A senadora pelo União Brasil – TO, Professora Dorinha, protocolou na segunda-feira, 17, alterações na proposta do Novo Ensino Médio. As mudanças envolvem o aumento da carga horária das disciplinas tradicionais para 2.400 horas, semelhante ao texto aprovado pela Câmara dos Deputados. E a criação de uma regra de transição para o ensino técnico.  

Hoje são 1.800 mil horas voltadas às matérias da formação geral básica. Segundo a relatora, o aumento da carga horária pode ser implementado em 2025, permitindo aos alunos cursarem também itinerários, parte de áreas de interesse dos alunos que envolvem Linguagens, Matemática, Ciências Humanas e Naturais. 

No ensino técnico, a senadora sugere que a carga horária de formação básica prospere para no mínimo 2.200 mil horas a partir de 2025. Além de existir a possibilidade de aproveitamento integrado de 200 a 400 horas dos itinerários nas disciplinas tradicionais.

Em 2029, o período total de estudo do ensino médico vai aumentar. De 3 mil horas poderá ser elevado para 3,2 mil, 3,4 mil e até 3,6 mil horas dependendo do curso. Desta maneira os alunos vão ter 2,4 mil horas em matérias gerais básicas e entre 800 e 1,2 mil horas de cursos técnicos. Segundo a professora Dorinha, a maioria dos cursos técnicos no país possuem entre 1 mil e 1,2 mil horas de duração. 

Na segunda-feira, 17, o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) escreveu em carta aberta defendendo a aprovação do projeto no senado e que “”reconhece que o texto da Câmara representa um ponto de equilíbrio entre as diferentes demandas e preocupações dos estados brasileiros e das instituições envolvidas no debate e que qualquer modificação substancial, neste momento, apenas atrasará ainda mais a implementação das tão necessárias mudanças no Ensino Médio”.

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