anápolis tem o hortifrúti muito forte.

Euler de França Belém – E tem uma Ceasa?
Tem uma Ceasa que funciona muito bem.

Euler de França Belém – Essa é um aspecto que quase ninguém fala.
Quase ninguém fala. Mas existe uma demanda muito grande para que a Prefeitura de Anápolis tenha uma diretoria de agricultura mais efetiva.

“Os adversários falaram que eu era louco” 

Empresário Roberto Naves, candidato a prefeito de Anápolis: “Fui convidado para ser vice de muita gente” | Foto: André Costa

Empresário Roberto Naves, candidato a prefeito de Anápolis: “Fui convidado para ser vice de muita gente” | Foto: André Costa

Cezar Santos – Como está a formação de alianças? Quantos partidos lhe apoiam?
Quando eu me tornei pré-candidato, a conversa inicial era a de que eu não seria candidato, que eu estava com a vida pronta e não tinha motivo para ser candidato. Logo depois começaram a dizer que eu queira cavar uma vaga de vice-prefeito em alguma chapa, seja do João Gomes, do Carlos Antonio ou de outro. Depois falaram que eu era louco, porque seria candidato, mas não teria condições de viabilizar minha candidatura. Diziam que eu não tinha a menor chance. Chegou a nossa convenção, nos tornamos candidatos com um vice extremamente qualificado e juntamos nove partidos. Meu vice é o Márcio Cândido, administrador da Rádio Imprensa e ligado à Igreja Assembleia de Deus Madureira, do pastor Bertiê.
Fomos para a convenção com muita gente acreditando que não seríamos nem candidatos. Hoje temos o apoio do PPS, Pros, PMB, PSD, SD, PTB, PRB, Rede e PTN. O candidato que os políticos mais antigos da cidade acreditavam que nem lançaria sua campanha, hoje tem o segundo maior tempo de televisão. Com um detalhe: duas vezes maior do que o tempo de televisão do candidato do PSDB.

Euler de França Belém – Qual é o seu tempo de TV?
Mais de dois minutos e meio.

Cezar Santos – É verdade que o pessoal do prefeito João Gomes lhe convidou para ser a vice na chapa dele?
Houve movimento, houve articulação. Não só de João Gomes, mas de todos os outros pré-candidatos. Eu não vou dizer que eu era o candidato a vice dos sonhos de nenhum deles, mas nosso nome foi tomando tamanha proporção que em determinado momento era interessante politicamente. Até para desarticular uma candidatura forte. Mas nós entendemos que a cidade não queria esse caminho.
Temos hoje a segunda maior coligação, maior do que a do candidato do PSDB, temos o maior número de candidatos a vereador, 175 — a chapa do prefeito tinha 170 candidatos, pode chegar a 175 e empatar conosco. Enfrentando os poderes municipal e estadual, nossa candidatura se viabilizou e vem crescendo constantemente nas pesquisas.
Nas primeiras pesquisas eu não aparecia nas espontâneas. Hoje já apareço bem nas espontâneas. As quantitativas nós não podemos citar porque muitas delas não foram registradas. Houve uma viabilidade e hoje há um movimento na cidade de que quem não conhece o Roberto Naves quer conhecer, quer avaliar.
A última pesquisa que o “Jornal do Estado” fez mostrou que 80% da população não sabia em quem ia votar. Essa pesquisa tem uns 20 dias. A população está procurando saber em quem votar, e nós estamos fazendo um trabalho qualificado, científico.

Euler de França Belém – O sr. citou os partidos que apoiam sua candidatura? Quem são os líderes que lhe apoiam?
Hoje nós temos os deputados federais Alexandre Baldy (PTN), que é o nosso líder na cidade, Jovair Arantes (PTB), Lucas Vergílio (SD), João Campos (PRB), Fabio Souza (PSDB), e toda a turma dele que está com a gente. Ah, tem também o deputado federal Marcos Abrão (PPS). Se for falar de Brasília eu vou passar quase que a listagem inteira.

Euler de França Belém – E as lideranças locais?
Dos locais esses são os líderes. E os presidentes de partidos. O Vander Lúcio Barbosa, do PTN; o Alessandro di Carlo Ferreira, do Pros; o André Almeida, do PPS.

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