Os deputados estaduais Delegado Humberto Teófilo (Patriota), Paulo Trabalho (PL), Delegado Eduardo Prado (PL), Gustavo Sebba (PSDB), Coronel Adailton (PRTB), Cairo Salim (PSD), Major Araújo (PL), Karlos Cabral (PSB), Tião Caroço (UB), Amauri Ribeiro (UB), Antônio Gomide (PT) e Lêda Borges (PSDB) pediram vistas do projeto que cria o Fundo Estadual de Infraestrutura (Fundeinfra).

Conforme a proposta do governo, a contribuição é facultativa (cabe ao produtor optar ou não) e seria condicionante para a manutenção de benefícios fiscais que atualmente o setor dispõe. De acordo com o texto, o intuito é arrecadar recursos do setor agropecuário e mineral do estado, por meio de uma contribuição de até 1,65% sobre o valor de comercialização do produto. A contribuição seria direcionada exclusivamente para os produtores de milho, soja, cana de açúcar, carnes e minérios. Além disso, o recurso dessa contribuição estaria vinculada para obras de infraestrutura, o que, em última análise serviria ao agro que necessita de estradas para escoar a produção.

O governo estadual destaca ainda que este setor é o menos tributado de Goiás e que outros estados já fazem essa cobrança. Desde 2000, o Mato Grosso (MT) conta com o Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab), desde o ano de 2000 para captação de recursos para infraestrutura. Nesse estado, entre 2019 e 2022 foram investidos R$ 5,6 bilhões em infraestrutura do fundo. Assim também, o Mato Grosso do Sul, desde 1999; e Maranhão (MA), onde o fundo foi criado mais recentemente, em 2020.