Livro “Obrigado Pelo Atraso”, de Thomas L. Friedman, tem muito a ensinar a Iris Rezende

O prefeito de uma capital tem de integrar os municípios vizinhos, pois os problemas são comuns, e precisa ser criativo. Não deve apostar apenas em mais impostos para pagar a máquina

Livro do jornalista e comentarista político americano Thomas L. Friedman sugere que não dá para controlar as grandes mudanças tecnológicas, uma vez que a demanda é crescente e elas estão melhorando e integrando o mundo, e afirma que, apesar de algum desconforto que geram, vão atropelar aqueles que resistirem | Fotos: Divulgação

Depois de “O Mundo É Plano”, Thomas L. Frie­dman, um dos mais gabaritados co­men­ta­ristas políticos dos Estados Unidos, volta às livrarias com o livro “O­brigado Pelo Atraso — Um Guia O­timista Para Sobre­vi­ver em um Mun­do Cada Vez Mais Veloz” (Objetiva, 592 páginas, tradução de Claudio Figuei­re­do). Ele concedeu uma entrevista ao repórter Filipe Serrano, da revista “Exame”, que será sintetizada e comentada neste Editorial. Políticos como o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), o vice-governador José Eliton (PSDB), o senador Ronal­do Caiado (DEM), os deputados federais Daniel Vilela (PMDB) e Thiago Peixoto (PSD), o ex-governador Maguito Vilela (PMDB), o prefeito de Goiânia, Iris Rezende (PMDB), o ex-deputado Vilmar Rocha, os deputados estaduais Humberto Aidar, Luis Cesar Bueno e Adriana Ac­corsi, do PT, certamente ganharão com a leitura da obra. Trata-se de uma convocação para en­tender como funciona o mundo moderno, que, com suas mudanças tão rápidas, deixam desconfortáveis todos, inclusive os jovens, que, apesar de integrados pela tecnologia, não entendem toda a sua dimensão.

A sociedade mundial está cada vez mais acelerada, sugere Friedman. “A sociedade está sendo alterada por três forças gigantescas, as quais eu chamo, no livro, de mercado, mãe natureza e Lei de Moore. O mercado é a força da globalização digital. É a forma como tudo está sendo digitalizado e globalizado, de maneira que todos os países do mundo estão se tornando mais interligados. O mundo não está apenas interconectado, ele também está mais interdependente de uma forma nunca vista.” Um dos fatores que levaram à mudança “é o avanço das empresas de tecnologia, como Amazon, Facebook, Twitter e PayPal. Todas elas estão digitalizando todos os aspectos da vida e levando essas mudanças a todos os países”. Há, claro, nações que saíram na frente, mas, na prática, como o fenômeno da internet é global — nem as ditaduras conseguem controlá-la —, ninguém escapa da “integração”. Taxistas do Brasil, que lembram os cartistas do século 19, atacam motoristas da Uber porque não conseguem entender que a nova tecnologia veio para ficar e que quem não se adaptar sucumbirá, e às vezes mais rapidamente do que pensa. A tecnologia “agrada” e, quando reduz preços, como a Uber, agrada muito mais. A “salvação” dos taxistas não é o confronto com os motoristas da Uber, e sim uma espécie de “uberização” de seu negócio. Não se vence uma ideia que se universaliza rápida e consistentemente com paus, pedras, revólveres e gritos.

Sobreviver exige que se absorva a ideia que está sendo tornando hegemônica no cotidiano.
A categoria “mãe natureza” inclui “as transformações provocadas pelas mudanças climáticas, os efeitos sobre a biodiversidade do planeta e as mudanças demográficas, como o rápido envelhecimento populacional, particularmente no mundo desenvolvido. Essas mudanças também estão acelerando”. No caso, ao menos na entrevista, Frideman não faz uma discussão ampla a respeito. Frise-se que, se é um dos agentes dos problemas climáticos — mas não só, como assinalam cientistas, sobretudo os mais otimistas —, o homem não sabe (e talvez não tenha) como contorná-los de maneira apropriada. Porque não dá para parar o mundo. É simples assim.

