Especialista da Serasa aponta as principais dicas para sair das dívidas
24 fevereiro 2026 às 16h39

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O endividamento é um dos maiores desafios enfrentados pelas famílias brasileiras e tem impacto direto no consumo e no bem-estar da população. Em entrevista exclusiva ao Jornal Opção, Laísa Kiyusato, especialista da Serasa em educação financeira, detalhou, nesta terça-feira, 24, os principais tipos de dívidas, as práticas para evitá-las e os efeitos desse cenário na economia nacional.

De acordo com Laísa, a maior parte da população está endividada com bancos e credores que oferecem crédito no mercado. Além disso, contas básicas como água, luz, telefone e gás também pesam no orçamento. “Atualmente, no Brasil, a média salarial está abaixo do que se tem de dívidas recorrentes. Por isso, quando acontece uma emergência, como uma situação médica ou um problema doméstico, as pessoas têm dificuldade de reorganizar o orçamento e acabam caindo em dívidas”, explica.
A especialista recomenda o famoso “conta de padaria”: analisar o orçamento mensal, calcular a média de gastos e ajustar conforme a renda. “O ideal é que as contas não ultrapassem o valor do salário. Se eu ganho R$ 3.000,00, minhas contas não podem ultrapassar esse valor. E o ideal é não alcançar o total todo mês, deixando uma margem para emergências”, afirma.
Laísa reforça que é essencial manter coerência entre ganhos e gastos. “É importante ter um valor de manobra para emergências. E, quando possível, construir uma reserva de emergência após regularizar dívidas”, aponta.
A Serasa oferece oportunidades de renegociação, como o Feirão Limpa Nome, que começou recentemente e vai até o dia 1º de abril, com descontos de até 99%. “Esses pagamentos podem ser feitos via PIX, cartão ou boleto. O consumidor deve analisar o quanto tem disponível para realizar os pagamentos mensais sem comprometer as contas básicas”, explica.
Ela alerta que é fundamental manter a negociação em dia. “Quando você paga a primeira parcela, seu nome já não é mais considerado inadimplente. Mas se não cumprir a negociação até o final, gera uma nova dívida. Não existe pílula mágica. É preciso regularizar aos poucos, priorizando as dívidas que cabem no orçamento e evitando extrapolar”, destaca.
A Serasa disponibiliza conteúdos em suas plataformas e redes sociais, além de parcerias com iniciativas como o MePoupe!. “Dentro do Serasa Premium, o consumidor encontra ferramentas de acompanhamento e educação financeira. Não temos acompanhamento individualizado, mas oferecemos apoio em agências dos Correios e tendas presenciais durante ações de renegociação”, afirma.
O endividamento não é apenas um problema individual. “Hoje temos mais de 81 milhões de pessoas com dívidas ativas em todo Brasil. Isso reflete em inadimplência e está ligado a fatores como inflação e desemprego”, destaca Laísa.
O impacto é direto no consumo e no bem-estar. “As pessoas não podem gastar mais para não gerar novas dívidas. O consumo fica prejudicado em compras fora do habitual. Muitas vezes é preciso escolher entre pagar uma dívida ou manter contas básicas em dia. O ideal é priorizar as contas recorrentes para não gerar novas dívidas”, explica.
Laísa Kiyusato reforça que disciplina e planejamento são fundamentais para evitar o endividamento. “O consumidor deve priorizar o que cabe no orçamento, renegociar aos poucos e evitar novas dívidas. O caminho é reorganizar, manter os pagamentos em dia e, quando possível, construir uma reserva de emergência”, finaliza.
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