Um vídeo da cantora Tertuliana Lustosa, de “A travesti”, dançando sobre uma mesa na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, viralizou e gerou críticas nas redes sociais.

Mestranda em Cultura e Sociedade na Universidade Federal da Bahia, Tertulia argumentou que a dança e a letra da música é evocada em outros estilos e que é adepta da metodologia da dança dentro da sala de aula.

A cantora foi convidada para palestrar no seminário “Desfazendo gênero: conferências, mesas redondas, simpósios temáticos, mostras artísticas e muito mais”. O evento ocorreu em Vitória da Conquista, entre 10 e 14 de novembro.

Durante a apresentação, a cantora sobe na mesa e dança a letra da música que diz: “Pede para o maloca dar murro na sua costela. É só uma brincadeira, diga ao pai ‘machuca ela’. Chama a travestis, que vai dar babado, chama o Elipe, que vai dar babado. Vai, maceta esse novinho do prêmio bumbum bolado. Para na posição, chacoalha o rabo. Murro, murro, murro, na costela do viado”. Em vídeo publicado após a repercussão da apresentação, a artista disse a palestra teve como foco a “potência da educação não tradicional através da dança”.

Dança do cavalo

Em agosto, a apresentação da dança chamada ‘Cavalo Tarado’ em uma escola municipal do Rio de Janeiro gerou polêmica e críticas. Durante a apresentação, uma mulher com uma máscara de cavalo fez uma performance de galope sobre um homem enquanto outros três homens faziam “passinhos” de funk. A Secretaria Municipal de Educação do Rio chegou a abrir uma sindicância para investigar a origem da apresentação com conotação sexual. Funk no Ministério da Saúde Durante um evento do Ministério da Saúde, uma apresentação da música “Batcu”, de Aretuza Lovi e Valesca Popozuda, também gerou críticas nas redes sociais. O Ministério classificou a coreografia como inapropriada e exonerou o diretor do Departamento de Prevenção e Promoção da Saúde, Andrey Lemos.