Entre 2022 e 2024, Goiás registrou um avanço expressivo na renda das famílias. Dados da Fundação Getulio Vargas (FGV), divulgados nesta quarta-feira, 21, mostram que a participação da população nas classes A, B e C passou de 78,08% para 83,95% nesse período. O crescimento representa um aumento de 5,87 pontos percentuais e indica maior mobilidade social no estado.

As classes consideradas de maior renda incluem famílias com ganhos acima de quatro salários mínimos. A classe A reúne aqueles com renda superior a 20 salários mínimos, a classe B abrange de 10 a 20 salários mínimos e a classe C de 4 a 10 salários mínimos. O levantamento aponta que mais goianos estão conseguindo alcançar melhores condições de vida.

No cenário nacional, o estudo revela que 17,4 milhões de brasileiros deixaram a pobreza e passaram a integrar faixas de maior renda. O avanço corresponde a 8,44 pontos percentuais entre 2022 e 2024, reforçando a tendência observada em Goiás.

Segundo a FGV, o aumento foi impulsionado principalmente pela renda do trabalho e pela integração de políticas públicas. Programas como o Bolsa Família, o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e iniciativas voltadas para educação e crédito tiveram papel decisivo nesse processo.

O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, destacou que os resultados comprovam a eficácia das ações voltadas à população de baixa renda. Para ele, o Bolsa Família não se resume à transferência de recursos, mas também abre oportunidades para educação, trabalho e empreendedorismo.

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