Iris Rezende: o prefeito de Goiânia tem autoridade e uma história positiva, mas parece ter perdido sintonia com o mundo contemporâneo. Um gestor deve ir além do aumento de impostos e deve ser transparente e explicar como e onde está aplicando os recursos | Foto: Renan Accioly

Quanto à Lei de Moore, Fried­man afirma que “está relacionada ao avanço da tecnologia. É a capacidade de dobrar o processamento dos chips a cada dois ou três anos. Os microprocessadores de hoje têm 37,5 milhões de transistores em cada milímetro quadrado. No fim de 2017, a Intel vai lançar a próxima geração de processadores e ela vai ter 100 milhões de transistores por milímetro quadrado. Quando você coloca essas três grandes forças transformadoras juntas, o resultado é um mundo que está sendo remodelado profundamente”. Queiramos ou não, é assim. Empresas e governos (mesmo os ditatoriais) não têm controle deste tipo de expansão tecnológica. Todos terão de usá-la.

Tudo está sendo “remodelado”, inclusive a política, afirma Friedman. As mudanças “ocorrem numa velocidade maior do que aquela à qual o ser humano é capaz de se adaptar. É por isso que muitas pessoas estão confusas com o que veem acontecer”. Veem, às vezes rejeitam, mas, em seguida, são praticamente compelidas a ajustarem-se à novidade. Só que as novidades não duram muito, substituídas rapidamente por outras, o que assusta as pessoas, que se sentem não adaptadas e, portanto, ficam desconfortáveis. É como se o mun­do estivesse dispensando aqueles que não se adaptam, quando, na verdade, está cobrando que as pessoas se adaptem mais rapidamente, porque não há alternativa. Ao menos em termos digitais, não há mais espaço para apocalípticos — só para integrados. “Ah, não gosto do WhatsApp”, pode dizer uma pessoa que trabalha ou se diverte. Mas como ficar sem o WhatsApp, que se tornou instrumento de trabalho e lazer? Quase impossível. O mercado de consumo de tecnologia, da mais simples à mais sofisticada, é absolutamente absorvente e includente, o que é um mérito extraordinário do capitalismo. Todos estão “dentro” — desde que consumindo, e não há como não consumir. Karl Marx ficaria deslumbrado? É possível. O mais provável que é ficaria aterrado com o fato de que o avanço tecnológico reduziu o potencial revolucionário de toda a sociedade, não apenas daquilo que o filósofo e economista alemão chamava de “proletariado” — hoje tão diversificado que talvez nem mesmo possa ser nominado de proletariado.

Friedman não se julga profeta nem futurólogo, por isso afirma não saber quais as consequências do re­desenho do mundo. Arguto observador da cena mundial, ele sublinha: “Pre­cisamos de lideranças políticas que ajudem as pessoas a navegar nes­te momento e sejam capazes de de­monstrar que as mudanças são desafios reais. Pequenos erros podem ter consequências vastas. Uma decisão de um líder ruim pode tirar a sociedade totalmente do rumo”. Vejamos dois aspectos goianos.

Goiânia e Goiás

José Eliton, do PSDB, Ronaldo Caiado, do DEM, e Daniel Vilela, do PMDB, pré-candidatos a governador de Goiás: o livro do jornalista americano Thomas L. Friedman pode contribuir para que a campanha do trio em 2018 se dê, ao menos em parte, num patamar mais arejado e mais próximo das demandas reais dos goianos | Fotos: Arquivo Jornal Opção

Primeiro, a gestão de Iris Rezende na Prefeitura de Goiânia. Talvez por falta de figuras inspiradoras, como o engenheiro Mauro Miranda e o economista Flávio Peixoto, Iris Rezende faz uma administração anódina, sem rumo. Cristalizou-se a tese, na equipe do peemedebista, que se pode gerir uma capital fazendo apenas o feijão com arroz. Para obter recursos, com o objetivo de dinamizar a máquina pública, que está semi-paralisada, o prefeito pressiona a Secretaria de Finanças e a Câmara Municipal com o objetivo de aumentar impostos. A crise da prefeitura, configurada na falta de recursos suficientes, não para investimentos e sim para manter a máquina inchada e burocrática, é transferida para a sociedade, que terá, na visão de Iris Rezende, de pagar a conta. Não é uma visão moderna. Menos impostos às vezes pode ser o maior incentivo para o aumento da produção da sociedade. Um prefeito atento às coisas da modernidades certamente pensaria ao menos em discutir Goiânia como uma cidade digital. O Jornal Opção examinou as últimas entrevistas do prefeito disponíveis na internet e não há menção alguma a palavras chaves como “tecnologia” e “digital”. É um sinal claro de desconexão. Político que tem autoridade, Iris Rezende parece não ter sintonia com a velocidade do tempo contemporâneo, que “não” espera mais os retardatários. O problema é que quem paga o preço da desconexão não é exatamente o prefeito peemedebista, e sim os goianienses. Embora fosse ruim de marketing, dada sua imagem prussiana e irônica, o prefeito petista Paulo Garcia tentou fazer de Goiânia uma cidade mais contemporânea de cidades como, digamos, Barcelona e Amsterdam. Incentivar as pessoas a usarem bicicleta não é ridículo nem uma volta a um passado idílico. É, pelo contrário, um alerta sobre os excessos da vida moderna que já estão comprometendo o presente.

