Senado fica mais à direita: saiba quem são os 54 nomes eleitos pelo país
04 outubro 2026 às 22h08

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A nova composição do Senado terá forte presença de nomes ligados à direita e à centro-direita após as eleições gerais de 2026, neste domingo, 4. Ao todo, foram definidas as 54 cadeiras em disputa, equivalentes a dois terços das 81 vagas da Casa.
O Partido Liberal (PL) foi a legenda que conquistou o maior número de vagas, com 20 dos 54 senadores eleitos, o equivalente a cerca de 37% das cadeiras renovadas. Em seguida aparece o MDB, com sete eleitos, enquanto o PT conquistou seis vagas. Novo, PP e PSB elegeram três senadores cada.
Entre os eleitos pelo PL estão nomes ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro, como Michelle Bolsonaro e Bia Kicis, pelo Distrito Federal; Carlos Bolsonaro e Carol de Toni, por Santa Catarina; Gustavo Gayer, por Goiás; e Carlos Jordy, pelo Rio de Janeiro.
Dois integrantes da família Bolsonaro estarão entre os novos senadores: Michelle Bolsonaro, esposa do ex-presidente, foi eleita pelo Distrito Federal, enquanto Carlos Bolsonaro, filho de Jair Bolsonaro, conquistou uma das vagas de Santa Catarina. No DF, Michelle e Bia Kicis garantiram as duas cadeiras em disputa.
Em Goiás, Gustavo Gayer (PL) e Gracinha Caiado (União Brasil) foram eleitos para representar o Estado. Gayer terminou à frente na disputa, seguido pela ex-primeira-dama de Goiás.
A esquerda também conquistou cadeiras importantes, principalmente no Nordeste. Na Bahia, Rui Costa e Jaques Wagner, ambos do PT, ficaram com as duas vagas. Em Pernambuco, Humberto Costa (PT) e Marília Arraes (PDT) foram eleitos, enquanto, no Ceará, Cid Gomes (PSB) e Luizianne Lins (Rede) venceram a disputa.
Em Minas Gerais, a eleição dividiu as duas vagas entre campos políticos distintos, com Domingos Sávio (PL) e Marília Campos (PT). No Rio Grande do Norte, Styvenson Valentim (Podemos) e Samanda de Lula (PT) foram eleitos.
Já no Rio de Janeiro, o PL conquistou as duas cadeiras com Carlos Portinho e Carlos Jordy. Com 99,94% das urnas apuradas, Portinho tinha 26,78% dos votos válidos e Jordy, 24,56%.
Confira os 54 senadores eleitos:
Acre
- Marcio Bittar (PL)
- Mara Rocha (Republicanos)
Alagoas
- Arthur Lira (PP)
- Marina JHC (PSDB)
Amapá
- Rayssa Furlan (Podemos)
- Lucas Barreto (PSD)
Amazonas
- Eduardo Braga (MDB)
- Plínio Valério (PSDB)
Bahia
- Rui Costa (PT)
- Jaques Wagner (PT)
Ceará
- Cid Gomes (PSB)
- Luizianne Lins (Rede)
Distrito Federal
- Michelle Bolsonaro (PL)
- Bia Kicis (PL)
Espírito Santo
- Renato Casagrande (PSB)
- Evair de Melo (Republicanos)
Goiás
- Gustavo Gayer (PL)
- Gracinha Caiado (União Brasil)
Maranhão
- André Fufuca (PP)
- Lahesio Bonfim (Novo)
Mato Grosso
- Mauro Mendes (União Brasil)
- Zé Medeiros (PL)
Mato Grosso do Sul
- Reinaldo Azambuja (PL)
- Capitão Contar (PL)
Minas Gerais
- Domingos Sávio (PL)
- Marília Campos (PT)
Pará
- Helder Barbalho (MDB)
- Delegado Éder Mauro (PL)
Paraíba
- João Azevêdo (PSB)
- Veneziano Vital do Rêgo (MDB)
Paraná
- Filipe Barros (PL)
- Deltan Dallagnol (Novo)
Pernambuco
- Humberto Costa (PT)
- Marília Arraes (PDT)
Piauí
- Marcelo Castro (MDB)
- Júlio César (PSD)
Rio de Janeiro
- Carlos Portinho (PL)
- Carlos Jordy (PL)
Rio Grande do Norte
- Styvenson Valentim (Podemos)
- Samanda de Lula (PT)
Rio Grande do Sul
- Sanderson (PL)
- Marcel Van Hattem (Novo)
Rondônia
- Dr. Fernando Máximo (PL)
- Bruno Scheid (PL)
Roraima
- Nicoletti (PL)
- Teresa Surita (MDB)
Santa Catarina
- Carol de Toni (PL)
- Carlos Bolsonaro (PL)
São Paulo
- Guilherme Derrite (PP)
- André do Prado (PL)
Sergipe
- Rogério Carvalho (PT)
- Alessandro Vieira (MDB)
Tocantins
- Eduardo Gomes (PL)
- Alexandre Guimarães (MDB)
Os eleitos assumem os mandatos em fevereiro de 2027 e permanecerão no Senado por oito anos, até 2035. Eles se juntarão aos 27 senadores escolhidos em 2022, cujos mandatos não estavam em disputa neste ano.
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