O início chuvoso de 2024 e os reflexos da seca que castigou Goiás em 2023 impactaram de forma negativa os preços dos alimentos no estado. Legumes, verduras e frutas sofreram aumentos estrondosos na primeira semana do ano, se comparado ao mês de dezembro do ano passado, conforme a Central de Abastecimento de Goiás (Ceasa).

LEIA TAMBÉM

Em Goiânia, preço dos alimentos cai e inflação fica abaixo da média nacional

Eventos climáticos aumentam preços dos alimentos em meio à queda do poder de compra

Com as plantações condenadas pelo fenômeno climático El Niño, o pimentão foi o fruto com o maior aumento registrado pela central, de 100%. Na mesma categoria de frutas também se destacam o pepino comum (alta de 66,66%), pepino cólon (alta de 33,33%), abóbora japonesa (alta de 14,18%), mamão formosa (alta de 16,66%), melancia (alta de 14,28%), laranja (alta de 11,11%) e banana-maçã (alta de 7,14%). 

O preço dos legumes também surpreende. A cenoura, para muitos indispensável na salada, sofreu alta de 66,66%. O aumento também foi percebido na beterraba (33,33%) e na batatinha (25%). As verduras e vegetais não ficaram para trás, sendo o repolho e o algo com preços 53,84% e 8,57% maiores, respectivamente. 

Preços devem continuar subindo 

Economistas preveem que o aumento nos preços dos alimentos devem se manter em 2024 sob consequência do El Niño. A alta nos preços dos alimentos afeta, principalmente, a inflação dos mais pobres, revertendo em parte os ganhos de 2023.

Isso porque o reajuste nos valores da alimentação em domicílio atinge mais o orçamento das famílias de renda menor. Estima-se que essa seção comprometa 20% do orçamento familiar.

A inflação no Brasil arrefeceu no ano passado. De janeiro a novembro, a inflação acumulada foi de 4,04%. O resultado fechado do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do ano de 2023 será divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no próximo 11 de janeiro.