Suspeito de terrorismo com bomba em Brasília participou de comissão no Senado em que parlamentares bolsonaristas questionavam o Supremo Tribunal Federal. Entrada no parlamento, autorizada, indica que ele já tinha conexões ao chegar à capital disposto a praticar crimes.

Agora, a polícia investiga quem autorizou a entrada do homem no parlamento, porém, a informação é sigilosa. A reunião extraordinária da Comissão de Transparência, Fiscalização e Controle (CTFC), foi realizada em 30 de novembro. No dia, a campanha do presidente Jair Bolsonaro investigava denuncias sobre uma suposta falta de parcialidade nas inserções de propaganda no rádio durante a eleição.

O empresário Georges Sousa é investigado pelos agentes se ele tem ligação, por exemplo, com o empresário bolsonarista que fazia ameaças contra o senador Randolfe Rodrigues (Rede).

Durante o depoimento, ele contou que mora no Pará e que no dia 12 de novembro foi a Brasília para participar dos protestos contra a eleição do presidente diplomado Luís Inácio Lula da Silva (PT).