Segundo, a disputa para o governo de Goiás em 2018 está nas ruas, com três candidatos mais requestados — Ronaldo Caiado, do DEM, José Eliton, do PSDB, e Daniel Vilela, do PMDB. Os três têm uma missão: manter Goiás nos rumos da modernidade. Mais do que manter, expandir tal modernidade, que é um fato que ultrapassa governos, partidos políticos e iniciativa privada. É um fato da sociedade, sobretudo é um fato global. Aqueles que discutirem tão-somente picuinhas, questões menores (a tal “fadiga de material” atinge todo mundo, não apenas a situação, porque, na prática, todos os discursos envelheceram, mas uns envelheceram de maneira mais acentuada — é o que há de específico), poderão ser tragados por um eleitorado que está avançando e rejeita políticos que não compreendem os tempos atuais e seus personagens (os novos cidadãos, que não se sentem atraídos por discursos virulentos ou vazios de conteúdo). Ao eleitor não interessa discutir se um grupo está há 16 ou há 20 anos no poder. O que se quer saber é se o próximo governante vai ajudá-lo a se tornar competitivo no mercado local e/ou global. Um líder ruim, voltado para questões pessoais ou que adote o rancor como “argumento político”, certamente será abandonado no meio do caminho pelos eleitores, que estão cada vez mais pragmáticos e bem informados. Friedman avisa: as coisas mudam rápido (“o tempo voa”, disse Lulu Santos). Quem está em cima, até por não ter sido avaliado, e sim por ser mais conhecido, amanhã pode cair e não chegar nem mesmo no segundo turno. Ronaldo Caiado, José Eliton e Daniel Vilela, políticos articulados, certamente sabem que, na vida e na política, não há “favas contadas”. Vai se tornar governador aquele político que se entender com os eleitores, que, apesar de céticos, são pragmáticos e, no fundo, querem votar e decidir seus destinos. Hoje, quando ainda não há candidatos totalmente definidos, os eleitores sugerem que vão apostar naquele que avaliam como “menos pior”. No processo eleitoral, acabam por votar naquele que parece mais com eles, com aquele que parece mais “plugado” com seus anseios. Cara feia e gritaria não ajudam. Podem até atrapalhar.

No Brasil, nos momentos eleitorais, fala-se muito em segurança pública, em transporte coletivo e em saúde pública. A discussão é mesmo necessária. Mas os eleitores estão cansados dos enfoques tradicionais, que percebem como meramente politiqueiros. Friedman sugere que gestores atentos, não politiqueiros, precisam ter um olhar agudo para o que chama de “educação contínua”, quer dizer, para “toda a vida, para enfrentar as transformações tecnológicas”. Observe-se que o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), tentou implantar organizações sociais — que funcionam muito bem nos Estados Unidos, ainda que em moldes ligeiramente diferenciados — na educação pública do Estado. Mas resistências gigantes, inclusive na própria Secretaria da Educação — cuja modernidade está apenas na fala, mas não nos atos — impediram a mudança. Uma educação pública de qualidade fará muito mais pela inserção social dos pobres — porque se trata de uma inserção permanente, de caráter incontornável, que mudará o futuro ao mudar o presente — do que a concessão de bolsas famílias e outros programas assistenciais. O ex-secretário da Educação Thiago Peixoto iniciou uma modernização na Educação, mas grupos corporativos — que falam em nome da sociedade, mas não a representam de verdade — resistiram bravamente às mudanças. Os setores corporativos perdem força quando determinados setores do Estado melhoram seu funcionamento. Mantê-los ruins ou com média qualidade gera poder para os grupos corporativos. Por vezes, há um “atraso” incrustado no Esta­do, a partir de setores corporativos, que se apresenta como mo­derno, mas, na prática e não raro por razões políticas, é reacionário e contribui para impedir a verdadeira mudança, aquela que atende a universalidade da sociedade.

