Há seis anos, Natália Gomes, de 30 anos, decidiu montar o próprio negócio, uma clínica de reabilitação animal. A empresária, que atende no formato home care (em domicílio), neste ano, já começou a construir a sede própria da empresa no Jardim América, em Goiânia. Ela explica que não faz serviço de banho e tosa, apenas atendimento de pets de reabilitação

Embora não tenha ainda funcionários contratados, a clínica já emprega, além de Natália, outros três sócias e cinco veterinários parceiros. “Entendemos muito bem o quão ascendente é esse mercado”, afirma. Como pequeno negócio, a clínica de Natália faz parte de um segmento que vem se destacando ano a ano no Brasil.

Para se ter ideia, um estudo realizado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) mostra que a maioria dos empregos gerados com carteira assinada no país em novembro do ano passado foram de micro e pequenos negócios. De acordo com os dados, no período 135 mil postos de trabalho foram abertas. Desse total, 126 mil são desse segmento, o que significa 93,5% das vagas. Se fosse considerado a ocupação dos próprios empreendedores, o número seria maior.  

O destaque do estudo ficou para o setor de comércio das micro e pequenas empresas, que foi o grande gerador de empregos. Isto é cerca de 84 mil postos criados. O saldo se deve, principalmente, em razão das festas de final de ano. Já o setor de serviços, principal responsável pela geração de emprego ao longo do ano, ficou em segundo lugar com 53 mil vagas de trabalho.

“Apesar desses bons resultados nesses dois setores, tanto as MPE quanto às Médias e Grandes Empresas (MGE) apresentaram mais desligamentos do que admissões em quatro setores de atividade: indústria de transformação, agropecuária, construção civil e indústria de transformação”, cita a nota do Sebrae.

De acordo com a entidade, no acumulado de todo o ano passado, as MPE geraram quase 1,8 milhão de novos postos de trabalho. O número representa cerca de 73% do total de empregos gerados no país, que ficou na marca dos 2,5 milhões. A participação das médias e grandes na geração de empregos ficou em 21,5%, com quase 530 mil contratações.