Donald Trump

Donald Trump é presidente do país mais rico da história, os Estados Unidos. Porque, sendo um elemento “regressivo”, acabou eleito para dirigir a nação tecnologicamente mais avançada da Terra? Friedman apresenta uma explicação: “Uma das razões pela qual Trump foi eleito no ano passado é que, para seus eleitores, essa alteração das transformações no mundo são simplesmente demais. Durante a campanha, Trump prometeu fazer o vento parar de soprar — o que é impossível. E o discurso encantou realmente muitas pessoas”. O ataque à modernidade, derivado do desajuste que provoca, é global, e ocorre inclusive, como se vê com a vitória de Trump, nos países mais desenvolvidos em termos econômicos e tecnológicos. O avanço tecnológico não é barrado pelo conservantismo político, e segue adiante, apesar de atacado. Trump, embora empresário apresentado como moderno, é uma reação à modernidade.

Empresas americanas voltarão a investir unicamente nos Estados Unidos porque o presidente da República quer? De maneira alguma. Porque fere a lógica econômica. Para se manterem competitivas, com preços (de seus produtos) globais atraentes para a média das populações, as múltis buscam mercados nos quais a mão de obra é mais barata e o trabalhador pressiona menos. A mão de obra americana é uma das mais caras do mundo. A procura pela mão de obra asiática — uma pechincha — vai continuar.

O fato, afirma Friedman, é que o desenvolvimento tecnológico deixa as pessoas “inseguras”. “As pessoas vão ao trabalho e o chefe acabou de colocar um robô ou um software que realizam parte das tarefas delas. Todas essas coisas estão acontecendo ao mesmo tempo. Trump apareceu, e os defensores do Brexit [a saída da Inglaterra da União Europeia] apareceram e disseram que podiam fazer o vento parar de soprar”. Não podem, mas há quem acredite. Iris Rezende organiza mutirões, numa tentativa de voltar ao passado, mas Goiânia está noutra sintonia. Aos poucos, as pessoas começam a se comportar como se o prefeito fosse um fantasma. Quer dizer, a cidade começa a funcionar à revelia das ações do prefeito, porque estão (a cidade e o prefeito) em ritmos diferentes. Não se vive no passado fisicamente. Mas há quem (e não se está falando exclusivamente do decano peemedebista) viva no passado nostalgicamente, avaliando que seus métodos são úteis para tratar realidades novas, e isto trava até a realidade, o quadro real. O presente impõe problemas que são do presente e, como tais, devem ser tratados. O passado às vezes não ajuda. Pelo contrário, atrapalha.

Aberto e fechado

Jânio Darrot (PSDB), de Trindade, Roberto Naves (PTB), de Anápolis, e Gustavo Mendanha (PMDB), de Aparecida de Goiânia, são prefeitos não limitados que estão procurando investir na modernização global de suas cidades | Fotos: Arquivos / Jornal Opção

O Brasil não está fora do circuito das análises de Friedman. “Existem atualmente apenas duas únicas divisões políticas no mundo, seja no Brasil, seja nos Estados Unidos, seja na Europa, seja na Ásia. É a divisão entre o partido aberto e o partido fechado, ou o partido da rede e o partido do muro. A discussão no fundo é: o cidadão quer estar integrado no mundo? Ele vê isso como uma oportunidade? Sente que pode competir nesse cenário? Ou quer simplesmente se fechar para impedir uma maior integração?”

Goiânia, para mencionar um caso, pode se “comportar” como se houvesse um muro de Berlim entre ela e as cidades de seu entorno? Um prefeito líder convocaria todos os prefeitos da região para compartilhar soluções para alguns de seus problemas — como a questão do lixo e da saúde pública. Cidades conturbadas (ou quase) são, no fundo, uma única cidade e, portanto, seus problemas são comuns. Suas soluções devem, portanto, ser comuns. Mas depende de que o prefeito da maior cidade, no caso Iris Rezende, se comporte como líder integrador de fato — o que não tem sido feito. O peemedebista está se comportando como se a capital fosse uma ilha. Goiânia, se administrada de maneira moderna, teria de ser um polo “energizador” e “integrador”. No momento, as melhores ideias surgem em Trindade, Anápolis e Aparecida de Goiânia, com os dinâmicos Jânio Darrot (PSDB), Roberto Naves (PTB) e Gustavo Mendanha (PMDB).

O filósofo britânico John Gray escreveu um ensaio no qual afirma que a ideia positivista de progresso contínuo tem sido posta em questão pela história. Há momentos de evidentes progressos e há momentos de regressos — ao menos em termos políticos. O comunismo de Ióssif Stálin e o nazismo de Adolf Hitler pareciam, quando em ação, pontas de lança da modernidade, quando, na verdade, eram sistemas políticos retardatários, que se aproximavam da barbárie de tempos imemoriais. Havia, em suma, uma anulação do indivíduo para garantir a hegemonia do grupo de poder no Estado. Hoje, a democracia é dominante na maioria dos país. Mas é possível retrocessos, ainda que não semelhantes aos da Alemanha nazista e da União Soviética comunista? Friedman, otimista ou esperançoso, acredita que às lideranças cabem o papel de guiar as nações para o bem coletivo. “Precisamos de líderes que saibam unir as pessoas, porque parte do que está ocorrendo no mundo é uma maior mescla de grupos diferentes. É preciso ser capaz de manejar esse pluralismo, essa maior diversidade. Esse é um desafio hoje e será também no futuro”, assinala Friedman.

O repórter ressalta que, no livro, Friedman admite ser otimista. O físico Amory Lovins, citado pelo comentarista do “New York Times”, sugere “que não é pessimista nem otimista, porque ambas são duas formas de fatalismo. Ele acredita no que chama de ‘esperança aplicada’. Ele é esperançoso, mas sabe que é preciso dedicação para mudar”.

Num mundo em que se fala em grandes mudanças, qual é o espaço do indivíduo para promover mudanças? “As comunidades que estão prosperando nos Estados Unidos são aquelas em que os empresários locais se juntam e participam ativamente do sistema público de educação. Eles querem ter certeza de que as escolas estão ensinando as habilidades necessárias para a economia global atual. As organizações filantrópicas fortalecem o movimento, oferecendo bolsas de estudo. Ao mesmo tempo, os governos municipais procuram investidores estrangeiros para investir em suas regiões. Essas comunidades não estão paradas no tempo, esperando que uma montadora como a Ford venha e construa uma fábrica em sua cidade. Elas estão sendo proativas. É esse tipo de organização que realmente tem impulsionado os Estados Unidos para a frente”, disserta Friedman. Em Goiás, tardiamente a secretária da Educação, Raquel Teixeira, se convenceu de que as organizações sociais poderiam ter contribuído para um salto qualitativo na educação pública. Mas a doutora em Linguística, tendo inclusive estudado no país de Friedman, não quis correr riscos, por isso acomodou-se com as delícias do trivial (não mudar equivale a não ser incomodado).

Iris Rezende, embora um político de ampla autoridade e história positiva, parece não ter percepção para o que está discutindo o jornalista americano. Mas ao menos deveria ler o livro “Obrigado Pelo Atraso”. Aliás, todos os líderes, os quase líderes e os não-líderes deveriam ler o livro… Livro, como disse Millôr Fernandes, não enguiça. l

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Arthur de Lucca.

Caro Euler de França, No final do Editorial foi mencionado o grande pulo do gato do finado Dr. Paulo Garcia. Incentivar as pessoas a usarem bicicleta. Para isso constriram-se não sei quantos quilômetros de ciclovias. Afora a Indústria das Tintas para seanter as ciclovias bem sinalizadas, tem também um detalhe que tem me chamado atenção. Cadê os espelhos retrovisores nas bikes? Cade os faróis? Cade as buzinas? Não são mais itens de segurança que constou na antiga nova Lei de Trânsito Brasileira? Sábado – 23/09/17 – na TV, no canal da Band teve um especial sobre o uso de bikes.… Leia mais